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O RENASCER DO (“DESCONHECIDO” E ABANDONADO) CONVENTO DE FRANCOS…

Inaugurado a dois de Fevereiro do ano de 1951 pela Irmã Maria de Jesus (nome adquirido por D. Marianna Ignez após tomada de hábito) que doou todas as suas riquezas herdadas de sua família nobre e aristocrata, custeando assim o terreno e obras do Convento de Francos, no Porto. É deste convento – praticamente desconhecido do grande público-, e das obras de restauro que está a ser alvo, que lhe falamos de seguida…

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Sérgio Silva e Sousa

(texto e fotos)

Cinquenta anos de influencia religiosa na gentes de Ramalde se volveram, até que em 2001 e fruto do aumento das construções e dada a necessidade de mais silêncio, as Irmãs Carmelitas Descalças, que se enclausuravam no convento, saíram para vários outros conventos em busca desse silêncio e este magnifico espaço perto do coração da cidade do Porto ficou parado no tempo, esquecido…

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Foi esquecida ainda a arte existente no seu interior (apenas a imóvel, toda a outra foi deslocada e preservada) como as pinturas de mural da autoria de José Brandão de Carvalho, avô materno do atual presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, bem como a escultura original, em gesso, da imagem que adorna o exterior do Convento, bem como as várias pinturas em azulejos.

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Após 15 anos de esquecimento, alguns populares, nomeadamente Maria Teresa de Meireles Alte da Veiga, atual responsável do Convento, prima da fundadora Marianna Ignez, juntamente como o atual pároco de S. Pedro da Cova, Fernando Rosas decidiram meter mãos à obra e devolver este belo Convento à população.

Começando com a limpeza que era imperativa, pois este local foi zona de tráfico e consumo de estupefacientes durante os últimos anos do abandono – existindo imenso lixo perigoso como seringas e outros materiais ligados ao consumo -, criaram equipas de voluntários e meteram mãos à obra limparam a “floresta” que ali cresceu durante este tempo.

Maria Teresa relata que “mal se conseguia entrar no convento com silvas a chegaram aos telhados e lixo em cada canto”, mas “graças aos voluntários que se vão dedicando à preservação deste templo já se consegue fazer uma visita a quase todos os espaços do convento, quase todos porque há espaços que devido à degradação pela água e tempo sem manutenção se torna perigoso visitar todos os locais”.

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A 2 de Fevereiro de 2017, por ser uma data histórica para o histórico edifício – pois foi a data da fundação e do regresso da fundadora -, reabriram-no ao publico, colocaram o altar que o próprio padre Fernando Rosas foi buscar e fez questão de ajudar a colocar.

A criação da Associação de Fiéis do Coração Imaculado de Maria veio possibilitar o diálogo para a passagem deste espaço, que atualmente se encontra nas mãos de uma empresa de construção com sede em Lisboa, para as mãos desta Associação, que necessariamente necessita de ajuda monetária para o conseguir. A Associação de Fiéis tem vindo a organizar eventos abrindo o convento à população, organizando concertos, saraus, oficinas e exposições bem como feiras de usados, vendendo materiais que são oferecidos a esta causa.

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O Etc e Tal Jornal falou com vários transeuntes da Rua da Travagem, bem como utentes da estação de Francos do Metro do Porto, e todos se mostraram muito satisfeitos pelo renascimento deste convento, não só pela falta de segurança que ali dantes existia ter deixado de existir, mas também pela paz de espírito que agora sentem pois percebem que aquele local, outrora espaço de paz e reflexão e encontro com o Senhor, que se encontrava ao abandono e ao esquecimento, se percebe que está a renascer e a ser devolvido à população.

Haverá vontade das entidades para ajudar a dinamizar e a devolver este espaço à comunidade? Fica apergunta…

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1 Comment

  1. Adelino Rocha

    Há vários anos que deixei de viver no Porto (em Ramalde). Viajo no Metro ocasionalmente e sinto-me tocado pela imagem do Coração de Maria que está no exterior do Templo. Gostei de saber que as instalações do Convento estão a ser recuperadas.

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