O ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, participou no passado dia 21 de janeiro, no programa de comemorações do 85.º aniversário do Rivoli, que se assinalou no pretérito dia 20, mas que motivou um intenso programa no penúltimo sábado do mês. O governante e o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, inauguraram a exposição “5º Caderno – Ensaio Sobre os Arquivos do Rivoli”, projeto que pretende ensaiar possíveis novas leituras do que é o arquivo daquele teatro.
O Rivoli celebrou o aniversário com uma festa que se prolongou por quinze horas e envolveu 115 participantes numa programação non-stop, oferecendo ao público a oportunidade de descobrir novas criações, grande parte delas em estreia e imaginadas por artistas da cidade.
Com sete espetáculos (quatro deles para ver em família), quatro concertos, duas instalações, uma exposição e uma festa no final da noite, o público foi convidado a circular livremente pelo Rivoli, percorrendo nove diferentes espaços.
Dança, teatro, música e literatura – as fundamentais áreas artísticas que pontuam toda a programação do Teatro -, invadiram todos os espaços do Rivoli: os auditórios, os foyers, a sala de fumo no 2.º piso, o café-concerto do 3.º piso, o 5.º piso, o subpalco e, até, o wc dos homens.
De manhã, quatro curtas apresentações compuseram um percurso preparado para ser visto em família apresentados por Elisabeth Lambeck, Nuno Preto, Marta Bernardes e a Sonoscopia. No percurso da tarde, António Júlio, Drumming, Joclécio Azevedo e Valter Hugo Mãe tomaram lugar, culminando com a inauguração da exposição do investigador e designer Nuno Coelho.
“5.ºCaderno – Ensaio sobre os Arquivos do Rivoli” é um projeto curatorial que explora a ideia de arquivo expandido, revelando ao público alguns dos fragmentos que estão no ADN e entranhas deste Teatro através de uma exposição e de uma publicação.
Ao final da tarde Joana Gama, Luís Fernandes e Ricardo Jacinto juntaram-se para o concerto “Harmonies”, celebrando os 150 anos do nascimento de Erik Satie, enquanto Marco da Silva Ferreira tem as honras de espetáculo da casa no grande auditório Manoel de Oliveira.
Depois de se ter tornado mediático ao vencer a primeira edição do concurso televisivo Achas que “Sabes Dançar?”, o jovem bailarino de Santa Maria da Feira destaca-se na cena da dança contemporânea nacional como coreógrafo, cujo percurso tem sido amadurecido e acompanhado pelo Teatro Municipal do Porto. O promissor artista estreia a sua nova criação “Brother” que, ao concretizar uma fusão entre o vocabulário ancestral e o contemporâneo da dança, celebra também o tempo presente dos 85 anos do Rivoli.
A festa prolongou-se noite dentro com o Understage, numa colaboração com a Matéria Prima que, inusitadamente, junta Tiago Pereira com o Grupo de Percussão de Valhelhas e os Sensible Soccers e termina no bar Passos Manuel.
Texto: GCPCMP / EeT
Fotos: Pesquisa Google (portal de notícias do porto)
01fev17
