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O Presidente do Caos

José Luís Montero

O Presidente da Republica abriu a porta ao caos. Falou sem falar e mostrou na sua pobre mão a mentira. Não se entende. Não se justifica e a sua argumentação não existe. Apelou ao papão; mencionou o que não foi colocado sobre a mesa: o argumento que o BE e o PCP são contra esta Europa que não foi feita e está longe de realizar-se. Aníbal Cavaco e Siva, na noite do 22 de Outubro de 2015, não passou de um cavaleiro montado sobre um asno ao qual mostrou em sociedade como se fosse um possante cavalo árabe.

Desprezar os números reais do Parlamento e pretender ter razão; é o mesmo que fazer surf sem saber nadar. Falou nos seus discursos-monólogos sem expressividade que pretendia um Governo com estabilidade e empossou o líder do seu partido que carece da estabilidade necessária para aprovar um picnic nos jardins de Belém. É um Presidente nosense. Parece um lateral-direito, tosco e sem técnica, que só sabe mandar bolas fora, mas, que às tantas, a bola bate no adversário e entra na sua própria baliza mansamente. É um jogador que favorece o jogador contrário. Alguns dizem que é um Presidente Inclinado e pode ser que assim seja, mas, também pode ser um Presidente que vive de joelhos e que se inibiu de representar quem e o que representa.

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Piscar o olho, sendo uma pessoa idosa e com cara de idosa, a uns presumíveis díscolos promovidos pelos Média é feio. À sua idade só se pisca o olho aos netinhos quando se levam ao MacDonalds. Se ainda fosse um poeta boémio seria tolerável e poderia parecer simpático, mas, Cavaco e Silva tem tanto de poeta como a mula russa tem de cavalo que corre em Ascot. Fala da tradição como se a sua decisão tivesse a transcendência do entoar do Vira do Minho num arraial de verão depois de correr o tinto, o branco e a boa aguardente.

Nunca um Presidente da República do pós-25 de Abril se instalou no absurdo ridículo tão comodamente e com o ar da felicidade que é burla ao cidadão que ficou sem Saúde; reforma e direito a relaxar-se depois de uma vida de canseiras. Um Presidente que convoca umas Eleições Legislativas na data em que os deputados eleitos teriam que estar a formalizar o Orçamento; é um Presidente que perdeu o calendário e a agenda numa das clássicas rumarias que fazem a nenhures para resolver coisa alguma.

Não serei eu que entoe a Trova do Vento que Passa porque não canto, gargarejo. Mas, poderei dançar o Black in Black do ACDC. Tenho ritmo, mas, não tenho garganta. Gosto de ouvir; mas, não sei dizer. Cavaco e Silva é, neste campo, parecido comigo, no entanto, ele é mais completo: carece de ritmo, portanto, dança mal e prefere o Malhão, Malhão em vez do Black in Black do ACDC.

Que poderá fazer um Parlamento que estará em situação de baixa médico- presidencial?.. Talvez despedir o Presidente e o médico? Hibernar e fazer umas boas almoçaradas nos seus refeitórios-restaurantes?.. Correr o Governo nomeado por vontade e capricho do Presidente utilizando as ancestrais sanfonas?.. Dizem e bem que é – e estão preparados para fazer- um Governo à esquerda; isto quer dizer que é com gente de esquerda mas, não é um Governo com programa político de esquerda. Dizem os vetados pela Presidência que seria ou será – imagino que correrão com o Governo Presidencial com boas e duras sanfonas – um Governo ajustado às circunstâncias, no entanto, o Presidente da República quer que a circunstância governativa seja uma circunstância cheia de submarinos; BPNs ou Pavilhões Atlânticos. Essa é a sua estabilidade política. Esse é o seu País.

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Ai Poetas da minha Terra…chorar salga os beiços; gritar versos gera epopeias. Existem noites e depois das noites escuras e medonhas nasce o Sol ainda que o céu esteja carregado de nuvens. No entanto, é triste viver e contemplar atitudes totalitárias até á médula. Sabe mal beber café sem açúcar por imposição. Provoca dor e impede dormir ir para a praia no mês de Agosto sem protetor solar. Mas, infelizmente, é bem pior um Presidente que contradiz e luta contra o Povo que representa. O caos institucional está servido; a gritaria nas e pelas ruas tem um nome e um provocador: Aníbal Cavaco e Silva: o Presidente Inclinado.

Fotos: Pesquisa Google

01nov15

 

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1 Comment

  1. Fernanda Lança

    Alguém disse e dou-lhe razão, que se o discurso tivesse sido feito pela esquerda, não teria sido tão eficaz a unir a esquerda como o discurso que o Cavaco fez. Temos um presidente que em nome dos tais interesses superiores da Nação, passa por cima da Constituição que jurou respeitar e assume a facção partidária

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