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STCP DÁ “PASSO DE GIGANTE” RUMO À “DESCARBONIZAÇÃO”: AUTOCARROS ELÉTRICOS E A GÁS NATURAL COMPRIMIDO JÁ CIRCULAM NAS RUAS DO PORTO

A Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) estreou, fazendo entrar em circulação, no passado dia 20 de abril, três veículos da nova geração de autocarros, dois dos quais movidos cem por cento a eletricidade e um a gás natural comprimido. Esta tratou-se da primeira fase de uma operação que se prolongará até 2020, espaço de tempo em que serão integradas na frota mais 188 viaturas (15 movidas a eletricidade e 173 a gás natural comprimido).

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Em cerimónia realizada no Museu do Carro Elétrico, no Porto, com a presença, entre outros, do ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, do secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Gomes Mendes, do presidente do Conselho Metropolitano do Porto e da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, de Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, assim como dos seus homólogos de Gondomar (Marco Martins) e Valongo (José Manuel Ribeiro), o “Dia Zero” para as três viaturas foi vivido com emoção, até porque, segundo alguns convidados, entravam em circulação, nesse dia 20 de abril, os primeiros dos melhores autocarros (gás natural e eletricidade) da Europa.

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José Gonçalves

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Sérgio Sousa Silva        Pedro N Silva (PNS)

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Os autocarros elétricos foram a grande atração da cerimónia de apresentação dos novos veículos “verdes” que integram a frota da STCP. No decorrer do presente ano irão já circular 18 viaturas, as quais farão os seus percursos nas linhas 201 (Aliados-Viso), 302 (Circular: Aliados-Damião de Góis) e 303 (Circular: Para-Constituição).

A verdade, contudo, é que no segundo dia de serviço (21abr18), a coisa (acontece?!) não correu lá muito bem para uma das viaturas movida cem por cento a eletricidade (1301), já que sem energia, teve de recolher às “boxes”. Pelos vistos, e segundo se sabe, estes veículos não poderão fazer um turno completo, mas só durante as horas de “ponta” (ou ao princípio da manhã, final da tarde ou final de noite), pelo facto de terem autonomia limitada.

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Para ter uma ideia mais concreta sobre estes autocarros movidos cem por cento a eletricidade, e construídos de raiz na Caetano Bus (em Vila Nova de Gaia), saiba que (e tentaremos não entrar numa linguagem muito técnica) todos eles têm “low floor” – o autocarro com o mesmo nível em termos de piso; rampas de acesso manuais; acesso a pessoas com cadeiras de rodas, com entrada e saída pela frente e acesso ao validador; bancos rebatíveis; lugar específico para cães-guia e ecrã informativo. São autocarros inclusivos; têm Wifi; bagageiras espaçosas; são ultrassilenciosos; autonomia (anunciada) de 150 a 200 quilómetros; capacidade máxima para 72 passageiros, e foram concebidos com tecnologia que garante zero emissões de CO2, e um elevado aproveitamento energético.

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Já os autocarros movidos a gás natural comprimido, (carroçaria da Caetano Bus, motor da MAN, e indicadores de destino fabricados pela New Sign Solutions, empresa sediada em Canelas – VN Gaia, tal como acontece nos autocarros elétricos) entram em circulação este ano num total de 35 viaturas, sendo que a frota irá compor-se de forma gradual até 2020 (60 veículos, em 2019 e 78, em 2020). De momento, já circula um (3251), o qual tem vindo a operar em diversas linhas.

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Estes autocarros possuem caraterísticas algo diferentes em relação às dos elétricos.

A saber: têm dois degraus na parte de trás; rampas de acesso manuais e entrada e saída pela frente e acesso ao validador para pessoas em cadeira de rodas, tal como os movidos a eletricidade; têm bancos rebatíveis e lugares específicos para cães-guia; ecrã informativo; são também autocarros inclusivos, têm Wifi e bagageira espaçosa; mas, não são ultrassilenciosos. Possuem autonomia de 400 quilómetros, capacidade para 76 passageiros e ainda um sistema que lhes permite ter níveis de emissões de gases quase nulos, maximizando o aproveitamento dos recursos nas deslocações efetuadas.

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Novos postos de abastecimento e carregamento

De salientar que, para assegurar o serviço destas viaturas, serão implementados novos postos de abastecimento a gás (estação de Recolha da Via Norte) e de carregamento para os veículos elétricos (Estação de Recolha de Francos).

Saiba ainda que a STCP irá abater 188 autocarros, ou seja o mesmo número que agora se propõe substituir neste investimento, aumentando, assim, para 81 por cento do total a percentagem dos “veículos verdes” da frota.

Investimento de 47,5 milhões

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A STCP – desde o início do presente ano, sob a gestão dos seis municípios onde a rede opera (Porto, VN Gaia, Matosinhos, Gondomar, Valongo e Maia) – “com esta renovação de frota, pretende prestar um serviço mais eficiente. Em termos económicos e ambientais, através de uma redução significativa de emissões de carbono”, tendo representado toda esta operação um investimento no valor de 47, 5 milhões de euros, num projeto cofinanciado pelo “Programa Operacional, Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos – PO SEUR Portugal 2020”, salientou a empresa através de Press Kit. O apoio financeiro da União Europeia é de € 13.696.851,68.

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E a cerimónia realizada no passado dia 20 de abril, serviu, no fundo, para confirmar o que atrás se referiu, ainda que a tónica marcadamente política de alguns discursos, complementasse alguma posição por parte de quem gere os destinos da “Sociedade”.

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Para o presidente da STCP, Paulo de Azevedo, “com esta operação, estamos a aprofundar a nossa política de responsabilidade social. A sustentabilidade e a melhoria do serviço a prestar aos nossos utilizadores são as duas principais preocupações da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto.

“Estes autocarros possuem características diferenciadoras, de modo a responder às necessidades dos seus utilizadores, tais como rampas manuais, bagageiras maiores, bancos rebatíveis, entre outras”.

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Por sua vez, Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, destacou, por seu turno, “a sustentabilidade dos novos autocarros”, referindo ainda que “com mais conforto e com melhorias para o meio ambiente, os utentes voltem a confiar nos transportes públicos”. Confiança, que também passou pelo Governo, “que tem colaborado com o novo rumo da STCP”.

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Eduardo Vítor Rodrigues, na qualidade de presidente do Conselho Metropolitano do Porto e da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, e numa defesa direta do processo de descentralização, apontou este investimento como um exemplo de trabalho das autarquias: “continuem a acreditar nos municípios! A descentralização dá competências e os municípios gostam disso. Gostam de fazer mais e melhor, e os transportes são fundamentais, estão mesmo numa segunda linha de prioridade”, disse.

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Por último, o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, considerou “fundamental este investimento para melhorar as condições de mobilidade na Área Metropolitana do Porto”, sendo que “este é um importante contributo para os compromissos de Portugal no âmbito do acordo de Paris, ou seja de reduzir em vinte e cinco por cento as emissões atmosféricas até 2030”.

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Está dado assim o primeiro grande passo para a descarbonização da rede de transportes da área municipal de gestão da STCP.

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