Benigno de Sousa / Tribuna Livre
A partir do dia 20 de Julho 2015, há cuba livre, isto é, “rum e coca-cola”. É verdade, EUA e Cuba retomaram diplomacias, interrompidas no ano de 1961, por causa da Revolução Fidel Castrista. Reabriram as embaixadas. Acontecimento histórico. Países conversaram objetivados para extinguir o embargo.
É um princípio interrelacionar de culturas que poderão demonstrar como diferentes sistemas políticos podem cooperar à boa vontade dos direitos humanos a caminho da liberdade. É mudança para o equilíbrio humano; ainda bem porque a vida não para. Mas falta concretizar a liberdade!
Enquanto de lá do Atlântico as Nações desejam a paz, por cá a situação é periclitante: crise; mas não faltam romarias com tasquinhas de bifanas e barracas de farturas. “Eles comem tudo. Eles comem tudo e não deixam nada”. Sentimo-nos explorados mas paralisamos de medo. Uma anomia social desenraizada em dificuldade de encontrar situação de estabilidade económica.
Industrialização sob leis capitalistas e crescimento urbano desorganizado originam o aparecimento de zonas degradadas que geralmente albergam setores sociais marginalizados nas precárias condições de vida-trabalho.
Na situação atual não se veem senão impasses na organização da Europa e no mundo. Há aqui ódios que minam e contaminam. Honradez assenta numa primitiva infâmia: religião; ganância, escrúpulo, honra, interesses que vivem no mesmo sítio separados por tabiques.
Tudo se acomoda como outras coisas heterogéneas se acomodam ainda. É difícil viver todos os dias e todas as horas. Mas além de tudo é forçoso seguir um invisível reles que a sorrir suporta o drama de todos os dias e nos transforma em figuras ridículas e coçadas, para suportarmos tratos que envelhecem e preparam a cova como pequenos grandes interesses numa inveja ambição em dor física. Viver sempre é um sonho esplêndido que quase nada custou tanto.
Só há um meio de sair desta situação: com alteridade! Estamos todos no mesmo barco; precisamos estar bem dinâmicos na força do equilíbrio para a criação livre sobre a diversidade humana.
Proponho que o hino nacional mude para epígrafe, pois já não há heróis. Uma cambada de cobardes; um primeiro-ministro que se agacha perante a salsicheira alemã. Encontramo-lo curvado de mãos como um pedinte. Ela põe-lhe a mão no ombro e diz: “Tens de dar mais tareia económica aos portugueses, morcões”!
Proponho um novo Afonso: que não bate na Mãe; toda a nação fundada com o filho a bater na mãe é uma tragédia. Desejo lutador na vida de si que quer construir a segurança de si e para os demais!
Proponho igualdade: o garante; se é possível do qual tenho a certeza que não existe, mas há confiança da vida que vivemos na esperança de cada qual obter salvação. Devemos conseguir a vida como inquietação!
Proponho paz: todos em harmonia como melodia no mundo!
Proponho saúde: a ciência ao serviço da vida sem custos!
Proponho justiça: para humilhados; direito humano é dever!
Todos se manifestam mas não sabem explicar o que querem. Queremos ser felizes! O homem quer é poder para sentir poder. E o homem que me diz conhecer, a mim ele me é desconhecido!
Somos grotescos na vida e na morte mas para não morremos espantados inventamos palavras, honra, dever, consciência, inferno, insignificância.
A cidade é regulada pelos hábitos seculares, mas só para nos fingirmos indiferentes ao que se nos rodeia, habituamo-nos e sorrimos.
Está aí a vida e a morte, aí está o espanto! Isto é vulgar e quotidiano.
É vida aparência, simulacro, realidade e manha, astúcia de cada um que apresenta no jogo da vida; orgulho, soberba, inveja, paciência, intuitos de quem caminha na ponta dos pés, força, experiência, método; todos se defendem, por isso, existe uma certa grandeza em repetir todos os dias a mesma coisa.
O ser vive de detalhes e de manias que têm força enorme: são elas que nos sustentam, tudo isto entranhou interesse e ódio. Há mescla inútil, de fé, de sonho, mas uma ideia da vida e alma – impregnou em desespero. Isto gira em torno da mesma ideia: um povo de estátuas em cima e outro de mortos em baixo.
Dentro de cada Ser se tecem paixões na escuridão e no silêncio; hábito suporta a vida, as mesmas palavras; cumprimentamos ao mesmo sorriso e fazemos as mesuras.
Não devemos desonrar aqueles que lutaram pela Nação livre. De Norte para Sul e de Leste para Oeste pregaram a moral e a tolerância. Da alma é necessário construir nova epopeia portuguesa.
Não podemos consentir que meia dúzia de catraias e rapazolas vendam a Pátria a retalho. É uma corja mimada que na vida nunca fez nada, agora sanguessuga. Sobressaltam-se futilidades mas ninguém se compromete no Estado.
Para haver paz no futuro é preciso refazer uma Europa dinâmica como a liberdade; é necessário que os países da Europa não cedam ao medo e acreditem em si próprios!
Foto: Pesquisa Google
01set15

É na verdade preciso outra EUROPA que não esta que vai ter muitos pesadelos com os milhares de mortos que está a deixar no mar à sua porta!