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Museu de Ovar: 56.º aniversário assinalado com muitos amigos

A Sala dos Fundadores do Museu de Ovar foi pequena para acolher a grande família de amigos no seu 56.º aniversário, cuja cerimónia evocativa decorreu no dia 13 de janeiro (dia oficial da fundação 8/01/1961), com um recheado programa comemorativo, que proporcionou momentos de reconhecimento e partilha de relações profundas de amizade ao longo de mais de meio século de vida desta Instituição que, “não sendo muitos anos, comparativamente com outras instituições locais, são de muita qualidade” afirmou o presidente da Assembleia Geral do Museu de Ovar, Oliveira Dias, secundado pelo vice-presidente do Município de Ovar, Domingos Silva, que acrescentaria, “esta Casa tem um papel muito importante nas nossas vidas”.

Este ano, a direção decidiu homenagear através de uma exposição, quatro mestres recentemente falecidos, Querubim Lapa, José Mouga, Luís Darocha e José Rodrigues, que, confiaram ao espólio deste Museu, através do reconhecido entusiasmo e empenho do seu fundador, José Augusto Almeida, várias obras de arte que foram a base desta mostra que esteve patente entre os dias 13 e 31 de janeiro, com trabalhos de pintura, desenho e cerâmica.

Obras de arte que emolduraram a Sala que reuniu entre as várias entidades convidadas, familiares, amigos e estudiosos das obras de alguns dos artistas homenageados. Mestres já ausentes entre os vivos que o diretor do Museu de Ovar, Manuel Cleto, fez questão de realçar os laços pessoais criados, recordando recentes exposições com a presença dos próprios artistas, como Querubim Lapa e José Mouga.

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Entre vários outros amigos que igualmente mereceram figurar na lista de nomes a homenagear neste 56.º aniversário, a quem, Manuel Cleto dedicou palavras de agradecimentos pelos diferentes contributos para o engrandecimento do Museu. Constaram amigos também já falecidos, como, João Peixinho, um ovarense que deixou ao Museu de Ovar um significativo património sobre a ciência e o ciclo da Apicultura, tal como, Serafim Lopes Andrade que doou a coleção permanente de peças da Fábrica de cerâmica do Carvalhinho, e Joaquim de Sousa, lembrado como um ilustre benemérito que nos EUA deixou donativos financeiros a algumas instituições de Ovar, como o próprio Museu que da sua parte, quis assim agradecer à família presente na cerimónia. Presentes estiveram ainda familiares de Jorge Carvalho, que com José Augusto Almeida e Manuel Silva (o único sócio fundador ainda vivo), foram os três fundadores do Museu de Ovar.

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Naquela noite inesquecível para a vida de mais de meio século da Instituição, ouviram-se palavras de reconhecimento e incentivo à Instituição aniversariante para continuar com a dinâmica que vem mantendo, por parte dos autarcas presentes em representação da Câmara Municipal e dos órgãos autárquicos da União de Freguesias de Ovar, em que José Fragateiro (presidente da Assembleia de Freguesia da União) reconheceu, “O Museu surpreende-me sempre”.

Fragateiro lembrou até o seu pai José Macedo Fragateiro, que enquanto deputado no Parlamento, teve várias intervenções sobre a valorização do Museu de Ovar, ao mesmo tempo que Nuno Sampaio Pinto (executivo da UFO) confessava estar agora a despertar para tal dinâmica. Já Domingos Silva que começou por reconhecer que, “a vida desta associação tem falado por si”, ainda realçou, “que a grande parceria da Câmara é com a dinâmica do Museu”, dando como exemplo a decisão de suportar os custos do livro “Museu de Ovar como nasceu e cresceu”, ali apresentado pelos autores dos textos, Manuel Silva e Manuel Brandão.

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Caberia assim ao único sócio fundador ainda vivo, Manuel Silva e ao diretor Manuel Brandão falar de um livro, que ainda que publicado neste 56.º aniversário como uma prolongada e animada sessão de autógrafos.

As suas memórias limitam-se a um espaço temporal das comemorações dos 50 anos, em que reconhecem neste trabalho com prefácio de Alberto Sousa Lamy, que, sem quererem correr o risco de, “(…) involuntariamente, esquecer algum nome. Mesmo assim, entendemos que não podemos deixar de mencionar o casal Coentro de Pinho, bem como o José Augusto de Almeida”. Neste livro com edição e propriedade do Museu de Ovar, e Design Gráfico de Túlio Tomaz, Sandra F. e Luís Pinto do Gabinete de Comunicação da C.M. de Ovar. Numa primeira parte, Manuel Silva conta a história do nascimento do Museu até Abril de 1974, enquanto numa segunda parte, Manuel Brandão faz a compilação de dados por si recolhidos sobre factos de alguma relevância ocorridos até aos 50 anos do Museu.

A quarta parte procura homenagear todos quantos, “quiseram partilhar mais de perto com alegrias e dificuldades vividas no Museu, dele fazendo parte nos seus órgãos sociais”.

Texto: José Lopes (*)

(*) Correspondente “Etc e Tal Jornal” em Ovar – Aveiro

01fev17

 

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