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“AS NOSSAS MEMÓRIAS – AS FONTES DO PORTO”: LIVRO QUE FAZ RENASCER “DESCONHECIDAS HISTÓRIAS” VAI NO SEGUNDO VOLUME E JÁ ESTÁ NOS ESCAPARATES…

Tarde do solarengo dia 16 de setembro de 2017. Auditório Independente da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, aos jardins do Palácio de Cristal) cheio de gente. Muitos abraços a autoras e autores. Estava lançado, oficialmente, o segundo volume do livro “As Nossas Memórias – As Fontes do Porto”, de Arminda Santos, Luís Pacheco, Maximina Girão Ribeiro e Rui Lage, uma obra com a chancela da “Afrontamento”, desenvolvida no âmbito do trabalho do Observatório do Património do Porto do Clube UNESCO sediado na Invicta.

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Depois do primeiro volume, publicado há dois anos, “As Nossas Memórias – As Fontes do Porto”, que “deu para perceber a excelência do trabalho desenvolvido pelo Observatório do Clube UNESCO do Porto”, como começou por referir, no ato, Paulo Torres Bento, da “Afrontamento”, aparece, agora, o segundo volume, com o dobro das páginas do primeiro, ou seja, uma segunda obra que “acresce qualidade” assumindo-se como “um pedaço da história do Porto”.

Ainda de acordo com o responsável pela editora com sede na cidade do Porto e que abriu a cerimónia, “ a preservação do património que nos foi legado pelos nossos antepassados, mas também as críticas ao que falta fazer, ou que está mal feito” caraterizam, grosso modo, esta segunda edição de uma obra que se trata, no fundo – e dando continuidade aos objetivos centrado no primeiro volume – de um “roteiro das antigas fontes da cidade do Porto é o resultado de um exaustivo levantamento, estudo e análise crítica do Observatório do Património do Porto, um grupo criado no seio do Clube Unesco da Cidade do Porto. Inclui propostas concretas de defesa e melhoramento das fontes do Porto, que deverão ser preservadas, mimadas, limpas, conhecida a sua história e fruídas pelo cidadão Comum. A defesa do património é um esforço para o qual todos os cidadãos importam2, como salientava, já no primeiro volume, Sílvio António de Matos, presidente do Clube UNESCO do Porto.

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Na ausência de Sílvio António de Matos e em sua representação para a apresentação do segundo volume de “As Nossas Memórias – As Fontes do Porto”, Carlos Amaro, responsável máximo pela mesa da Assembleia Geral do Clube UNESCO no Porto, mostrou-se “orgulhoso pelo trabalho apresentado”, enfatizando que ele é “um alerta para situações menos corretas em que se encontram chafarizes e muitas fontes da nossa cidade. É no fundo uma crítica construtiva”.

Um alerta

Arminda Santos
Arminda Santos

Já para Arminda Santos, o livro, do qual é coordenadora, serve para que os quatro autores “partilhem tudo aquilo que sabem”, neste caso concreto, sobre, entre outras coisas, “velhas fontes e novas memórias”.

No fundo, e no seu entender, “este livro faz emergir as velhas fontes e, com isso, renascer a sua desconhecida história”, entre as quais “algumas só e abandonadas, que tentam resistir ao tempo.

Rui Lage, outro dos autores, fez questão de relevar o “papel social das fontes”, contando inúmeras histórias que, ao longo dos tempos, envolveram as fontes, os chafarizes… a água. “As fontes eram, na altura, as redes sociais antes de haver a internet”, disse.

Maximina Girão Ribeiro
Maximina Girão Ribeiro

De acordo com Maximina Girão Ribeiro, que também colaborou com a equipa que fez este livro (e é também colunista no nosso jornal), a obra, agora apresentada, representa “dois longos anos de trabalho”, sendo revelados e relevados “76 fontes e chafarizes públicos e privados”, salientando que “se algumas fotos publicadas no livro mostram o envolvimento de viaturas estacionadas junto a determinados locais, isso só demonstra – e foi de propósito – o desrespeito que existe pelas nossas fontes”.

Luís Pacheco, por seu turno, disse que as fontes abordadas no livro são “mediadoras das memórias” da cidade, sendo este como que um alerta “para que as entidades competentes façam a exigível atividade de restauro”.

E está, assim, nos escaparates, “As Nossas Memórias – As Fontes do Porto Vol lI”, um livro que vale a pena ler.

Texto: José Gonçalves

Fotos: Organização do evento

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