Miguel Correia
Antes da evolução tecnológica confesso que a entrega de correspondência, pelo carteiro, era algo que me emocionava. Mesmo não sendo dirigidas a mim, significava que alguém tinha alguma coisa a dizer aos meus pais. A inocência das crianças. Hoje, em idade adulta – e sendo eu o destinatário das contas a pagar – já não acho grande piada às cartas. Principalmente quando o envelope (coisa difícil de abrir) vem das finanças. Há quem reaja mal a isto, sabem?!
A Guarda Nacional Republicana (GNR) recebeu um alerta para o desaparecimento de um senhor de 64 anos, residente em Torrão, no concelho alentejano de Alcácer do Sal, distrito de Setúbal. Estava desaparecido há três dias, antes de viajar, no seu automóvel, até à repartição de Finanças mais próxima.
Fonte do Comando Territorial de Setúbal explicou que o sexagenário foi encontrado, por elementos da Polícia Segurança Pública (PSP) de Castelo Branco, completamente desorientado. O sucesso da operação deveu-se à longa idade da viatura. Foi fácil de encontrar! A família foi contactada para providenciar o regresso do pobre contribuinte.
A notícia não revela o teor (ou montante) do assunto a resolver nas Finanças. No entanto, o facto de saber que tem de lá ir é motivo, mais que suficiente, para pedir acompanhamento psicológico. Só por escrever isto, já estou arrepiado…
01jun17

noticias que ganham nova vida…