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Dia 04 de outubro VAMOS VOTAR nas ELEIÇÕES (Legislativas) MAIS RENHIDAS de sempre…

Os portugueses vão ser chamados, no próximo dia 04 de outubro de 2015, a exercer o seu voto nas Eleições Legislativas. A campanha eleitoral já há muito começou, mas oficialmente, só se iniciou a 20 de setembro.

A “guerra” de argumentos entre a coligação Portugal à Frente (PSD-CDS) e PS centralizou o debate político, com destaque para o frente-a-frente, no passado dia 09 de setembro, entre Passos Coelho e António Costa que de histórico teve, somente, o facto de ser transmitido, pela primeira vez, em simultâneo, e em sinal aberto, pela RTP,SIC e TVI, o que aconteceu, também com os mesmos protagonistas, dia 17 de setembro, com o frente-a-frente radiofónico a ser difundido, também em simultâneo, desta feita pela Antena 1, Rádio Renascença e TSF.

passos costa - debate

Nada ou pouco de “novo”

Para além destes debates, e outros entre os cabeças-de-lista das forças partidárias com representação na Assembleia da República (e os outros?), não revelaram nem relevaram grandes novidades. A esquerda (CDU e BE) manteve – endurecendo! – os seus ataques à coligação PSD-CDS e ao PS. O PS, por seu turno realçou certos e determinados factos que embaraçaram a coligação de direita, relativamente à política de austeridade desenvolvida nos últimos quatro anos, com destaque, entre outros, os cortes nas pensões e nas reformas e em outras valências relacionadas com o Estado Social. Já o PàF (PSD-CDS) levantou a bandeira do “não voltar atrás”, de não se regressar a uma “quase bancarrota”… ataques diretamente dirigidos aos socialistas (“socratistas”).

Perguntou-se ainda e por diversas vezes – isso deu pano para mangas – “quem era o pai (ou os pais) da criança?”. A “criança” que deu, dá e dará pelo nome de “Troika”. Depois, outra criança esteve também em destaque, mas esta na barriguinha de Joana Amaral Dias (Agir!) pousou seminua para uma revista. Muitos ficaram envergonhados, outros ofendidos, sem se saber bem porquê?! Mas, atacaram-na de “prostituição política”! Não sabemos se a frase é a mais apropriada, e logo da autoria de quem seminu se atirou ao Tejo (então mais poluído que hoje) em plena campanha eleitoral para as … “autárquicas”(?!).

Marcelo (seminu) no Tejo em campanha eleitoral
Marcelo (seminu) no Tejo em campanha eleitoral

Crianças à parte, ainda houve tempo para falar de “prisioneiros”, com Sócrates a ser bandeira para a coligação de direita (doze referências ao nome do ex-primeiro-ministro, por Coelho, em debate televisivo)… a coisa acabou por dar maus resultados. “Estrela” – consensual – desses frente-a-afrente foi a porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins.

catarina marrtins - be

joana amaral dias - agir 01

Mas, será que os portugueses ficaram esclarecidos com estes debates? Será que os portugueses já definiram o seu voto? De acordo com as sondagens, uma parte sim, mas outra (considerável) ainda não. De registar que os partidos sem representação parlamentar – alguns a concorrer pela primeira vez para as eleições para a Assembleia da República – não tiveram grande (ou nenhuma) cobertura jornalística na pré-campanha, facto que condicionou, sobremaneira, a difusão das suas propostas – dos seus programas – junto do eleitorado. Fica o registo.

sondagens

As sondagens e o “empate técnico”

Com sondagens diárias, desta feita na RTP e com a chancela da Universidade Católica, a verdade, e de acordo com os estudos efetuados pela Eurosondagem (para a SIC e Expresso), o PS, entre 11 e 16 de setembro (já depois do debate televisivo entre Passos e Costa) liderava as intenções de voto, mas com uma margem residual para a coligação PàF, ou seja: 35,5 por cento contra 34. Certo, certo é que nenhum dos estudos apresentados dão maioria absoluta às forças políticas do intitulado “arco da governação”.

Mais: o partido, ou a coligação, que conquistar mais votos, pode não ter o maior número de deputados na Assembleia da República, sendo que, para o efeito, e de acordo com a Constituição, formará governo a força política que mais mandatos conquistar. Neste caso particular entre PS e PàF, e de acordo com o inquérito efetuado pela Eurosondagem, os socialistas poderão eleger entre 95 e 101 deputados, e a coligação de direita entre 99 e 102 lugares na Assembleia da República (AR).

