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CDU PREOCUPADA COM PERTURBAÇÕES NA RECOLHA SELETIVA DE LIXO

A Coligação Democrática Unitária (CDU) – Porto manifestou, através de nota informativa, a sua preocupação pelas “graves perturbações que se verificam na recolha seletiva do lixo na cidade do Porto” exigindo ao executivo camarário, liderado por Rui Moreira, o “urgente e necessário investimento para o cumprimento do serviço”.

“Tem-se verificado, nas últimas semanas, que um conjunto significativo de ecopontos colocados nas ruas da cidade do Porto se encontram totalmente cheios, com acumulação de resíduos recicláveis em seu redor – o que indicia que não estão a ser recolhidos pelo menos com a periodicidade que antes acontecia”, lê-se na referida nota.

Para a CDU “esta situação, para além das insalubridades que provoca e da péssima imagem que transmite, constitui um desrespeito pelos munícipes que, numa atitude cívica louvável, têm vindo a aderir à reciclagem, verificando que, por parte do município, esse esforço não é reconhecido – ainda por cima numa altura em que as tarifas de resíduos sólidos têm aumentado anual e sistematicamente.
Tal decorre do facto de a Câmara Municipal do Porto, por intermédio da empresa municipal que constituiu recentemente – a Empresa Municipal de Ambiente – ter vindo a assumir a responsabilidade por esta recolha sem, no entanto, ter tomado as medidas adequadas a dotar a mesma dos meios (designadamente viaturas de recolha) necessários à assunção desta tarefa”.

A coligação de comunistas e ecologistas refere ainda que “sempre se opôs à concessão a privados dos serviços de limpeza, considerando positivo o regresso das competências nesta área ao universo municipal (embora considere que deveria ser a totalidade dos serviços, incluindo a varredura, e que não seria necessária a constituição de uma empresa municipal, podendo as funções ser desempenhadas diretamente pelos serviços municipais). Não pode, assim, deixar de lamentar que, por exclusiva responsabilidade da maioria Rui Moreira/CDS (que nomeou a Administração da empresa municipal), o serviço se tenha degradado com prejuízos evidentes para os Munícipes, para o ambiente e para a imagem da cidade”.

A CDU enfatiza, por último” o facto de que a “situação ainda é mais grave quando se sabe que a Câmara Municipal do Porto apresentou, no final de 2017, um saldo de gerência na ordem dos 90 milhões de euros, ou seja, uma verba substancial que permitiria fazer face às necessidades de investimento em equipamentos de limpeza.”

EeTj

Foto: Pedro N. Silva (Arquivo EeTj)

01jun18

 

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