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HÁ trabalhadores PORTUGUESES da CONSTRUÇÃO a PASSAR FOME em Angola e em diversos países da… “EUROPA”!

O Sindicato da Construção de Portugal (SCP) revelou, recentemente – e por comunicado dirigido à Imprensa – que são milhares (cerca de dois mil)os trabalhadores portugueses que, sem trabalho em terras lusas, emigraram para Angola para “tentarem a sua sorte”, mas que, por lá, se encontram na miséria. O problema torna-se ainda mais grave quando se sabe que este drama estende-se também a outros países, alguns dos quais da União Europeia.

Foto: PNS
Foto: PNS

De acordo com o SCP, e no que concerne a Angola, “os salários em atraso estão a provocar situações de miséria”. Há “trabalhadores da construção com mais de seis meses de salário em atraso”. Trabalhadores que (lê-se ainda no referido comunicado) “foram levados por pseudoempresas portuguesas” e depois “abandonados”. Hoje “são sem-abrigo! Querem regressar a Portugal, mas não têm dinheiro para o fazer”.

A situação é de tal gravidade que o SCP desafiou a “comunicação Social a fazer uma deslocação a Angola”, na companhia do presidente do referido sindicato, Albano Ribeiro, mas “as condições de segurança que foram solicitadas ao Sr. Embaixador da República de Angola em Portugal, nunca foram garantidas”.

José Cesário
José Cesário

Secretário de Estado promete “estudar a situação”!?

Há semanas, o secretário de Estado das Comunidades, José Cesário – após reunião com o presidente da Direção do SCP – afirmou, publicamente, que a solução para este grave problema poderá passar pela reconversão e até pela formação profissional de alguns trabalhadores”. E disse mais: “É uma situação que nos preocupa a todos, sabemos que há uma diminuição significativa do volume de trabalho em Angola, particularmente no setor da Construção Civil.”  Mas, até agora não se tem conhecimento de algo de concreto que o governo português tenha feito para (pelo menos) tratar do problema.

O que se sabe e, no caso de trabalhadores que regressaram de Angola, “o Governo vai estudar com muita rapidez soluções no domínio da reconversão e formação profissional, que possam vir a atender pelo menos os casos mais graves”, palavras de José Cesário.

Ora bem. A verdade é que o governo vai mudar e não se sabe por quanto tempo, e nem com quem, a situação dos trabalhadores da construção poderá ser resolvida.

Recorde-se que, Albano Ribeiro, presidente da Direção do SCP, em declarações há comunicação social, traçou um quadro dramático no que diz respeito às condições em que se encontram os trabalhadores em Angola, realçando, entre outros factos, que há pessoas a passar fome.

Foto: PNS
Foto: PNS

Intervenção “governamental”

“É preciso que o governo intervenha, porque há cerca de 200 empresas que foram à falência em Portugal e que levaram trabalhadores para lá e estão a fazer lá o que fizerem em Portugal. Essas empresas deixaram mais de 200 milhões em dívidas a trabalhadores. Na zona de Viana, que fica a 15 quilómetros de Luanda, há pessoas a passar fome”, referiu o sindicalista, com quem o “Etc e Tal Jornal” tentou entrar, por algumas vezes, em contacto direto, mas que por diversos (compreensíveis e justificados) motivos não foi possível obter qualquer tipo de declarações a propósito desta e de outras questões, uma vez que o problema não se centra só em Angola, já que há mais países onde os trabalhadores da construção passam por situações dramáticas.

Só na construção: 170 mil abalaram de Portugal

Num outro comunicado – desta feita enviado no passado dia 29 de setembro – a direção do Sindicato da Construção de Portugal (SCP) realça que “mais de 170 mil trabalhadores da construção tiveram que emigrar nesta legislatura”, realçando que “foi neste setor onde se verificou a maior taxa de emigração”.

Ainda de acordo com o documento enviado à comunicação social, “há trabalhadores do setor da construção que foram obrigados a emigrar dado que, este governo, mandou parar obras que, agora, em período de campanha eleitoral, diz querer retomá-las”.

Mas, “há uma coisa que eles não evitaram” (lê-se): “Há trabalhadores que já não têm dinheiro para comer em Angola, Bélgica, Luxemburgo, bem como em outros países”.

Albano Ribeiro
Albano Ribeiro

Descriminações na Alemanha e….

E o SCP dá exemplos concretos. “Na Alemanha (…) é onde se está a verificar o maior abuso em termos laborais, de mão-de-obra barata. Um carpinteiro alemão ganha 22 euros à hora e o português 11 euros.” E o SCP pergunta: “Onde está a União Europeia a nível laboral, social e salarial para profissão igual, salário igual no mesmo local de trabalho? Porque é que o cidadão europeu português é descriminado em relação ao cidadão europeu alemão?” Ficam as perguntas!

… Bélgica, França, Inglaterra e…

Quanto a respostas concretas, sobre este drama… nada de concreto.

“Há trabalhadores do sector que foram levados por angariadores de mão-de-obra” para países como o Canadá, Bélgica, França e Inglaterra, com a promessa de elevados salários (entre 2.000 e 5.000 euros) e alimentação mas que neste momento estão “abandonados e a passar fome”. Lê-se em outro comunicado do SCP.

Mais: “Existem trabalhadores que estão a ser ameaçados caso denunciem publicamente estas situações. Por isso é necessário uma intervenção deste sindicato junto das autoridades, quer nacionais quer estrangeiras, a fim de por termo a este tipo de situações de escravatura contemporânea”. Prometemos que este assunto não vai morrer por aqui e que voltaremos ao assunto, enquanto matéria de interesse público.

Texto: EeT

Fotos: Pedro N. Silva / Pesquisa Google

Fontes: Lusa

 

01out15

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1 Comment

  1. josé lopes

    Este talvez seja um flagrante exemplo do papel que pode ter o Etc e Tal que ao contrário da imprensa dominada pelos donos disto tudo, como o poder de Angola na comunicação social, não silencia um tal drama humano de trabalhadores portugueses que só procuram melhores condiçoes de vida negada no seu país.

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