Menu Fechar

“Ambiente Imagens Dispersas 2016”: Um evento que reúne amantes da natureza através da fotografia

A realização anual em Ovar de um evento como Ambiente Imagens Dispersas, que reúne amantes da natureza e da fotografia organizado pela Associação Amigos do Cáster, foi antecedido de um conjunto de atividades de sensibilização ambiental que culminaram num vasto programa que teve oficialmente inicio a 12 de novembro e se prolonga até 13 de janeiro.

Das iniciativas realizadas destaque para a promoção de “CICLOne” de Conferências, Oficina de Fotografia da Natureza e Concurso de Fotografia com a Exposição do 12.º Encontro de Fotografia Cidade de Ovar que pode ser vista durante este mês no Centro de Artes de Ovar em que tiveram lugar as principais cerimónias deste evento Ambiente Imagens Dispersas 2016 que reúne fotógrafos, documentaristas, ilustradores conservacionistas e amantes da natureza.

natureza-01-dez16

Como culminar de uma já longa caminhada de atividades de campo dinamizadas pelos Amigos do Cáster, a cerimónia de abertura do “CICLOne” de Conferencias e a sessão de abertura do encontro de fotografia no âmbito de mais uma edição de Ambiente Imagens Dispersas teve lugar no dia 12 de novembro, com a presença do Vereador da Cultura Alexandre Rosas e os vários participantes nos diferentes momentos deste certame, incluindo os oradores das Conferências que ali tiveram início, com tema, “Europa Selvagem – Da Ibéria ao Ártico”, apresentado por Daniel Pinheiro autor também da exposição com o mesmo nome inaugurada momentos antes.

Vereador Alexandre Rosas entre os organizadores
Vereador Alexandre Rosas entre os organizadores

Seguiram-se depois temas e intervenientes como: “Wild Lights – Parte I”, pelo inglês, Guillaume Bily; “Um passeio pelo meu olhar”, Pedro Esteves e “Entrusted into our care”, pelo também inglês, Craig Jones.

Fizeram ainda parte do programa desta cerimónia, uma apresentação sobre “Ilustração Científica – Abordagem ao desenho de campo”, Marco Nunes Correia e “Crónicas de um ecólogo apaixonado por fotografia e por bichos difíceis de fotografar (pequenos, noturnos e submersos) ”, por Jael Palhas. Este dia terminaria como começou, com nova intervenção de Daniel Pinheiro, para falar sobre, “Aves no Sul de Portugal”.

A melhor forma de conhecer e conservar a natureza

Nesta sessão de abertura, Carlos Ramos, como presidente da Associação dos Amigos do Cáster começou por lembrar, que, “esta jornada foi construída com o intuito de promover o património natural, global e local, a sua conservação, o movimento associativo, os Amigos do Cáster e o concelho de Ovar, através daqueles que exploram a melhor forma de conhecer e conservar a natureza, e daqueles que a documentam através da imagem em busca de seu conhecimento, da sua estética ou de ambas”. Carlos Ramos referiu-se também a realidades que continuam a merecer preocupação da Associação, destacando que, “os rios e ribeiros continuam a receber efluentes contaminados. As atividades cinegéticas desreguladas, isto é, a caça desregulada continuam a ser uma realidade.”

“Os nossos territórios continuam a receber espécies de flora e fauna invasoras e infestantes que põem em causa a nossas próprias espécies. Os ecossistemas continuam a sentir a pressão resultante das atividades humanas. Os “continentes” de plástico em áreas a norte do Oceano Pacífico são um facto. E as alterações climáticas estão na ordem do dia”, afirmou perante uma plateia de ativistas da natureza, que nestes dias puderam partilhar diversificadas experiências, estudos e reflexões sobre práticas cinegéticas ou ecossistemas e espécies ameaçadas pela atividade humana.

