Situa-se bem no centro da Cidade da Maia e recebe praticantes de toda a zona norte de Portugal, tem mais de 20 mil metros quadrados de área útil disponível e é conhecido por Skate Parque da Maia. Recebe praticantes de Skate, BMX e Patins em linha embora estes últimos não com tanta frequência, está preparado para receber entre 75 a 100 praticantes ao mesmo tempo e tem qualidade internacional.
“Tem qualidade internacional e é das maiores pistas que conheço”, dizem os praticantes com quem o Etc e Tal Jornal (EeTj) falou, “falta é ainda a conclusão dos arranjos urbanísticos e paisagistas para se resolver os problemas de infiltrações”, são as reclamações destes praticantes. Das várias vezes que o EeTj visitou este espaço o problemas persistiu, por vezes o Bowl (designação para a “piscina” vazia) estava cheio de água e terra, fruto das intempéries outras vezes apenas se vê a água a escorrer vinda das obras que ainda existem, as nossas fotos comprovam, impossibilitando a prática que qualquer desporto naquela espaço.
Sérgio Silva e Sousa
(texto e fotos)
Outro problema ali identificado por todos os praticantes, com quem o Etc e Tal Jornal esteve à conversa, é o facto de no centro do recinto haver gravilha, gravilha esta que por muitas vezes é transportada para dentro do recinto causando imensas quedas, quedas essas que podem causar lesões e traumatismos graves nos praticantes.
A sugestão de quem usa o recinto foi a colocação de um relvado em substituição da gravilha, pois não havendo pedras em redor do recinto seria mais difícil haver quedas provocadas pelas pedras nas rodas.
Para lá destes imprevistos, que certamente serão corrigidos e solucionados, todos os praticantes com quem falamos estavam muitos satisfeitos com este espaço desportivo, de salientar que o EeTj falou com inúmeros praticantes e todos eles estavam muitos satisfeitos com o espaço bem como com a localização do espaço, pois está relativamente perto da estação do metro e de autocarros.
“É mais ao fim de semana que este espaço fica lotado, de manhã com os mais jovens acompanhados pelos pais que também aproveitam para se divertirem e de tarde com os mais crescidos e adultos praticantes”, à fala com vários destes praticantes, alguns dos quais estrangeiros, ficamos a perceber que o espaço é dividido por várias zonas técnicas de Street Skate, simulando assim os elementos urbanos que se podem encontrar nas ruas, entre as quais escadas, ledges, corrimões, rampas, entre outras. Com uma enorme variedade de obstáculos estando separadas por categorias iniciantes ou avançados com obstáculos mais baixos ou altos consoante a dificuldade, o Skate Parque é totalmente tomado pelo entusiasmo de quem lá está presente.
“Há muita gente que não sendo praticante vem para aqui ver e tirar fotografias, nós até gostamos”, é outro facto deste Skate Parque da Maia, atrai inúmeras pessoas de todas as idades, desde pais a avós de jovens que ali gostam de passar o seu tempo livre até pessoas que ali gostam de capturar algumas imagens únicas, não só das manobras, por vezes incríveis que se vão vendo, como também de alguns graffitis ali pintados e que vale a pena registar.
Para além deste movimento de pessoas existente neste local, podemos também referir, que a cultura agora ali implementada não passa despercebida aos olhos de ninguém, este tipo de cultura urbana, o graffiti, está sempre presente nestes espaços, sendo quase obrigatório para que os praticantes se “sintam bem” como nos conferenciou um praticante de nacionalidade brasileira que estava no local.
“As pessoas podem estranhar a nossa cultura, a nossa forma de vestir ou até o nosso aspeto, no entanto somos apenas pessoas que apreciam outro tipo de música ou arte”, podendo nós afirmar que alguns graffitis ali existentes são mesmo arte, pois não passam despercebidos sendo obrigatório a sua contemplação, mas os gostos são discutíveis!
Questionados se seriam os próprios skaters os artistas daqueles graffitis, a resposta foi unânime, normalmente não, os graffiters apenas vêm “telas” brancas nos novos parques de Skate e usam-nas, daí haver a ligação quase imediata entre as duas práticas.
Embora o EeTj tenha tentado contactar várias vezes a Câmara Municipal da Maia, que é a responsável e proprietária deste local, esta não se mostrou disponível para prestar qualquer tipo de declarações não podendo assim, este jornal, informar a data prevista de conclusão de todas as obras que ainda estão a decorrer ou até se haverá para breve, a utilização deste espaço para alguma prova nacional ou internacional desta modalidade.
No entanto, podemos deixar algumas imagens que demonstram toda a cor que ali foi deixada por esta cultura freestyle que está a invadir a Maia…























