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“Anjos Caídos” de Celeste Ferreira em Ovar

O regresso da pintura da artista plástica Celeste Ferreira ao Museu de Ovar com a exposição “Anjos Caídos”, em óleo sobre tela e técnica mista sobre papel, foi assinalado no dia 25 de novembro com a inauguração desta sua segunda exposição individual na Sala dos Fundadores, depois da realizada em 2015, ano em que também esteve representada na coletiva “A Exposição”.

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No momento da inauguração a pintora Celeste Ferreira, nascida em Vila Nova de Gaia em 1953, chamou atenção para o texto de António Cabrita no catálogo da exposição em que, começa por afirmar, “de cada vez que me falam da morte da pintura reajo sempre com um dito de Mark Rothko: “Um quadro é uma afirmação de ideias de real do artista feita nos termos do seu discurso plástico” e destaca entre as obras expostas no Museu de Ovar, que, “três dos quadros a óleo da exposição são explícitos: temos um anjo caído, um combate entre figuras angélicas.

E um corpo decepado”, para concluir que, “Anjos caídos somos nós todos e unicamente pela assertividade do corpo, não nos desviando da dignidade deste, nos será devolvida a memória do anjo que se pinta a si mesmo em si mesmo: corpos galvanizados, des-truncados, que justapõem à sua falta a metamorfose”, escreveu António Cabrita que neste dia se encontrava do lado de lá do Atlântico informou Celeste Ferreira, que deixou palavras de agradecimento ao Museu e ao seu diretor Manuel Cleto.

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Usou ainda da palavra José Fragateiro, presidente da Assembleia da União das Freguesias de Ovar, São João, Arada e São Vicente de Pereira Jusã, que reafirmou a mensagem de Manuel Cleto, quando este manifesta também no catálogo da exposição, “a enorme satisfação de poder contar com a disposição e amizade de artistas que proporcionam uma diversificada oferta cultural e artística a quem nos visita”, afirmando a propósito deste regresso da artista Celeste Ferreira ao Museu de Ovar, que, “é mais uma grande oportunidade para absorvermos a beleza da poesia que se depreende do espirito sensível e intimista das suas coloridas telas, em cuja longa carreira, a figura da mulher surge como elemento definidor da sua obra, como pintora do poético feminino”. Exposição que pode ser vista até 29 de dezembro.

Texto e fotos: José Lopes (*)

(*) Correspondente EeTj em Ovar – Aveiro

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