Dois temas recentemente aqui tratados, nas edições de agosto e setembro do Etc e Tal jornal, sobre o cenário pouco condizente numa zona balnear como é a Praia do Furadouro, da Lota de vendagem do peixe e do abandono a que tem estado votado o Barco Sr.ª da Graça, numa rotunda no norte do Furadouro como monumento à Arte Xávega, depois de sido doado por António Maganinho à Câmara Municipal de Ovar para fins museológicos e ter estado na “Expo’98”, em Lisboa. Acabou por despoletar a sensibilização do Município de Ovar que veio prometer e anunciar projetos para contrariar tal imagem deprimente, que mereceu também posicionamentos de forças politicas locais.
Após vários anos de soluções precárias no caso da Lota, e de desleixo no que toca à típica embarcação da pesca artesanal costeira como também aqui alertámos, a Câmara de Ovar divulgou a informação de que tem um projeto para uma nova Lota no Furadouro cuja instalação está prevista no Mercado Municipal do Furadouro caso todas as partes envolvidas nesta atividade económica e social, manifestem a sua adesão a tal solução.
Trata-se de um dos projetos que a Câmara apresentou no âmbito das candidaturas para ações de Desenvolvimento Local de Base Comunitária (DLBC) da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA). A exemplo, aliás, de outros projetos já concretizados em conselhos vizinhos com tradição da arte xávega.
Já no caso da embarcação Senhora da Graça, a Câmara de Ovar assume agora, face às críticas de que tem sido alvo e depois da imagem deprimente que passou nas Festas do Mar, que está a analisar o estado do barco com vista a poder ser recuperado.
Uma promessa que a população com profundos laços com a atividade piscatória, espera que tal intervenção vá ainda a tempo de salvar este monumento aos pescadores e à arte xávega, em tempos de grande depressão para este setor económico que vai deixando ali por entre as dunas, outros exemplares destas embarcações abandonadas.
Texto e fotos: José Lopes (*)
(*) Correspondente “Etc e Tal Jornal” em Ovar
01out15
