Esta rubrica dá a conhecer a toponímia portuense, através de interessantes artigos publicados em “O Primeiro de Janeiro”, na década de setenta do século passado. Assina…
Cunha e Freitas (*)
“O topónimo Monte Pedral parece não suscitar quaisquer dúvidas na sua explicação, tanto mais que eram ali as grandes pedreiras onde o Cabido e a Mitra iam buscar o material para as suas obras.
Mas a verdade é que, nos documentos antigos, a par de Monte Pedral aparece muitas vezes a forma Monte Perral. Assim, em registos paroquiais.
Do mesmo modo, no Tombo da Colegiada de Cedofeita há repetidas menções ao Monte Perral: em 1706,o campo da Cavada, e uma bouça junto dele, “o Monte Perral, ao pé da Falperra””, eram pertença do Casal do Ribeiro; em 1715, referências a terras do Monte Carvo, no Monte Perral, no Monte Corvo e no Monte Louro; em 1732 registam-se terras saídas do Cal Ribeiro, junto ao Monte Perral, que por 1860 se localizava “no seguimento da Rua das Valas para o Bom Sucesso”.
Na pedreira do Monte Pedral constou-se o troço da Rua da Constituição para poente da Rua de Antero de Quental, projectada em 1840, mas só terminada em 1890, dadas as grandes dificuldades que suscitou esse corte. Teve grande importância durante o cerco; aí esteve instalada uma bataria, e por lá passavam as linhas de defesa da cidade.”
(*) Artigo publicado em “O Primeiro de Janeiro”, na rubrica “Toponímia Portuense”, de 21-11-1973
Foto: Pesquisa Google
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01jun16
