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“Raríssimas”

Carla Ribeiro

Raríssimas são as vezes que me manifesto sobre assuntos públicos e políticos, mas torna-se quase impossível não o fazer. É grave e vergonhoso, o que se vai vendo nas notícias, sobre panóplia de ataques há dignidade do cidadão e aos inúmeros crimes cometidos por um vasto conjunto de pessoas, e umas tantas, que se calhar, ainda não foram mencionadas.

Mas isso deixo que a nossa leizinha Portuguesa e que os nossos Tribunais, pois ainda quero acreditar, que se pode fazer LEI de verdade no nosso país.

Preocupa-me, e não raríssimas vezes, mas muitíssimas vezes, os estragos e as enormes desgraças, que estas fraudes monetárias podem fazer aos seres Humanos que dependiam e dependem, dos tratamentos e cuidados que lhes são prestados.

Pergunto-me, quantas vezes, não terão sido negados tratamentos e cuidados a quem tanto deles necessita, alegando-se simplesmente falta de condições, por falta de verbas para tal?!!

Preocupa-me, sim preocupa-me, que se brinque com a fragilidade destas Pessoas, que necessitam dos cuidados e dos apoios que recebem e poderiam receber ainda mais, se tantos crimes não se cometessem, com os dinheiros que se destinavam a ajudar estas Pessoas e famílias que se deparam já com uma carga emocional e vivencial tão fragilizada.

Dizer “Raríssimas”, é pura mentira, pois são inúmeras as vezes, que esta dor me assola, mas doí-me que tanto se fale e só agora se comesse a perceber que já começam a estar em causa a continuidade dos tratamentos e dos apoios…

“Raríssimas”, são as vezes, que se calhar, paramos para pensar o que se faz com tantos apoios monetários, que tantas IPSS, e OMG, recebem, que se destinam de alguma forma a ajudar quem necessita.

Será que já paramos, e fizemos contas aos milhões de ajudas que se recolheram, para ajudar aos flagelados dos incêndios, que este ano assolaram o nosso país?

Já alguém nos deu contas, se estão de fato a chegar esses apoios a quem deles tanto necessita, para reconstruir o tudo que hoje são meras cinzas.

Tantas foram as ajudas que ainda hoje continuam a chegar, pelas inúmeras campanhas solidárias, mas na realidade, vemos nos noticiários, sensacionalistas, mas reais, que estas populações, que tudo perderam, muitas delas, continuam ainda, sem nada,

Nem tudo é mau, pois felizmente muitas empresas, já estão no terreno a reconstruir casas para quem as perdeu.

Mas voltemos ao nosso dinheiro, que é entregue a tantas instituições de ajuda ao próximo, seja por que motivo for, e que não vemos e reconhecido trabalho, e apenas se queixam que as verbas disponibilizadas não são suficientes, para poderem ajudar quem necessita.

Mas então que se faz a estas máquinas de fazer dinheiro, que ora recebem apoios monetários, e no momento seguinte o mesmo já nem existe…

IPSS, OMG, Fundação, Associação, não importa a designação, mas sim o fim a que se destinam.

Será que são mesmo para ajudar o próximo com o nosso dinheiro, ou encherem os seus bolsos, com o que damos, tantas vezes, com tantas dificuldades, a quem necessita.

Raríssimas, são as vezes, em que o nosso dinheiro, chega realmente a quem necessita…

Que realidade é esta, e que mundo cruel e vil, é este em que vivemos, em que valores e princípios básicos, parecem ser agora a fraude.

Raríssimas, são as Pessoas que agem na legalidade.

São pessoinhas medíocres assim que me fazem gritar bem alto, uma dor que é de todos nós… pois todo este dinheiro é nosso e foi incorretamente usados por alguns…

(Carla Ribeiro -2017.12.14/15)

RARISSIMA_1_

Sejam bem-vindos a 2018.

Votos e desejos sinceros de um ano repleto de realizações pessoais e profissionais.

A todos sem igual,

Obrigada

Até breve com novos “sentir”, novos “amar”…

Foto: pesquisa Google

01jan18

 

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3 Comments

  1. Sérgio Silva e Sousa

    Muito bem dito, partilho em tudo a tua indignação!
    É por essas e por outras que jamais dou dinheiro a quem quer que seja, ajudo, e já ajudei, sempre que vejo ser possível, sobretudo com o meu tempo (que ultimamente é muito pouco) e ajudo com bens materiais e géneros alimentares entregues sempre, directamente, a quem mais precisa!

    Pudesse eu fazer mais… pudessem outros fazer o que muitos já fazem e este país seria melhor…

    O importante seria também denunciar e não deixar no esquecimento todos estes abusos perpetrados por estas ditas organizações sem fins lucrativos…

  2. Celeste

    Também me revolta muito conhecer como conheço tantos carenciados e ver tanta gente a enriquecer com o dinheiro que devia ser utilizado para fins nobres e solidários. Pior ainda é ver aquelas pessoas do governo que passavam a vida a apregoar moral, clareza, blábláblá e agora caladinhos de braços cruzados. Nojentos

  3. Abreu

    “Rarissimas”, são as vezes que te vejo escrever assim, com tanta revolta.
    Confesso amiga, já tinha saudades, pois tu que também lidas com alguns flagelos da nossa sociedade, deves ter tantas verdades fgritantes para nos contar.
    E, nessa tua forma bela e simples, até poetisas esses flagelos, que lhes dás uma leveza na dor e um encanto melodioso .
    Grata minha amiga pelo ser Humano maravilhhoso que és e por estas tuas partilhas.
    Não deixes nunca de ser essa MULHER, que tanto necessitamos ter por perto.
    Beijinhos Amiga
    Até breve
    Feliz 2018, também renovados para ti

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