Esta rubrica dá a conhecer a toponímia portuense, através de interessantes artigos publicados em “O Primeiro de Janeiro”, na década de setenta do século passado. Assina…
Cunha e Freitas (*)
“A Rua de S. Vítor tomou o nome de uma capela do orago deste santo mártir, edificada e venerada no Prado do Repouso.
De início ia apenas da «grande Praça da Alegria» ao Prado do Bispo, como antigamente se denominava o que hoje é cemitério. Assim figura na planta de Costa Lima, de 1839, e, do mesmo modo, na de Perry Vidal (1844).
Na de Mangeon, do último terço do século XIX, já a Rua de S. Vítor desemboca no Passeio de S. Lázaro, como hoje.
Não sabemos de quando data a denominação de S. Vítor. Só que existia em 1805, porque nesse ano se dividia em chãos a Quinta da Fraga, esquinando para a Rua de S. Vítor, Praça das Fontainhas e a depois Rua Militar do Wellesley (hoje de Gomes Freire).
Este parcelamento da Quinta da Fraga, iniciado cremos que por esse ano de 1805 e que ainda continuava em 1821, foi determinante da urbanização desta Rua de S. Vítor r das circunvizinhas. A Quinta da Fraga pertencia então à família do sargento-mor Alexandre José da Costa.”
(*) Artigo publicado em “O Primeiro de Janeiro”, na rubrica “Toponímia Portuense”, de 01-12-1972
Na próxima edição de “RUAS” DO PORTO destaque para a “RUA DE PEREIRA REIS”
Foto: Mariana Malheiro
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