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“A raposinha matreira tornou-se cantadeira” é o novo livro infantil de Carlos Nuno Granja

Títulos como “Rimas numa folha de alface”; “Fato e a gravata”; “A zanga das Letras Comadres”; “O cágado sonhador que queria ser aviador” ou “A História Engraçada de uma Biblioteca Abandonada”, são algumas das obras da literatura infantil da autoria do escritor vareiro Carlos Nuno Granja, a que acrescentou o mais recente livro, “A raposinha matreira tornou-se cantadeira”, que apresentou no dia 18 de dezembro no Auditório da AVFM, Casa do Povo de Ovar.

Perante uma plateia que num domingo à tarde partilhou mais um momento literário com o autor, que desde 2012 em que começou esta sua aventura, já editou 17 livros, incluindo poesia e literatura infantil. Carlos Nuno Granja, escolheu um espaço cultural que lhe é muito familiar, como é a afinidade com a rádio AVFM em que, como recordou, a sua mãe Fátima Granja, durante algum tempo colaborou com rimas que o despertaram a escrever e mais tarde também a participar em programa radiofónico. Uma experiência nesta rádio local que veio a assumir o atual programa semanal “A Ler é que a gente se ouve” a que dá voz e dá a conhecer escritores e suas obras.

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Foi uma sessão de lançamento do seu mais “fresquinho” livro, que quis assumir de forma quase intimista, em que, entre amigos, seus alunos e familiares de quem se tornaram fieis leitores das obras deste docente do 1.º ciclo, o escritor Carlos Nuno Granja falou da sua caminhada nestas lides do meio literário, “que fui conhecendo a fundo e aos poucos. Se pensasse que chegaria alguma vez aqui diria que seria loucura ou impossibilidade, como as coisas que sabemos serem impossíveis”, ainda que afirme, “o meu sentimento é que ainda nada foi conquistado” e acrescente, “e eu pergunto-me infinitas vezes o que há para conquistar”.

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Num ambiente verdadeiramente informal e abrilhantado pela interpretação musical à guitarra clássica, pelo jovem Pedro Nuno, que tocou “I Should Rococo” (Nick Powlesland), “Paradetas” (Gaspar Sanz) e “Spanish Romance”, uma música tradicional com arranjos de Martin Pope. Momento musical proporcionado pelo aluno do prof. Manuel Tavares (Orfeão de Ovar) que deliciou o momento de apresentação do livro A raposinha matreira tornou-se cantadeira.

O escritor admitiu, “hoje não sinto a ansiedade dos primeiros, mas sim a vontade de prosseguir, mesmo contra os desalentos e as fragilidades, a vontade de tocar o céu com os pés bem assentes na terra. Sei que isto não ficará para a eternidade, e pouco marcará o passado da minha terra, mas estou certo que a minha vida passou a ser bem diferente desde outubro de 2012, e ficou para melhor”, referindo também, que, “a alegria dos que me rodeiam e da felicidade dos que se chegam a mim e partem de livro na mão com sorrisos rasgados no rosto, já seria o bastante para dar por cumprida a missão que me destinei neste canto do mundo. No restante, o que conta é viver os dias com qualidade e saúde”.

A raposinha matreira tornou-se cantadeira, foi assim apresentada pelo seu próprio autor, que falou deste seu percurso literário, da família que o apoia nos sonhos e nos projetos, da colaboração das comunidades escolares, dos leitores e dos amigos “que veem a amizade sem limites e dizem sempre presente, mesmo quando não estão ou estão longe, mas dão sempre palavras de estima e carinho”, concluiu Carlos Nuno Granja, que quanto aos livros insiste, “vou continuar por aí. Sonhando e concretizando as palavras com gestos”.

Texto e fotos: José Lopes (*)

(*) Correspondente “Etc e Tal Jornal” em Ovar – Aveiro

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