Esta rubrica dá a conhecer a toponímia portuense, através de interessantes artigos publicados em “O Primeiro de Janeiro”, na década de setenta do século passado. Assina…
Cunha e Freitas (*)
“Em português arcaico, Viso significa um lugar alto, o cimo ou o cume de monte. Viterbo, no seu Elucidário, define-o como «portela, cume, colina, lugar eminente, donde se descobre muita terra ou parte dela».
E João Pedro Ribeiro corrobora nas Dissertações Cronológicas e Críticas tal como de «cume de monte».
O topónimo, neste significado, está documentado em diploma de 1054, na forma de “comarum de Visu”, e o Sr. Pe. Domingos Moreira aponta um elucidativo texto medieval: “igreja do Viso, que jaz em uma altura”.
Este erudito escritor entende que Viso não deve provir do latim Videre, ver, mas sim de um nome pré-romano, que muitas vezes aparece com sufixos também pré-latinos, significando sempre lugares altos, entre os quais se conta o nosso Viseu, a par de outros topónimos italianos e espanhóis que cita, e não interessam agora ao nosso propósito.
No Porto, na freguesia de Ramalde, o topónimo está representado na Rua, Travessa e Bairro do Viso. A Rua do Viso é a antiga Travessa das Corgas.”
(*) Artigo publicado em “O Primeiro de Janeiro”, na rubrica “Toponímia Portuense”, de 19-10-73
Foto: Pesquisa Google
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