Oito anos na vida de um projeto jornalístico, exclusivamente, on-line é, hoje em dia, e por mais estranho que possa parecer, uma prova de longevidade digna de registo. É, assim, com orgulho e vaidade q.b. que hoje vejo o Etc e Tal Jornal festejar esses tais oito anos de vida vivida e bem vivida!
Independentemente da conhecida crise que afeta os jornais em Portugal, com quase todos eles a apostarem nas edições on-line, o EeTj, há oito anos, já dava os primeiros passos nessas andanças; andanças algo complexas quando se quer, e se faz (!), um jornalismo, sério, independente, rigoroso, direto, interventivo, de informação complementar à dos outros órgãos de comunicação social, apostando na produção própria.
Com uma mescla de juventude e veterania, o “Etc e Tal jornal” tem uma equipa… uma equipa! Uma equipa – repito – onde todos ensinam e aprendem; onde todos têm por objetivo o engrandecimento do projeto; projeto esse que se vai implantando sem ultrapassar quem quer que seja “pela direita”.
Aos nossos leitores, amigos e anunciantes, um muito obrigado pela preferência. A si em especial, o facto de ser, no “Etc e Tal jornal” sempre uma pessoa especial. E tanto assim é – e porque assim tratamos as pessoas – que temos portas franqueadas em tudo quanto é sítio, e em tudo quanto é sítio somos sempre bem recebidos.
Escrevo-lhe como diretor do “Etc e Tal jornal”, mas acima de tudo como amigo, não podendo, contudo, ignorar que uma parte considerável dos meus amigos são jornalistas que comigo trabalharam convivendo em nobres jornais (alguns já extintos) da nossa praça.
Tenho orgulho na equipa que lidero. Tenho orgulho em saber que o “meu” jornal é já uma referência na diáspora e no mundo lusófono. Tenho orgulho em ter vencido várias batalhas e, hoje, estar aqui a escrever festejando oito anos de um projeto que tem pela frente a obrigação de cumprir uma maratona sem meta.
Obrigado aos camaradas que me ensinaram a ser jornalista; profissão que cumpro com dever e responsabilidade há 35 anos. O que me ensinaram, o que aprendi na vida – o jornalismo é vida vivida –, estou a transmitir a jovens que estão a dar os primeiros passos nesta “vida” e dão já mostras de grande empenho e qualidade.
Estranham muitos como é que um projeto, sem o apoio de qualquer grupo ou grupelho económico-financeiro, consegue sobreviver tanto tempo (?!). Por isso mesmo, por não ter apoios desses grupos ou grupelhos que erradicaram, vão erradicando, ou condicionando, a verdade do jornalismo.
Por cá, não há mais chefes que jornalistas. Não somos mais nem menos que ninguém: somos nós; e nós sabemos quem somos, por isso estamos aqui. Por isso estou aqui.
Obrigado por estar(es) por aí! Você (tu) também está(s) de parabéns!
O Diretor
José Gonçalves
