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METRO DO PORTO PARA O (E DO) AEROPORTO ANDA A ARREBENTAR PELAS COSTURAS… UTENTES CRITICAM EMPRESA!

. EM HORAS DE PONTA SÓ CIRCULA UMA COMPOSIÇÃO

. HÁ UTENTES QUE NÃO CONSEGUEM ENTRAR NO VEÍCULO

. DEFICIENTES SEM COMODIDADE E SEGURANÇA

Texto: José Gonçalves

Fotos: Amadeu Almeida e Pedro N Silva (*)

O Metro do Porto (MP) tem batido recordes de validações; é, pelos utentes, um transporte elogiado, devido, essencialmente, à sua utilidade, mas, no que diz respeito à Linha Violeta (E), que liga a estação do Estádio do Dragão ao Aeroporto e vice-versa, a conversa é outra. As composições, principalmente, em hora de ponta, e ao fim-de-semana, vão a abarrotar, “não cabe lá uma agulha”- ouvimos e vimos –, e são muitos os que ficam na gare de embarque porque não conseguem entrar na composição.

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Se este tipo de situações dão, por certo, uma má imagem deste específico tipo de transporte aos turistas que visitam a cidade do Porto, e logo quando esta foi considerada o Melhor Destino Europeu, pior não será a imagem, mas a dura realidade, para quem tem de utilizar o Metro rumo aos seus empregos, correndo o risco de lá chegar atrasado porque, simplesmente (?!) não conseguiu entrar nas repletas composições, ora pelo elevado número de pessoas, ora, para além dos passageiros, pelos seus… tróleis.

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Críticas

Mas, estes não são os únicos problemas que os utentes apresentam, alguns deles endereçados ao nosso jornal e contendo vivas críticas à forma como a empresa Metro do Porto tem “tratado” a Linha para o (e do) Aeroporto.

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“Durante a semana pode ser complicado colocar carruagens duplas na Linha do Aeroporto, por falta das mesmas. Tem de se dar prioridade a outras linhas e ao tronco comum (Campanhã-Sr.ª da Hora). Mas, ao fim-de-semana, as enchentes são constantes. Então na época de verão… é que sim! Acho que aí, a Metro peca por não dar resposta com veículos duplos. E podia dar! Nomeadamente na Linha do Aeroporto. Penso que não haveria grandes custos extras com o pessoal. Talvez os haja, isso sim, quando fazem marchas fora de serviço”, escreve um leitor.

“Um vagão completamente lotado…”

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Os comentários de pura insatisfação quanto às condições de transporte e comodidade na Linha Violeta não se circunscrevem aos que nos chegaram à redação, alguns há já nas redes sociais, como este assinado por Danúbio S. Oliveira: “(…) Estive a utilizar e a observar por um bom tempo. Em plena altura onde o turismo reina em Portugal só disponibilizam um vagão a sair do Aeroporto completamente lotado e sem falar nos deficientes físicos e visuais que têm que ir o tempo todo em pé. Em sentido Sr. Matosinhos é mesma coisa… nada confortável”.

É claro que a Metro do Porto terá explicações a dar a todas estas reações. Sobre as mesmas, esteja certa a empresa, e os nossos leitores, que mal cheguem à nossa mesa de trabalho, serão de imediato publicadas, precisamente, nesta reportagem. No fundo, não andamos só à procura de críticas negativas, mas devido ao elevado número das mesmas, e aos factos constatados nesta reportagem, não poderíamos, de todo, sonegar tais comentários.

Carteiristas atentos

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O problema, há pouco apontado, quanto aos problemas de comodidade nas composições que se deslocam do Estádio do Dragão para o Aeroporto, e vice-versa, a que os deficientes estão sujeitos é de dupla-pertinência, pois não só atinge a empresa, mas também a falta de senso e responsabilidade de certos utentes. E se se fala em deficientes, pode também falar-se em grávidas e mães, pais, ou casais que transportem carrinhos com bebés no seu interior.

No entanto, e quando as carruagens – ou carruagem – vão cheias, é praticamente impossível alguém, seja deficiente ou não, entrar na composição, até mesmo os fiscais que, normalmente, andam aos pares. Consequentemente a estes factos, também coloca-se em causa a integridade dos utentes, sendo estas viagens estudadas, ao pormenor, por carteiristas, e outros indivíduos, que nelas viajam sem registarem o título de transporte.

Há viaturas a precisar de urgentes revisões de meia vida

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É claro que, entretanto, outros problemas aparecem nestas circunstâncias, e, a verdade, é que não são de somenos importância.

O que a seguir transcrevemos é, na realidade, grave, e foi-nos contado por alguém que frequenta, diariamente, o Metro do Porto e ao saber o motivo da nossa reportagem relatou-nos o seguinte facto: “É importante alertar a empresa para o estado de degradação em que se encontram certos veículos, principalmente os da primeira série (os antigos), os quais apresentam uma pintura muito má e, algumas das vezes, produzem ruídos estranhos bem audíveis. Penso que estão a precisar de urgentes revisões de meia vida, e não as estão a ter”.

Falta de validadores e máquinas de venda avariadas

andante

Continuando a dar a voz aos nossos leitores, outro há que alerta para a “falta de validadores e múltiplas máquinas de venda que se encontram avariadas”.

“Um amigo”, escreve o leitor, “disse-me que, uma vez, verificou que em quatro estações seguidas não havia uma máquina a funcionar para carregar o bilhete. Fiquei chocado! Isto acontece na Linha da Póvoa e Maia, a norte da Senhora da Hora, quando se começa a entrar em zonas mais rurais”. Fica o reparo, ainda que estes problemas não digam diretamente respeito à Linha Violeta.

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Seja como for, estas críticas negativas demonstram, contudo, o interesse das pessoas (utentes) naquele que é o “seu” Metro. Uma conquista que demorou bastante tempo a ser uma realidade, e que, hoje, é imprescindível no dia-a-dia de quem reside, trabalha, viaja ou se desloca em negócios para a, e na, Área Metropolitana do Porto.

Uma Linha com história

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A Linha Violeta (Estádio do Dragão-Aeroporto/Aeroporto-Estádio do Dragão) foi inaugurada a 27 de maio de 2006, e foi a primeira em Portugal, e a segunda na Península Ibérica a ligar o centro de uma cidade a um aeroporto.

Esta linha conta com 21 estações e tem uma extensão de 16,7 quilómetros, com um tempo horário completo de viagem de 34 minutos e 40 segundos. O tempo máximo de espera é de 30 minutos entre composições, com reforço nas horas de ponta durante os dias úteis e verão.

(*) Fotomontagem: Pedro N. Silva

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