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Começamos com Amor

Carla Ribeiro

Estamos a começar um novo ano, e não posso começar sem falar de Amor.

Natal é Amor, pelo menos deveria ser…

Gostaria que o perpetuássemos por um ano inteiro, para assim termos mais alegria no nosso caminhar.

Vou deixar-vos com alguns escritos que fiz sobre o Natal, sobre esta quadra, e sobre o imenso Amor…

Natal, ou talvez não…

Brilha o sol, ou talvez não,

Entre o gélido frio, que as janelas embaciam.

Estão despidas as ruas da cidade,

Como despidas estão as arvores,

Com as suas vestes Invernais.

Rostos, aqui e acolá,

Percorrem apressados, as ruas da cidade.

Está a cidade iluminada,

As lareiras acesas, cheira até a Natal…

Ficam as ruas vazias,

Como estão frias as ruas da cidade…

Não há movimento, faltam nelas as pessoas,

E os carros a buzinar.

Mas no vão de uma escada, ou no portal de uma loja,

Os cobertores, e os cartões, estão à espera de alguém.

Não esperam eles o Natal, que mora nas suas recordações…

Está frio, nas ruas da cidade,

Rostos frios carregados de solidão,

Recolhem-se neste silêncio que lhes rasga a solidão…

Neste dia de Natal, coberto de nada…

Deste nada que é tudo, neste frio da cidade,

Onde só fala o silêncio com a solidão…

E neste dia de Natal, eles carregam a solidão,

Envolta no brinde do Bolo-rei,

Onde a solidão é Rainha…

carla-01-jan17

Despojei-me do Natal,

Ele que é agora tão material.

Quero que fique apenas,

Amor,

Saudades,

E recordações…

De um Natal, que nada tinha de material.

carla-02-jan17

Ensina-me a não ter medo

Já sinto na rua a azafama do Natal,

Este embaralhar de perfumes,

As luzes das ruas, quer de dia, quer de noite…

Até se esquecem, que nela, dormem Pessoas…

Ensina-me a não ter medo do Natal,

Queremos apenas não recordar,

Nem perfumes, nem melodias, nem mesmo

Os presentes nem Amor e calor…

Querem apenas esquecer, as memórias e as recordações,

Querem, somente não ter medo do Natal…

Queremos apenas nem lembrar, essa palavra,

Que diz ser o Natal…

O Natal de afetos, vazios e sem Amor,

Esse, queremos não recordar…

Há um Natal, de família, de calor e Amor,

Que ficou perdido nas ruas,

Rasgado no coração, e cravado no pinheiro,

Ele que tanto simboliza o natal.

Enclausuramos as memórias, na terra,

Esperamos a esperança, na estrela cadente,

Mas queremos apenas, aprender a não ter medo,

Do Natal…

carla-03-jan17

Brilham no céu as estrelas,

Gritam na rua as crianças.

A euforia de uma noite,

Passada a pano,

Onde fica apenas,

O som do rasgar do papel,

Em noite que dizem ser de Natal.

carla-04-jan17

Vamos este ano semear o Amor…

Vamos fazer caminhos de Amor, para neles, encontrarmos a realização pessoal, e a felicidade.

 

A todos sem igual,

Obrigada

Até breve com novos “sentir”, novos “amar”…

Fotos: Pesquisa Google

01jan17

 

 

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4 Comments

  1. Carla Ribeiro

    Obrigada amigo Manuel Assunçao,
    pelas bonitas palavras que aqui me deixou a mim e a todos os leitores deste meu espaço. bjnhs e feliz 2017

  2. manuel assunção

    Natal e inspiração

    Queria escrever uma canção
    Que falasse de Natal,
    Mas falta-me a inspiração
    Tenho medo que saia mal.

    Mas se a conseguisse escrever
    Nela queria expressar,
    Que a gente sem o saber…
    Já nascemos para amar.

    E depois encontraria
    Uns cem anjos para a cantar;
    E milhares de querubins
    Que com harpas e trombetas…
    No mundo a iam tocar.

    Espalhava-os pelas nuvens
    E as nuvens pelo céu,
    E cobria o mundo inteiro
    Com esse tão belo véu.

    Faria com que o Natal
    Na canção que escreveria,
    Não fosse festa banal
    Nem folclore ou fantasia.

    Nessa canção só queria
    Uma letra a condizer,
    No Natal do dia-a-dia;
    Uma bela sinfonia…
    Sem ver ninguém a sofrer.

    Talvez assim o Natal
    Fosse mais do que emoção,
    Mas, por falta de inspiração…
    E como escrevo tão mal;
    Não vou escrever a canção.

    Manuel Assunção

  3. Manuel Álvaro Martins

    O Natal, sempre foi um mistério nas mentes das crianças. Já adultos, esse mistério mantém-se, porque a realidade da vida no Mundo nos faz meditar. Aí, começam as desilusões, as tristezas, as diferenças entre povos. Nestes belos poemas, onde a realidade é ” rima “, resta-nos a esperança da solidariedade com amor. Parabéns

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