Calor, sol radiante, boa disposição e estavam reunidos, à partida, todos os condimentos para mais uma excursão (18.ª) de “sucesso” organizada pelo “Etc e Tal Jornal” e realizada no passado dia 16 de julho, desta feita, com destino principal, o Alto da Senhora da Graça, em Mondim de Basto.
Mas, o sucesso não foi total, uma vez que um dos dez novos excursionistas, sofreu, em Cabeceiras de Basto (um dos pontos de paragem da excursão) um acidente, ao precipitar-se de um muro com cerca de dois metros, fraturando um braço, além de algumas mazelas faciais.
Tanto os Bombeiros Voluntário locais, como depois o pessoal médico e de enfermagem do Hospital de Guimarães (para onde acabaria por ser transferido o nosso companheiro de viagem Américo Miguel) estiveram ao mais “alto nível”. O acidentado foi sempre acompanhado por um elemento da organização, e teve alta no próprio dia.
José Gonçalves e Cátia Cruz
(texto) (fotos)
Inicia-se esta reportagem com a notícia deste acidente – que acabou por não ser grave -, pois foi o único ponto, digamos que “negativo” da excursão, mas que, ao mesmo tempo, testou, pela primeira vez, a capacidade de resposta da organização (EeTj) em casos de urgência. Neste aspeto (modéstia à parte) saímo-nos bem, sendo de destacar o trabalho efetuado pela Cátia Cruz (autora das fotos que se publicam nesta página), a partir da altura em que assumiu o lugar de “guia”, isto entre Guimarães e a cidade do Porto (lugar ocupado anteriormente por quem vos escreve). A “cidade berço” não estava no itinerário deste passeio, mas devido ao acidente, e para facilitar o trabalho de apoio ao sinistrado, acabou por ser um dos pontos de paragem.
Rumo ao “céu”
Com partida às 08h00, no sítio do costume (junto à estação de Metro do Heroísmo – Porto), os cerca de 50 excursionista rumaram a Felgueiras, onde maior parte dos convivas tomou o pequeno-almoço e alguns dos quais “invadiram” a loja de chineses local, enquanto outros tiveram tempo para visitar (a paragem era intermédia) alguns sítios desta bela localidade.
Preparava-se, então, a “equipa” para escalar o Monte Farinha (947 metros) até ao alto da Senhora da Graça, em Mondim de Basto.
Na tradicional curva-contra-curva e com paisagens, verdadeiramente, maravilhosas, lá foram os excursionistas, conduzidos pelo motorista Marco, da AvintesTour, rumo “ao céu”.
Sim, literalmente ao “céu”, abençoados pela Senhora da Graça, e de lá se deslumbrar paisagens únicas, com o tempo a ajudar a observação, se bem que ao longe fosse visível alguma nebulosidade que, não afetou, de todo, este contacto com as (poucas) nuvens que pairavam no local.
Alto da Senhora da Graça que ficou a ser conhecido a nível nacional, e não só, devido a ter lá uma das chegadas mais emblemáticas da Volta a Portugal em bicicleta, a par do que acontece no Alto da Torre, na Serra da Estrela. Os entusiastas da velocipedia invadem, tradicionalmente, o Monte Farinha, com seus farnéis, pintando no asfalto o nome dos ciclistas de sua eleição. Uma verdadeira romaria.
Lá em cima: uma capela pequenina mas muito bonita; m local de venda de lembranças e um café, compõem um espaço bem tratado (ainda que parte a sofrer obras de melhoramento) e onde a frescura de algumas árvores lá existentes, reconfortaram os companheiros desta viagem.
De salientar, que o Monte Farinha, ao contrário do que por vezes acontece, não estava “careca”. Estava verdejante, facto por si só de salientar, isto numa altura em que os incêndios florestais são uma constante.
Ora estavam criadas as condições para um tranquilo repouso dos nossos companheiros de viagem, que não pararam de tirar fotografias e de posarem para a nossa reportagem…

Restaurante Ramos: uma “instituição” em Mondim
Depois do momento único vivido no Alto da senhora da Graça, e com os estômagos a darem horas, desceu-se o Monte Farinha, rumo a Mondim de Basto, onde a maior parte dos excursionistas, por sugestão da organização, repastou no “Restaurante “Ramos”, onde, entre outros “pratos”, o “Bacalhau à Casa” é uma, verdadeira, delicia, tudo isso bem regado (para quem podia) com o verde da terra, e depois um pudim caseiros de nos levar de regresso ao céu da Senhora da Graça.
Fica, para si amiga(o) leitor(a) uma excelente sugestão, caso, neste mês de férias, se desloque (deve-o fazer) a terras do Basto, e neste caso concreto, a Mondim.
Cabeceiras de Basto: o Mosteiro e não só…
Com trinta e tal graus (variou entre os 34 e os 38) de Mondim rumámos para Cabeceiras, na paradisíaca região do Basto, que merece – repito – a sua visita, ou revisita.
Independentemente do acidente que se registou nesta paragem – ao qual já nos referimos e que veio, até certo ponto, condicionar o rumo da excursão -, Cabeceiras brindou-se com a beleza do seu centro, onde impera o Mosteiro de S. Miguel de Refogos e os jardins bem tratados e toda a zona envolvente limpa e convidativa a um descanso por debaixo das árvores junto a ribeiros que por lá passam, deixando um “cheirinho a natureza” e um repousante “depósito corporal” ao som de pássaros que por lá dão alegria ao local. Lindo!
Depois, partimos rumo a Guimarães e não a Póvoa de Lanhoso como estava previsto, devido aos condicionalismos relatados, com a maior parte dos excursionistas e ficarem-se pelo Toural, no centro da cidade berço da lusa nação.

São Pedro do Sul… à nossa espera
Para o próximo dia 13 de agosto, está já agendado mais um passeio (19.º), neste caso a S. Pedro do Sul, sendo de salientar o facto que a viatura já se encontrar há muito lotada.
Os viajantes terão como pontos de paragem, além de S. Pedro do Sul: na ida, Albergaria-a-Velha e Oliveira de Frades (onde almoçarão); e no regresso à Invicta, Estarreja e Furadouro/Ovar.
C´sa estaremos (em setembro) para reportar a iniciativa
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