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O Arcebispo de Cantuária e a crise dos migrantes

Justin Welby (*)/Tribuna Livre

“Esta é uma imensa, complexa e cruel crise que realça a nossa fraqueza e a fragilidade dos nossos sistemas políticos. O meu coração está quebrado pelas imagens e histórias de homens, mulheres e crianças que arriscaram as suas vidas para escapar do conflito, violência e perseguição.

Não existem respostas fáceis e as minhas orações estão com aqueles que estão a sofrer perseguição, tal como com aqueles que estão a lutar sob imensa pressão para desenvolver uma resposta efetiva e equitativa., Agora, talvez mais do que nunca na Europa do pós guerra, necessitamos de nos comprometer a juntar ações, reconhecendo a nossa comum responsabilidade e a nossa humanidade comum.

Enquanto cristãos acreditamos que somos chamados a quebrar barreiras, a dar as boas vindas ao estrangeiro e amá-los como a nós próprios (Levítico 19:34), e a buscar a paz e a justiça do nosso Deus, no nosso mundo, hoje.

Com o Inverno aproximar-se rapidamente e com a trágica guerra civil na Síria a ficar ainda mais fora de controlo, devemos todos estar conscientes que a situação pode ainda piorar significativamente.

Estou encorajado pelo papel positivo que as Igrejas, e as agências internacionais de caridade estão já a ter, na Europa e na Síria e áreas circundantes, de forma a prover às necessidades humanas básicas. Estes esforços podem parecer triviais perante o desafio, mas se todos fizermos a nossa parte esta é uma crise que podemos resolver.

Necessitamos de uma resposta holística para esta crise que promova ajuda humanitária imediata enquanto enfrenta as suas origens subjacentes (…). A Igreja foi sempre um lugar de santuário para os necessitados, e Igrejas no Reino Unido e por toda a Europa têm estado a fazer frente às necessidades com que se confrontam. Reafirmo o nosso compromisso ao princípio do Santuário àqueles que buscam ajuda e amor (…) Não podemos voltar as nossas costas perante esta crise. Temos que responder com compaixão.

Mas não podemos também ser ingénuos clamando ter as respostas para terminar a crise. É necessária uma resposta pan-Europeia, que significa um compromisso com um debate político sério e diplomático, que deve ser feito sem por em causa a ação prática que acode às necessidades imediatas daqueles que estão a necessitar da nossa ajuda.”

(*)Arcebispo de Cantuária

Palácio de Lambeth, 3 de Setembro 2015

Fotos: Pesquisa Google

Tradução: Departamento de Comunicação da Igreja Lusitana Católica Apostólica Evangélica
(Comunhão Anglicana)

01out15

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