Já a CDU aparece em terceiro lugar com 10,3 por cento das intenções de voto, e, assim, com a possibilidade de ocupar entre 20 a 22 assentos na AR, um resultado extraordinário nas últimas décadas.

Por seu turno, o BE, com as boas prestações de Catarina Martins nos debates televisivos (mas não só, porque o seu contacto com os eleitores tem criado visível empatia) cresce (0,1%) na referida sondagem, podendo os bloquistas ter uma representação parlamentar entre os seis e os nove deputados.

Dos partidos que pela primeira vez concorrem às “Legislativas”, o PDR, de Marinho e Pinto, apresenta 2,2 por cento (possibilidade para eleger dois deputados), enquanto que o Livre/Tempo de Avançar (L-TDA) 1,8 pontos percentuais (1 deputado).

A verdade, porém, e ainda de acordo com o referido estudo, há 11 por cento de eleitores que votará em outros partidos, ou, então, em branco ou nulo.

montanha russa

PS e a “montanha russa”

Desde janeiro deste ano, até ao momento, o PS tem vindo a perder terreno, ora para o PSD, ora, mais recentemente, para a coligação entre os social-democratas e os populares do CDS (PàF).

Seguindo os inquéritos efetuados pela Eurosondagem, os socialistas entraram o ano (janeiro 2015) com 37,9 por cento das intenções de voto, contra 34,8 do seu mais direto adversário, na altura, ainda, e só, o PSD.

Em fevereiro aumenta a vantagem (38,1 para 33,6) e mais em março (os mesmo 38,1 por cento contra 33,6 do PSD). Com o aparecimento do PàF, em maio, o PS ainda se aguenta (38,1 contra 33,6) assim como em junho, mas já a registar uma nítida quebra (36,9 para 33,3 por cento).

É a partir de julho e até setembro que o PS acentua a sua queda e, pelo contrário, regista-se um significativo crescimento da coligação de direita. Vejamos; julho – PS: 36,7 / PàF: 34,6; agosto – PS: 36,3/ PàF: 34,8; e setembro: PS: 36%/ PàF 35 (empate técnico).

acordos

Acordos parlamentares

De acordo com estes resultados, e se os mesmos se verificarem nas eleições de 04 de outubro de 2015, nenhuma das forças partidárias do “arco da governação” terá maioria absoluta (um revés para o PàF, porque somando os votos do PSD e CDS das últimas eleições, a coligação estaria muitos pontos à frente do PS). Com que outros partidos chegarão a acordo para a necessária maioria parlamentar de apoio ao governo?

Sobre o assunto, o PàF tem fugido como o diabo da cruz, por outro lado o PS fala, suavemente, sobre a questão, mas não explica ou dá a conhecer, em concreto, o rumo a tomar.

Ora bem. Vencendo o PàF as eleições sem maioria, a coligação só terá no PDR de Marinho e Pinto um aliado, falta agora saber se o número de deputados dos democratas-republicanos chegará para obter essa margem de mandatos superior à dos outros partidos!

Já o PS sabe que da CDU (PCP/PEV) não haverá grande diálogo, sendo, como se sabe, os socialistas um dos alvos de ataque de comunistas e ecologistas. Com o Bloco, as coisas poderiam ser mais práticas, mas…não! As exigências bloquistas não se enquadram no programa do PS e as coisas aí tornarão as negociações muito complicadas.

Resta, ao PS, o “Livre/Tempo de Avançar”, mas para isso, o novo partido teria de alcançar uma votação extraordinária e eleger, pelo menos, seis deputados. Poderá haver, entretanto, um acordo parlamentar entre o L/TDA e o PDR? Os socialistas lá o sabem, enquanto que os da coligação de direita esperam, por certo, do PDR, um piscar de olhos. O partido de Marinho e Pinto está, para já, no centro, das possíveis negociações/acordos para a formação e legitimação do futuro governo, seja ele socialista ou de direita.

abstencao - 01mai14

Abstenção crescente

A taxa de abstenção, que não para de crescer desde as primeiras eleições realizadas em democracia (1975: 8,5 por cento), continua a ser uma enorme preocupação para os políticos e, no fundo, para a democracia. O desinteresse dos portugueses pela política, mas, principalmente, pelos políticos é crescente, tendo atingido o seu auge nas últimas eleições legislativas (2011) com 41,9 por cento dos cidadãos a não exercerem o seu direito de voto.

Excetuando duas quebras na taxa de abstenção, nas eleições de 2002 e 2005 – mesmo assim com uma taxa ainda digna de registo-, teme-se, que, a 04 de outubro, os números aumentem significativamente, devido ao extraordinário número de portugueses que abandonaram o País.

