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MMXVII: tudo dito!

José Gonçalves

É habitual, por esta altura, fazer-se o balanço de um ano, relevando os mais importantes factos ocorridos em 365 dias e 365 noites, e ainda eleger os bons e os maus, os mais bem vestidos, os mais espertos e os mais lorpas…. Sinceramente, penso que todos os jornais, revistas, estações de rádio e de televisão do planeta, já lhe deram a conhecer, até à exaustão, tudo o que aconteceu no ano passado, atrevendo-me mesmo a dizer que você – amigo(a) leitor(a) – sabe de cor e salteado o que se passou.

Seria, assim, para mim fastidioso, repetitivo e deveras cansativo, estar a escrever tudo o que os outros já escreveram. Sugiro, mesmo assim, uma boa leitura do semanário “Expresso”, em papel, com pertinentes perguntas a fazer sobre 2018, e uma crónica do Ricardo Araújo Pereira, na “Visão” (também em papel e datada de 21 de dezembro) – revista a qual passa a pente fino o ano findo -, e que escreve sobre tudo o que aconteceu em 2017, mas que na realidade… nunca aconteceu (Fake News). Realça, Ricardo Araújo Pereira, a terminar o artigo: “Seria pouco ético que eu fizesse referência a falsas notícias falsas num ano tão recheado de notícias falsas verdadeiras. Entretanto, dói-me a cabeça”.

A mim também!

bandeira portuguesa - 2018

Não deixo, porém, de referir que continuamos consternados com as tragédias dos incêndios, e que as feridas das mesmas ainda estão por sarar. Há que continuar, então, a darmos aquilo que temos de bom em alturas críticas, e logo no ano que foi o de Portugal e da “portugalidade”,: solidariedade! E é também bom que não esqueçamos o que aconteceu na Madeira, com a queda de uma árvore, vitimando mortalmente 13 pessoas. Muito pior ainda: 508 mortes nas estradas de Portugal em 2017.

Curioso é de referir, e a propósito, que não há festa da “portugalidade” – quando nos alegramos com o crescimento do país e com o seu reconhecimento além-fronteiras -, que não acabe, ou não passe, por uma tragédia, Recordo-me, em meados do século passado, do êxito da Expo98, de Portugal nas bocas do mundo, para, pouco tempo depois, não muito, nos vestirmos de luto com a tragédia da ponte de Entre-os-Rios. Parece que só quando estamos a apertar o cinto é que nada de mal, ou digno de registo nesse campo, nos acontece. Dizem, alguns, que é a nossa sina.

Dói-me a cabeça!

Também não sei porque é que estou aqui a perder o tempo a escrever sobre o ano em que muitos foram os que engoliram sapos vivos, já que a Geringonça continuou a funcionar; o PSD desnorteou-se ainda que tenha um nortenho na corrida pela sua liderança; que Rui Moreira venceu com maioria absoluta umas eleições (Câmara Municipal do Porto) que, dias antes, uma sondagem da Católica apontava um empate técnico com Manuel Pizarro; que Mário Centeno afinal não era o “patinho feio” da gestão das finanças no contexto europeu, pois hoje é o mais alto responsável do Eurogrupo; e que em Portugal também se sabe cantar, com o Salvador Sobral a vencer o EuroFestival. Enfim… resta-nos mais umas selfies e afetos de um Presidente da República que, quer queiramos quer não, está junto do povo e está, assim, a exercer um mandato de proximidade. O povo gosta dele! Há quem não goste, mas isso deve-se mais a alguma dor de cotovelo, do que a outra coisa qualquer.

Não me posso esquecer também que o “meu” Porto está na moda: teve um “boom” turístico, facto que desorientou a cabeça de muita gente. Os tripeiros e os portuenses souberam dar cabal resposta à desorientação, e, com arte, engenho e criatividade, transformaram uma cidade que já não se surpreende ao encontrar na rua um “camone”. Agora, os “camones”, são às centenas e só ao virar de uma esquina. O que é preciso é não perder-se a identidade tripeira, ou seja, aquilo que carateriza, realmente, a cidade. Uma cidade é feita de e pelas pessoas!

Os meus DESTAQUES 2017

victor mendes - pr cmponte de lima

E por falar em Pessoas o meu especial destaque para o presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, Victor Mendes, pelo excelente trabalho que tem vindo a desenvolver no seu município a todos os níveis, mas com especial destaque, para o plano cultural. A vila mais antiga de Portugal deu um salto qualitativo admirável nos últimos anos. Parabéns pelo trabalho que está a desenvolver.

foto: Pedro N. Silva (Arquivo EeTj)
foto: Pedro N. Silva (Arquivo EeTj)

Outro destaque, este mais para Sul, para Manuel Cleto, diretor do Museu de Ovar. Imparável este grande incentivador das Artes e nosso amigo também. Amizade à parte, Manuel Cleto merece este destaque e muito mais. Destaque este, por certo, repartido pelas centenas de artistas que viram as suas obras promovidas num espaço de eleição – à espera de ampliação? – como é o Museu de Ovar. Parabéns Manuel Cleto.

Foto: Pedro N. Silva (Arquivo EeTj)
Foto: Pedro N. Silva (Arquivo EeTj)

De realçar, também no campo do incentivo cultural, o trabalho de grande esforço e dedicação que José Soares está a desenvolver na Junta de Freguesia do Bonfim. Trabalhador, dinâmico, pronto para dar resposta a qualquer desafio com uma equipa (Conselho Cultural) que o respeita e admira. Parabéns José.

porto ponto 2018

Referência, agora, para o “Porto.” e para o excelente canal de informação (on-line) que é. Ótimos jornalistas e excelentes repórteres fotográficos. Muitas das notícias institucionais que publicamos no “Etc e Tal Jornal” são da autoria deste grupo de pessoas que faz um trabalho exemplar. Nós nunca nos esquecemos de identificar os autores das peças que no nosso jornal são editadas. Parabéns!

joao semedo - 2018

Por último, e porque os últimos são os primeiros, o destaque da força e da coragem, para João Semedo. A doença não o derrota. É um Homem admirável. Foi candidato do BE à Assembleia Municipal do Porto, nas últimas Autárquicas, lá está, sempre ativo. Senhor do seu Ser é que um Ser altruísta, humanista… um Homem!

E despeço-me com saudade dos camaradas de profissão que em 2017 vi partir, todos com idades para viver muito o que a vida (ingratamente) não lhes quis oferecer: Marques Pinto, Joaquim Vieira, Mário Campos, Paulo Esteves, Carlos A. Tavares e Marinho Neves. Recordo-vos para todo o sempre. Obrigado amigos camaradas.

01jan18

1 Comment

  1. jose lopes

    Na verdade o “balanço” do Ano tinha muito mais para escrever e sobretudo uma outra perspetiva de abordar o tema. O resultando é maravilhoso!

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