Menu Fechar

Excursão ao Santuário de Nossa Senhora da Peneda: A UM PASSO DO PARAÍSO E A OUTRO DO… FIM DO MUNDO!

Dez de Junho. Dia de Portugal. Altura também para a realização da 18.ª excursão organizada pelo “Etc e Tal Jornal” e, comemorativa do terceiro aniversário de iniciativas do género. Destino: Santuário de Nossa Senhora da Peneda, no Gerês.

Opini-José_Cátia

José Gonçalves e Cátia Cruz

(texto) (fotos)

Sol. Temperatura agradável. Mais uma vez uma camioneta da “Avintes Tour”, conduzida pelo nosso amigo Marques (já faz parte da prata da casa), e pelas 08h30, dava-se início a uma viagem, que acabaria por se traduzir numa verdadeira aventura.

exc-marques motorista

Quarente e cinco convivas, com alguns amigos e amigas a participarem pela primeira vez em passeios organizados pelo nosso jornal, e pronto, estava tudo preparado para o “tiro de partida”, rumo à vila de Amares, no distrito de Braga, naquela que seria a primeira paragem da nossa “peregrinação”.

Amares
Amares

exc-amares 02

Vila airosa, muito limpa, e com bastante gente na praça central, o que não é muito frequente em pequenas (mas nobres) terras. Amares recebeu-nos de forma simpática, ainda que, nos cafés da região – “invadidos” pelos excursionistas – a “atrapalhação” fosse visível. Tudo depressa foi resolvido.

Aproximava-se a sempre nobre hora do almoço. Terras de Bouro foi o destino programado, e o restaurante “Toca do Caçador” o sugerido pela organização, depois de indicação – como sempre pedimos – dos bombeiros locais. Nem todos os excursionistas alinharam na sugestão, mas os que aceitaram a proposta, da “Toca” saíram a caminho das nuvens…

“Toca do Caçador”: um restaurante de referência

exc-toca do cacador 01
exc-toca do cacador 02

exc-toca do cacador 03

exc-toca do cacador 04

exc-toca do cacador 05

exc-toca do cacador 06

À escolha, como prato principal, vitela assada no forno; anho também assado no forno, ou bacalhau à casa. A maioria foi para o anho (estava divinal).

exc-terras de bouro 01

Da “Toca do Caçador”, em Terras de Bouro, fica a excelência da cozinha (todos ficaram rendidos à qualidade da confeção, não só dos “pratos principias”, como também das entradas, sobremesas, e vinhos da terra); pela simpatia de quem nos serviu e de quem na cozinha chefiou e confecionou o serviço, e pela comodidade e decoração da sala. Vale a pena, para quem for para estas bandas, parar, com tempo, na “Toca do Caçador”. Fica a sugestão, tendo a certeza que não vai ficar arrependido.

exc-toca do cacador 07

exc-toca do cacador 08

exc-toca do cacador 09

exc-toca do cacador 10

exc-toca do cacador 11

A equipa "Toca do Caçador"
A equipa “Toca do Caçador”

Pós-repasto, iniciava-se a aventura rumo ao Santuário de Nossa Senhora da Peneda. Antes, porém, um pequeno descanso para a fotografia.

exc- senhora peneda 01

exc- senhora peneda 02

Sabíamos que o Santuário encontrava-se perdido algures numa encosta de uma montanha da serra do Gerês. Nunca lá tínhamos ido. Estávamos, previamente, preparados para o constante curva-contracurva, o que não contávamos foi com o que aconteceu a seguir…

exc- senhora peneda 03

Não. Não foi com o boi barrosão, raça autóctone da região, e o número significativo de animais que nos deram as boas vindas nas estreitas e vertiginosas estradas (caminhos), que ficamos surpreendidos. Nem tão pouco com a majestosa paisagem da região. Deslumbrante. Paradisíaca.

Por mais estranho que pareça – e isto é um aparte -, a máquina da Cátia falhou nesta altura, e não podemos reportar as imagens de tão apaixonante paisagem. Acontece.

Ficámos surpreendidos com a ausência completa de sinalização, ou seja, algo que nos indicasse o caminho correto para chegar ao Santuário.

Parámos em algumas localidades (poucas, porque a região é quase deserta) a perguntar se íamos no caminho certo, e com a certeza dada com um “sim” acrescido de um “mas”(“mas ainda faltam uns quilómetros”), lá subimos e descemos montanhas à procura do santuário e já a pedir ajuda à Senhora da Peneda para a encontrar.

Nas pequenas aldeias onde parámos para nos informarem, ou nos nortearem, havia alguma sinalética, mas em todas elas (as localidades) referentes ao cemitério e à igreja local. Nada mais do que isso. Nem algo a dar indicação, por exemplo, de uma farmácia.

Para piorar a situação alguns telemóveis ficaram sem rede, e o GPS deixou de funcionar.

Semanas depois pensamos: Olha se acontecia algo parecido com o verificado na região de Pedrógão Grande?! Estamos tramados.

É bem verdade.

exc- senhora peneda 04

Perdidos durante cerca de duas horas, chegamos finalmente ao Santuário, tendo, devido ao atraso, que anular uma paragem em Arcos de Valdevez.

Conseguimos ver o Santuário ao longe, do outro lado da montanha. Vimo-lo e demos graças a Deus, mas a aventura não terminaria aqui.

Cansados (que o diga o motorista e amigo Marques), mas, ao mesmo tempo maravilhados com a paisagem, lá chegamos ao Santuário de Nossa Senhora da Peneda.

Interior da Igreja da Senhora da Peneda
Interior da Igreja da Senhora da Peneda

Chegados lá, uns decidiram-se por subir a escadaria (300 metros com 20 capelas), e, entrando na Igreja contemplar algo de extraordinário.

No local do Santuário não havia um caixa automático (Multibanco), só a 30 quilómetros. Não havia uma Farmácia. As casas-de-banho públicas estavam completamente sujas. Não havia rede telemóvel, ou melhor, só a Nos funcionava mas com “ligação” a Espanha. Estávamos na Galiza em terras portuguesas e logo no Dia de Portugal.

exc- senhora peneda 07

Por lá estivemos uma hora, rumando depois para Vila Verde, última paragem, que se encontrava em festa (Santo António), para chegarmos cansados, mas até que satisfeitos, à cidade Invicta, já com noite feita.

Confesso que depois de escrever isto, sinto-me tão cansado quanto me senti no passeio, isto só de relembrar tudo o que se passou. A verdade, contudo, é que “aquele” Gerês é (repito) verdadeiramente paradisíaco, ainda que certos sítios se encontrem no fim do mundo.

01jul17

 

 

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.