Inês Católico vencedora na categoria "Escolas Ovar"
Inês Católico vencedora na categoria “Escolas Ovar”

Inevitável nas atenções de estudiosos presentes, foram igualmente a situação descontrolada da costa, apresentada no documentário, “Deriva Litoral – O impacto da erosão costeira em Portugal”, por Sofia Barata. Temas levantado nos colóquios deste evento, que, como referiu o presidente da Associação dos Amigos do Cáster, “é importante apresentá-los de forma suficientemente explicita para que a população tome consciência, e se a palavra é um veículo de comunicação de excelência, uma imagem vale mais do que mil palavras, sendo também esta uma ferramenta fundamental para a criação de massa crítica ao redor destas problemáticas. Além da imagem poder se usada para apresentar problemas, esta também pode ser usada para apresentar o extremo valor dos recursos naturais”. Uma dica de Carlos Ramos, para introduzir várias outras conversas, que se estenderiam pelo dia seguinte (13 dezembro), como os casos de “Açores – Ilhas Afortunadas” por Rúben Vicente, “A Natureza da Arte” por Luís Afonso ou “Um passeio pelo meu olhar” por Pedro Esteves.

Na sua intervenção de abertura, Carlos Ramos, frisou que, “levantar e reconhecer problemas é necessário, relatá-los e torná-los explícitos também, mas construir as linhas da nossa história e as soluções para um mundo com uma relação mais equilibrada entre o homem e o seu meio é fundamental”, por isso acrescentou não ter sido ao acaso que tinham sido convidadas Raquel Lopes e Marta Pinto para falar respetivamente de “Árvores Monumentais, como memória viva” e “Os resultados do FUTURO – projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto”.

E concluiria a propósito da participação da primatóloga Catarina Casanova, que, “dir-nos-á, como os primatas não humanos nos podem ajudar a resolver algumas equações do quotidiano”. E assim com este ambicioso programa de Ambiente Imagens Dispersas 2016 – 12.º Encontro de Fotografias Cidade de Ovar foi reafirma a visão que atualmente os Amigos do Cáster “têm de como defender e potenciar os recursos naturais” concluiu este ativista ambiental.

Imagens dispersas a concurso

Mário Varanda a receber prémio
Mário Varanda a receber prémio

No Centro de Artes de Ovar vão continuar expostas até 13 de janeiro, tanto os trabalhos fotográficos que estiveram a concurso no 12.º Encontro de Fotografias de Ovar, de Autores de Ovar, Escolas e Categoria Público, bem como a mostra de Daniel Pinheiro, “Europa Selvagem da Ibéria ao Ártico”.

Desta iniciativa em que os Amigos do Cáster dão continuidade ao estímulo, ao gosto pela descoberta e ao respeito pela conservação do meio ambiente, através da fotografia subordinada às temáticas “Natureza e Vida Selvagem” e “Fotojornalismo de Índole Ambiental”, de que resultou a atual exposição dos melhores classificados no presente concurso com as classes: “Fauna”, “Flora e Fungos” e “Paisagem Natural/Habitats”.

Entre os premiados destacam-se o vencedor do Prémio Ambiente Imagens Dispersas, com o título “Sopro de Outono” da autoria de Hugo Amador (Maia). Já a Menção Honrosa (Honorifica) em “Paisagens e Habitats” foi arrebatada com o trabalho “Montanha Mágica (Islândia) e Cascata dos Deuses, do também vencedor na Categoria Ovar, Mário Lisboa Varanda (Ovar), com “Miragem”, seguido de Joaquim Aurélio (Ovar), com “Contraste” que alcançou o 2.º lugar. Na Categoria Escolas de Ovar a vencedora foi Inês Católico, aluna da Escola Secundária José Macedo Fragateiro, com “Azul e Verde”.

Texto e fotos: José Lopes (*)

Com: Associação Amigos do Cáster (Facebook)

(*) Correspondente “Etc e Tal Jornal” em Ovar-Aveiro

01jan17

 

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.