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Rua de Pedro Escobar

Esta rubrica dá a conhecer a toponímia portuense, através de interessantes artigos publicados em “O Primeiro de Janeiro”, na década de setenta do século passado. Assina…

Cunha e Freitas (*)

“Em Novembro de 1469, o rei D. Afonso V arrendou a Fernão Gomes, mercador rico e cidadão honrado de Lisboa, por cinco anos, o «negócio da Guiné», isto é, obrigava-se este à exploração do comércio da costa africana, e ainda a descobrir, em cada um destes anos, cem léguas de costa.

Capela do senhor e da Senhora da Ajuda, na Rua Pedro Escobar, à Pasteleira
Capela do Senhor e da Senhora da Ajuda, na Rua Pedro Escobar, à Pasteleira

Fernão Gomes, no cumprimento destas obrigações, equipou a expedição confiada a João de Santarém e a Pedro Escobar (ou Escolar) que, na opinião de alguns dos mais abalizados historiadores da nossa marinha, se pode datar de 1471, alcançando, em 21 de Dezembro de 1472, a de Santo Antão que após se chamou do Príncipe, em homenagem ao futuro D. João II. Esta opinião de Fontoura da Costa e de outros é contestada pelo Prof. Damião Peres, que entende não terem Santarém e Escobar passado além do rio do Lago.

Na armada que D. Manuel mandou, sob o comando de Vasco da Gama, descobrir o caminho marítimo para a Índia, em 1497, Pedro Escobar foi por piloto de «Bérrio», de que era capitão Nicolau Coelho e escrivão Álvaro de Braga. O famoso Pêro de Alenquer era o piloto da «S. Gabriel», onde embarcava o capitão-mor.

Nada mais se sabe acerca deste Pedro ou Pêro Escobar ou Escolar”.

 

(*) Artigo publicado em “O Primeiro de Janeiro”, na rubrica “Toponímia Portuense”, de 14-09-1976

Foto: Pesquisa Google

Na próxima edição de “RUAS” DO PORTO destaque para a “RUA DE PENA VENTOSA

01nov17

 

 

 

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