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Museu de Ovar: Atribuído nome de Sala ao seu fundador José Maia de Almeida

Na continuação do dinamismo que a atual direção do Museu de Ovar tem imprimido na oferta cultural desta Instituição, que também abre portas a jovens artistas e artistas locais.

No sábado (dia 9 de abril) foram inauguradas duas novas exposições, uma de pintura, com obras de Juliana Ferreira e Carolina Vieira, ambas finalistas do curso de Artes Plásticas – Pintura, na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, com curadoria de André Lemos Pinto e Marta de Aguiar.

Enquanto que, na sala ao lado, uma outra exposição, “Percurso”, reuniu desenhos e aguarelas do artista autodidata de Ovar, José Maia de Almeida (Zé Maia), compostos por caricaturas e “desenho urbano” como o próprio definiu os seus trabalhos, que resultam da sua arte de, “colocar no papel a interpretação que as suas mãos dão àquilo que os seus olhos registam”.

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Neste duplo evento de mostra de arte, recheado de calor humano dos amigos, entidades locais e visitantes, que tiveram oportunidade de partilhar a diversidade artística proporcionada pela dinâmica da agenda de iniciativas do Museu de Ovar, como seria aliás, realçado pelos autarcas presentes, vice-presidente da Câmara Municipal de Ovar, Domingos Silva, presidente da Assembleia Municipal, Pedro Tarujo e o presidente da União de Freguesias de Ovar, Bruno Oliveira.

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A surpresa estava reservada para o momento da inauguração da exposição do Zé Maia, convidado pelo diretor do Museu de Ovar, Manuel Cleto, para descerrar a placa em que a Direção do Museu atribuiu o nome do seu pai, José Augusto de Almeida, à Sala da exposição dos seus “rabiscos”, como Fundador e primeiro diretor do Museu de Ovar.

Uma homenagem que fez reavivar a memória sobre o empenho e entusiasmo decisivo de José Augusto de Almeida na fundação do Museu de Ovar e na angariação de obras de artes de grandes artistas, ceramistas e pintores, que enriqueceram o seu valioso espólio, como lembraria Manuel Cleto.

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Iniciativa que surpreendeu todos os presentes e deixou o Zé Maia, visivelmente emocionado, com palavras embargadas, em que afirmou, “o meu pai estará muito satisfeito pelo trabalho desta direção”, a quem agradeceu tal momento, já que lhe fez reviver, que, “esta casa diz-me muito”, recordando ainda que para si, “foi uma segunda casa”, porque desde a sua infância lá acompanhou o seu pai,  e foi em sua memória, quando passam 20 anos do seu falecimento, que desabafou, que tal como era o pensamento do pai, gostava que, mesmo de forma temporária, o Museu disponibilizasse uma sala com mostras de artes e tradições, com destaque para trajes e diferentes profissões antigas (pescador, ferreiro ou oleiro).

Ainda em memória de seu pai, o Zé Maia, fez questão de deixar a todos os presentes, nomeadamente à Câmara Municipal de Ovar, o desafio para que se faça alguma coisa, no sentido de se preservar a memória e o contributo para a cultura deixado por José Augusto de Almeida, para além naturalmente do que compete ao próprio Museu de Ovar.

Foi ainda possível nesta tarde, contemplar o projeto da jovem Carolina Vieira, do Funchal, apresentado como uma espécie de “coleção” de imagens paradas no tempo, que ali no Museu, partilham a mesma sala com os trabalhos da colega, ambas como 22 anos de idade, Juliana Ferreira, de Barcelos, vencedora do prémio Revelação na 8ª Bienal Internacional de Arte Jovem de Vila Verde em 2014. Ambas as exposições estão patentes até 7 de maio.

Texto e fotos: José Lopes (*)

(*) Correspondente “Etc e Tal Jornal” em Ovar – Aveiro

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