Benigno de Sousa / Tribuna Livre
Medo terá medo de si medo? Será retração mental ou mentira? É mal ou morte?
Medo surge no decurso do processo cognitivo em resposta perante uma situação de eventual perigo; a emoção de que algo ou alguém ameaça a segurança individual ou coletiva: o cérebro enceta, involuntariamente, uma série de compostos químicos que provocam aumento do batimento cardíaco, aceleração da respiração e a contração muscular são algumas das características desencadeadas pelo medo. É uma sensação de alerta para a sobrevivência que prepara o corpo para duas prováveis reações naturais: confronto ou fuga. Momentaneamente algo desagradável que pode ser por razões sem fundamento ou lógica racional, que se baseiam crenças populares, lendas ou fantasmas; muda o medo para a mentira.
Mentir é pecado, está dito na pedra de Moisés. A condenação moral da mentira é um princípio ético tradicional na cultura religiosa e mentir é verdade mitómana, figura prevalente e reconhecida por todos. Mentir não é um facto ou um estado é um ato intencional; é este dizer ou este querer-dizer que se explicita em consciência. Único animal mentiroso é o humano, por isso, fluentes mentiras nos manipulam como marionetas mortas.
Morrer é absurdo! De facto, morre-se na vida por que a morte regula a vida. Ela está ao nosso lado a exercer influência oculta nas nossas ações que se entranham na existência, é metade do nosso ser. Por esta certeza sentimos-lhe frio, paciência, inveja e fel, são trágicos anos de morte.
Foto: Pesquisa Google
01jun16
