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Litoral norte: PASSADIÇOS ligam DOURO e BARRINHA por entre dunas

Os percursos pedonais através de passadiços, que se vêm consolidando ao longo do litoral, numa relação harmoniosa com a paisagem natural, adaptando-se à evolução da erosão da orla costeira, permitindo de forma privilegiada, desfrutar de autênticos paraísos, por entre campos dunares, que na generalidade das experiências se têm verificado razoáveis exemplos de reforço destas defesas naturais do litoral, que durante décadas foram votadas ao abandono e fragilidade com o consequente desequilíbrio ambiental, que veio facilitando em muitos casos, o significativo avanço do mar e o acentuado recuo da linha de costa e a destruição do património dunar que caraterizam grande parte da costa portuguesa.

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A tomada de consciência desta realidade, e o esforço que já alguns anos vêm sendo feito para atenuar parte dos males cometidos pelo próprio homem. Na componente pedagógica, para sensibilização ambiental, ainda que a solução não seja consensual entre a comunidade ambientalista, a construção de percursos pedonais através de passadiços, que vêm ligando as praias, continuam a merecer a atenção dos autarcas que assim promovem novos espaços de lazer e qualidade de vida através da construção de mais quilómetros destas estruturas em madeira.

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No caso do litoral norte, o verdadeiro ex-libris em que se transformaram os passadiços como miradouros sobre o oceano para se usufruir na natureza e simultaneamente, contribuir para a sua preservação, tornou-se uma verdadeira atração turística a ligação entre a Foz do Douro e a praia de Espinho. Uma aposta ecológica que motivou vários outros municípios e que durante vários anos, no caso de Vila Nova de Gaia, teve como limite a própria “fronteira” com Espinho, que entretanto, através do Programa Operacional Temático Valorização de Território, se lançou na construção de uma “ecovia litoral” com 12 quilómetros, entre Silvade e Paramos no valor de 859.032 euros, tendo participação comunitária no valor de 730.177 euros. Uma obra em diferentes fases, que ainda não assegurou todas as acessibilidades planeadas no seu percurso durante a última época balnear, já que se estende até à área lagunar da Barrinha de Esmoriz/Paramos.

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Com esta aposta na Costa Verde, dos percursos pedonais através de passadiços e os corredores paralelos das ecovias no litoral que unem zonas paradisíacas e facilitam um contato mais próximo com a natureza, vão permitindo o prolongamento de futuras ligações a outros concelhos vizinhos, como acontece com Ovar, cujas acessibilidades a este nível já existentes, podem vir a unirem-se, nomeadamente a norte através da projetada intervenção da Pólis na Barrinha, que contempla no projeto pelo menos uma ponte que ligará as margens de Esmoriz e Paramos, permitindo assim que este corredor junto ao mar tenha continuidade até ao concelho de Ovar para se usufruir da sua própria paisagem e belezas naturais, que o litoral ovarense proporciona com a extensa mancha florestal, as praias e a Ria.

Texto e fotos: José Lopes

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