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“Cantos Tintas Choros” na pintura da colombiana Victoria Matamoros

A pintura intimista da artista colombiana Victoria Matamoros, que reside em Sintra e inaugurou no Museu de Ovar a sua exposição “Cantos Tintas Choros”, patente ao público desde inícios de janeiro, prolongando-se até ao próximo dia 4 de fevereiro. Trabalhos a óleo em tela, com espátula, nos quais a autora pinta paisagens e outros motivos que, afirma, “a minha pintura é um pouco itinerante e de protesto como tratamos a natureza”, assumindo que alguns dos seus trabalhos expostos, “são como sonhos que são realizados nas telas”, destacando mesmo uma das obras com o título “Choro”, que Matamoros descreve como, “janela de esperança sobre o que se passa no Mundo”.

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Para esta imigrante colombiana que se apaixonou por Portugal, expor no Museu de Ovar foi um sonho concretizado ao fim de dois anos de contacto pessoal com esta Instituição, que lhe permitiu regressar a terras do norte, que diz gostar muito, para mostrar a sua pintura com um momento musical a cargo das instrumentistas, Maria Clara Martins Pinheiro (flauta transversal) e Elvira Sá (bandolim), que interpretaram o tema de “Lara”, com um olhar poético da artista Aurora Gaia, dedicadas à pintura espontânea e recheada de intensidade e muita cor, de Victória Matamoros, que deixou palavras como: “Ao olhar as tuas cores com os meus olhos semicerrados as cores baralham os meus sentidos e vejo o sol onde era noite e vejo rios onde eram lágrimas e o mar salta dos meus olhos. Ao olhar as tuas cores”.

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Victória Matamoros, com 57 anos de idade e atividades profissionais multifacetadas, que vão da pintura à cozinha e ao trabalho de estúdio ou ao gosto de cantar e dançar, veio para Portugal aquando da Expo98 e como diz, “sou dos emigrantes que ficaram após 1998”. Uma aventura como reconhece, que tem a ver com “laços fortes com a Europa. Os meus pais moraram em França há 40 anos e eu também tinha viajado pela Europa e a Ásia, mas não conhecia Portugal”.

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A realização da Expo98 foi uma oportunidade para “encontrar o trabalho que me permitisse ganhar a vida e conhecer este país”. Trabalhou então no pavilhão da Colômbia que divulgava o café deste país da américa latina presente neste evento internacional que deu origem ao Parque nas Nações em Lisboa. Passaram assim quatro meses, “decidi ficar uns tempinhos e desse tempinho já lá vão 19 anos. Já fiz vida aqui e pronto já sou portuguesa também”, concluiu a autora da pintura “que tem muito de impressionismo, em que as pessoas conseguem identificar objetos e sentimentos”.

Texto e fotos: José Lopes (*)

(*) Correspondente “Etc e Tal Jornal” em Ovar – Aveiro

01fev17

 

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