Carlos Sameiro (*)
Sendo a zona do Douro vinícola, a zona demarcada mais antiga do mundo, é de referenciar toda a sua importância comercial para o Norte e Portugal. Devido ao seu clima e aos variados solos férteis, a encosta vinhateira é repleta de castas de qualidade que produzem autênticos néctares dos “deuses”.
Desde dos primórdios de um (D)ouro vinícola, é importante verificar a intensificação comercial que se estabeleceu nesta atividade. Para isso era necessário transportar o vinho que em tempo era do Douro e que o conhecemos como o famoso Vinho do Porto. Era preciso transportá-lo da sua origem, seja do Alto Douro, até às margens das cidades do Porto e de Vila Nova de Gaia.
Por engenho e criatividade são construídos os conhecidos barcos Rabelos. Barco robusto e de difícil condução fluvial, num rio Douro muita das vezes em fúria, transportavam o Vinho do Porto em pipas imponentes.
Atualmente o barco Rabelo presta um serviço ao turismo da região, seja serve para fazer cruzeiro no rio Douro.
As suas caraterísticas são: é um barco de rio de montanha, não tem quilha e é de fundo chato. O seu tamanho é de aproximadamente, 18 e 23 de metros de comprimento e 4,5 metros de boca. É feito numa construção em tábuas sobrepostas, tábua trincada e é inspirado num barco nórdico, seja viking. Tem uma vela quadrada, o Rabelo era controlado por seis ou sete homens. Muita das vezes o barco por razões de navegabilidade do rio Douro era puxado em terra por homens ou por juntas de bois.
(*) Texto e fotos
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