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Eu, tu, eles…

Benigno de Sousa

Povo que atinge certo grau de desenvolvimento sente-se naturalmente inclinado à prática da educação.

Na mudança das coisas muda o indivíduo; o tipo permanece o mesmo.

Homens, animais, qualidade de seres físicos, consolidam a sua espécie pela procriação natural mas só o homem conserva e propaga a forma da existência social e espiritual por meio das forças pelas quais a criou, quero dizer, por meio da vontade consciente e da razão.

Sentindo pulsar do povo nos transportes públicos, tabernas ou cafés… há modas; consumos, violências-verbais-físicas-ignorantes, parece uma Torre Babel: ironias, brejeirices, absurdezas, Eu razão, Tu razão, Eles razão; “Então razão é uma meretriz porque abre pernas a todos”. Mas sabedoria, verdade, cânone não chegou à mente, talvez alguns, que não se misturam nem se preocupam com falhados. Todavia, o Homem não consegue viver só, porque existe em si mesmo a vontade socializadora. É certo, a evolução homínida está na mente como fundamental ao estar bem.

Quem espera desespera mas também alcança, quiçá, é na espera que surge a esperança. Talvez seja isso que aconteceu ao ex-espião J. Silva Carvalho, vendeu segredos de Estado às empresas privadas, depois, foi condenado a quatro anos de prisão com pena suspensa, mas deve pagar ao jornalista ofendido indeminização. Mesmo assim, o Carvalho declarou que os tribunais não estão preparados para julgar casos que envolvam serviços de informação. O condenado pensa ser ele próprio a substituir o tribunal e, deste modo, já não é injustiçado. Parece o Papa quando diz que o aborto é um ato injusto mas qualquer padre já pode absolver as mulheres. O aborto era crime agora é censurável. Na minha opinião, a problemática aborto é uma questão moral.

Ele, Tu, Eles. Deve-se desejar justiça pela grave situação económica em que durante quatro anos o anterior Governo praticou no País: maquilhou as contas públicas para anunciar uma “saída limpa” e consequentemente “multiplicaram” os problemas na Banca portuguesa. É necessário que, o anterior chefe de governo, hoje, ainda com pine de primeiro-ministro e mais seu séquito, assentem seus glúteos na pedra da Lei. Afinal, foi o Passos Coelho que disse: “Deveria haver uma Lei que pudesse levar a tribunal os políticos que causassem prejuízos ao Estado”. Ó senhor ex., quando governou devia ter mandado construir uma penitenciária, pois desde aí a lista é tão extensa que o presidio ficaria logo superlotado.

donald-trump

“Vivemos num País de ladrões.” Diz o povo, “Eles se encobrem uns aos outros. Estamos entregues à bicharada, É seita maldita que suga até à medula. Estão longe da rua para serem sensíveis ao problema do povo. Os prejuízos que os políticos e os banqueiros causaram são miríades de milhões. Números astronómicos que de 2011 a 2015 a soma ascende a 1,98 mil milhões de euros.”

Juros dos contratos swaps chegam aos 92%; são estes níveis de juros que apresentam, hoje, uma fatura superior a 1700 milhões de euros – pouco menos de 1% do PIB. Consequência destes juros foi que os juros devidos aumentaram de forma substancial; “disse a sentença”: paga o povo! O Governo pretende apresentar novo recurso à decisão até 9 de Janeiro, contudo, o juiz que decidiu sobre o recurso informou que não vê fundamento para tal.

Intolerância, ódio, ganancia e derramam sangue pela rosa-dos-ventos e direitos humanos violados. Porquê? É poder político imoral e guerras; fome, doença, morte. O mundo chora; ditadores sorriem: das crianças; dos velhos, das mulheres, dos mutilados que fogem ao horror e, depois, como argonautas em tragédia se afogam no Egeu.

Quem parece que vão escapar à justiça são os filhos do embaixador do Iraque. Deixaram às portas da morte o jovem de 15 anos, em Ponte de Sor, e como beneficiam da imunidade diplomática só quando estavam lá fora é que avisaram Portugal, sem se saber quando é que os supostos agressores regressam para poderem responder pela barbárie aplicada ao Ruben Cavaco.

Foram muitas as piadas sobre o magnata do imobiliário, que quase ninguém o levava a sério. O último a rir foi Trump: que esmagou os 16 candidatos na corrida pela nomeação no Partido Republicano. Não só foi eleito Presidente dos EUA como ofuscou do mapa político do país as duas famílias mais influentes das últimas décadas – os Clinton e os Bush.

Donald Trump ganhou as eleições com um discurso anti-imigração que prometendo construir “um grande e belo muro” na fronteira com o México, pago por este, o país será grande outra vez.

Acusou a China de ser poluidora e que as suas produções contaminam a economia americana. Foi um ataque ao comércio chinês, prometendo aumentar os seus produtos para 45%. Mas, como é possível haver esta vontade, visto que, os EUA estão no pódio dos poluentes e venha agora acusar o seu maior parceiro económico.

O aquecimento global é preocupação bastante para a humanidade mas Trump diz que acerca disso não há qualquer problema, pelo contrário, até é bom que o planeta aqueça porque está um frio de rachar.

Personalidade histriónica e narcisista, a sua campanha ficou assinalada por uma sucessão de insultos: declarações a raiar o paranoico; racistas, xenófobas e sexistas (“Não interessa o que os media dizem, desde que tenhas ao teu lado uma gaja nova e com um belo rabo”). Aflorou uma linguagem fascista, de tal modo é boçal, estouvado, não se lhe conhece um pensamento político sério em relação ao quer que seja, nem interno nem internacional: virou de pernas pró ar a política com belos sketches humorísticos: “Do fuck it!;What the fuck”.

O ano 2016 já passou, a geringonça trabalha, apesar de atirarem areia à engrenagem, está no bom caminho. Marcelo, igual a si próprio, com sorrisos e abraços, na sua crítica de julgar, faz ponte entre o teórico e o prático.

Entrou o ano 2017, e com ele o medo prevalece, contudo, no horizonte à esperança, e o povo grita: liberdade!

Cartoon: Pesquisa Google

01jan17

 

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