Os escândalos envolvendo políticos; as promessas que não se cumprem; a ausência de um líder carismático, são, entre outros, as principais causas/factos revelados pelos portugueses para preferirem a praia, em tempo de primavera/verão, e o aconchego da casa, no outono/inverno, ao terem de se deslocar às mesas de voto.

Registe-se, então, as percentagens de abstenção desde 1975 até às últimas eleições para a Assembleia da República, em 2011:

1975: 8,5% – 1980: 15,2% – 1983: 22,2% – 1985: 25,7% – 1987: 28,5% – 1991: 32,6% – 1995: 33,8% – 1999: 39%; 2002: 38,4% (); 2005: 35,6% (); 2009: 40,3% (++) e 2011: 41,9%.

PARTIDOS E COLIGAÇÕES CONCORRENTES ÀS “LEGISLATIVAS” DE 2015

Os partidos (13) e coligações (3) que concorrem às “Legislativas” do próximo dia 04 de outubro – nas quais estão inscritos 9.682.823 portugueses, para elegerem 230 deputados –, ainda que não em todos os círculos eleitorais, (pode ler os seus programas clicando nos seus sites) são os seguintes (ordem alfabética):

agir - out15

AGIR (PTP/MAS) – www.facebook.com/partidoagir

bloco de esquerda - out15

BLOCO DE ESQUERDA (BE) – bloco.org

cdu - out15

COLIGAÇÃO DEMOCRÁTICA UNITÁRIA (CDU – PCP/PEV) –pcp.pt  (ou) osverdes.p 

juntos pelo povo - out15

JUNTOS PELO POVO (JPP) – juntospelopovo.pt

livre - tempo de avancar

LIVRE/TEMPO DE AVANÇAR (L/TDA) livrept.net (ou) tempodeavancar.net

nos cidadaos - out15

NÓS CIDADÃOS (NC) – noscidadaos.pt

partido cidadania e democracia - 0ut15

PARTIDO CIDADANIA E DEMOCRACIA CRISTÃ (PPV/CCD) –portugalprovida.blogspot.pt

pctp-mrpp

PARTIDO COMUNISTA DOS TRABALHADORES PORTUGUESES (PCTP/MRPP) – pcptpmrpp.org

partido da terra - mpt - out15

PARTIDO DA TERRA (MPT) – mpt.pt

partido democratico republicano - out15

PARTIDO DEMOCRÁTICO REPUBLICANO (PDR) – pdr-partidodemocraticorepublicano.pt

partido nacional renovador - out15

PARTIDO NACIONAL RENOVADOR (PNR) – pnr.pt

partido popular monarquico

PARTIDO POPULAR MONÁRQUICO (PPM) – ppm.com.pt

partido socialista

PARTIDO SOCIALISTA (PS) – ps.pt

partido unido dos reformados e pensionistas - out15

PARTIDO UNIDO DOS REFORMADOS E PENSIONISTAS (PURP) – purp.pt

pan - pessoas animais e natureza - out15

PESSOAS ANIMAIS E NATUREZA (PAN) – pan.com.pt

portugal a frente - psd cds - out15

PORTUGAL À FRENTE – PSD/CDS-PP (PAF) – psd.pt (ou) cds.pp

NÚMERO DE DEPUTADOS POR CÍRCULOS ELEITORAIS

Aveiro – 16; Beja – 03; Braga – 19; Bragança – 03; Castelo Branco – 04: Coimbra – 09; Évora – 03; Faro – 09; Guarda – 04; Leiria – 10; Lisboa – 47; Portalegre – 02; Porto – 39; Santarém – 09; Setúbal – 08; Viana do Castelo – 06; Viseu – 09; Açores – 05; Madeira – 06; Europa – 02; Fora da Europa – 02.

CABEÇAS-DE-LISTA: CÍRCULO ELEITORAL DO PORTO

PAF (PSD-CDS/PP): José Pedro Aguiar-Branco; PS: Alexandre Quintanilha; CDU: Jorge Machado; BE: Catarina Martins; PAN: Bebiana Cunha; MPT: Eurico Figueiredo; PNR: Vítor Ramalho; AGIR: Gil Garcia; PPM: Paulo Basto; Livre/TDA: Ricardo Sá Fernandes; JPP: Paulo Lemos; NC: Jorge Santos; PURP: Fernando Loureiro.

Não concorrem por este círculo eleitoral os seguintes partidos: PCTP/MRPP, PPV, PDA e PDR.

E, pronto, agora já sabe: vote! Porque…

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Texto: José Gonçalves

Fotos: Pesquisa Google

Fontes: Wikipédia

 

20set15

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