O Sindicato da Construção de Portugal (SCP) teceu, em comunicado enviado à Imprensa, fortes críticas ao Embaixador de Angola em Portugal, José Marcos Barrica, devido à grave situação em que se encontram perto de dois milhares de trabalhadores portugueses da construção, naquele país africano, e que o “Etc e Tal Jornal” destacou na passada edição.
De acordo com o referido comunicado, “os salários em atraso, cada dia que passa, aumentam. São milhares de trabalhadores que já não recebem de um a seis meses de salário e dadas as dificuldades de tesouraria das empresas, estão a cortar o pequeno-almoço que até agora era fornecido pelas empresas”.

Sindicato acusa embaixador de “insensibilidade social”
Ainda sem se saber qual a posição, mais recente, dos “governantes” portugueses sobre a situação, a verdade é que o SCP endereça, para já, as suas (veementes) críticas para José Marcos Barrica:
“O Senhor Embaixador da República de Angola em Portugal é de uma grande insensibilidade social e laboral ao não receber este grande Sindicato, para que parte dos problemas que estão a passar muitas dezenas de milhares de trabalhadores fossem ultrapassados gradualmente. Este não é um exercício adequado às relações institucionais entre Parceiros Sociais. Será que o Senhor Embaixador é insensível a que hajam muitos trabalhadores que estão a contribuir para o crescimento e desenvolvimento económico de Angola e não recebam os salários e muitos deles, que foram abandonados por angariadores de mão-de-obra, estão a ser atirados para a pobreza?”, lê-se em comunicado.

A situação dos trabalhadores portugueses da construção, de acordo com o SCP, é, verdadeiramente, dramática, pelo que o referido sindicato pede ao Embaixador de Angola em Portugal que “garanta a segurança para fazer uma deslocação a Angola, a fim de dialogarmos com o Sindicato da Construção local e com o Ministério do Trabalho Angolano para, em conjunto, fazermos uma intervenção no terreno para assim contribuirmos para acabar com a situação que está a afetar muitos milhares de trabalhadores que só não regressam porque não têm dinheiro”, conclui.
Texto: EeT
Fotos: Pesquisa Google e Pedro N Silva
01nov15