São doze as empresas ou consórcios candidatos a desenvolver os projetos para a construção das linhas da expansão da rede do Metro do Porto. O prazo para apresentação de candidaturas à fase de pré-qualificação deste concurso público terminou no passado dia 16 de outubro, tendo as propostas sido abertas no dia a seguir. São as seguintes as empresas ou consórcios que se apresentaram à pré-qualificação: Fase/Ayesa; GEG; Tecnofisil; Edgar Cardoso; IDOM; LCW/Amberg/Grid; NRV; TPF/Planege/Cenor; Prospectiva; Proengel; COBA/Viaponte/Gibb e Sener
Concluída a pré-qualificação, os concorrentes aprovados estarão habilitados a apresentar propostas para a elaboração dos projetos as novas linhas da rede do Metro do Porto. O valor de referência para este concurso é de 4,7 milhões de euros, devendo as propostas ser apresentadas no mês de Novembro a adjudicação dos trabalhos de projeto estimada para dezembro.
Os candidatos podem concorrer a uma das duas novas linhas previstas ou a ambas, uma vez que este concurso público contempla dois lotes distintos. O lote relativo ao projeto da Linha Rosa – totalmente subterrânea, com quatro novas estações enterradas, que vão ser projetadas por Eduardo Souto Moura (o arquiteto responsável pelo desenho da primeira fase do Metro) e fazendo, numa extensão de 2,5 quilómetros, a ligação entre S. Bento, Cordoaria/Hospital de S. António, Galiza/Centro Materno-Infantil e Casa da Música/Rotunda da Boavista -, compreende a elaboração de estudo prévios, avaliação de impacto ambiental, obtenção de declaração de impacto ambiental e projecto de execução, estabelecendo um prazo total para execução destas tarefas de 330 dias. O valor máximo para este lote é de 2,6 milhões de euros.
O lote respeitante ao prolongamento da Linha Amarela em 3,2 quilómetros e construindo três novas estações entre Santo Ovídio e Vila d’Este implica exatamente o desenvolvimento dos mesmos trabalhos de natureza técnica e ambiental, prevendo, porém, um prazo mais curto para a sua execução: o projeto e declaração de impacto ambiental deste novo troço têm que ser apresentados 270 dias após a adjudicação. O valor máximo deste lote é de 2,1 milhões de euros.
Com o desenvolvimento dos projetos e dos procedimentos de avaliação ambiental a decorrerem ao longo de 2018, o lançamento dos concursos para as empreitadas de construção da Linha Rosa e da extensão da Linha Amarela sucederá no final desse mesmo ano, de modo a que as obras arranquem, no Porto e em Vila Nova de Gaia, nos primeiros meses de 2019 e venham a ficar concluídas em 2022. Recorde-se que, no seu conjunto, as novas linhas vão servir, diariamente, mais de 33 mil pessoas, cobrindo importantes polos de procura. O investimento global nesta fase de expansão da rede do Metro (projetos incluídos) é na ordem dos 290 milhões de euros.
Texto: Jorge Morgado (Metro do Porto) / EeTj
Foto: Pedro N. Silva (Arquivo EeTj)
01nov17