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Rodrigo Costa encerrou o ciclo de intervenções culturais “Entre a Síntese e o Detalhe” com workshop de pintura a óleo

Durante um mês de maio, a Sala dos Fundadores do Museu de Ovar foi palco para um ciclo de intervenções culturais do artista Rodrigo Costa, no âmbito do seu projeto “Entre a Síntese e o Detalhe”, que incluiu uma exposição de pintura, uma tertúlia Conversas Úteis e workshops, como o de pintura a óleo que teve como modelo natural a pintora Elizabete Leite, para assinalar o encerramento destas atividades desenvolvidas, com momentos emotivos e “momentos agradáveis”, como afirmou o autor, realçando tratar-se da “confirmação de haver gente interessada em olhar o fenómeno artístico pelo lado de dentro, no intuito de recolha de informação que permita a mínima ideia de como os artistas fazem as suas abordagens e, sobretudo, de como pensam”.

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Sobre os workshops integrados no vasto programa da exposição que esteve patente ao público até 12 de maio, ainda que o pintor e escritor tenha assumido que o propósito de tais eventos, “não foi o de mostrar como se pinta; mas, tão-só, o de deixar que as pessoas percebessem como pinto (…)”, foram vários os momentos em que se pôde reler na evolução dos seus trabalhos ao longo de várias horas, escritos de Rodrigo Costa, quando diz, que, “para se chegar a conhecer quem, definitivamente, somos, precisamos de experimentar várias roupas, olhar vários espelhos e sentir as perdas, porque há cenários, pessoas e momentos irrepetíveis (…)”.

Foram três sessões dedicadas a diferentes técnicas de pintura com modelos naturais, entre aguarela, pastel, carvão e óleo, que permitiram diálogos com o autor de “Entre a Síntese e o Detalhe”, para quem a pintura, “é um mundo onde as pessoas podem retratar-se, assumindo a sua perceção e a sua expressão. Refletindo, reajustando e reajustando-se; olhando o quadro como quem se revê e se recompõe…”.

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Com o compromisso de contribuir, para que a distância que separa autores e público, seja, significativamente, atenuada, o artista proporcionou extraordinários momentos de partilha cultural, como o primeiro workshop (21 abril) em que, aconteceu encontro com “Medeia” a personagem da obra de Mário Cláudio, encarnada por Aurora Gaia, que foi a modelo natural de um trabalho dedicado ao tema “figura”, em que foi usada como técnica, a mistura de aguarela e pastel seco, sobre papel.

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Neste ciclo de intervenções culturais de Rodrigo Costa, seguiu-se no dia 5 de maio, igualmente com modelo natural, em que participou o poeta Álvaro Rocha, para a abordagem à técnica do desenho a carvão, que contou com a presença na sala de um outro pintor, Mário Portugal. Terminando este ciclo recheado de memórias, com a pintora Elizabete Leite, que representou o papel de modelo natural, para o seu colega pintor, neste processo “Entre a Síntese e o Detalhe”, reafirmar que, “no tratamento dos temas, é imperiosa a distinção entre o fundamental e o acessório, dado que nem tudo pode ser dito nem tudo interessa, porque o que está em causa não é o rigor da reprodução fotográfica; mas, a partir do assunto-referência, conseguirmos a nossa pintura, a tradução gráfica, por gestualidade única, do carácter dos modelos”.

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Ainda nesta autentica maratona representada pela intensa atividade artística de Rodrigo Costa no Museu de Ovar, teve também lugar no dia 28 de abril uma tertúlia Conversas Úteis, com moderação de Joaquim Margarido. Um espaço de palavras em que “se pintou de outra forma”, diria o autor, que, encarou estes momentos, “como momentos de libertação”. Foi uma entusiasmante, apaixonante e emotiva tarde de conversa sobre as reflexões do autor de vários livros de poesia e ensaios sobre arte.

Um momento igualmente brindado pela voz da atriz Aurora Gaia na leitura de um texto do próprio Rodrigo Costa, que, assume, “não se pode crismar as pessoas de incultas e, simultaneamente, impedir-lhes o acesso à verdadeira Cultura, a da participação – a que lhe oferece mais do que o papel de néscias criaturas, tão ao jeito das papas e dos bolos, servidos por tolos no papel de sábios dramaturgos…” concluiu no catálogo de “Entre a Síntese e o Detalhe que esteve em exposição no Museu de Ovar entre 14 de abril e 12 de maio.

Texto e fotos: José Lopes (*)

(*) Correspondente “Etc e Tal jornal” em Ovar – Aveiro

01jun18

 

 

 

 

1 Comment

  1. Natália Cabral

    Olá Rodrigo Costa
    Parabéns pelo teu percurso fiel nas artes plásticas, pela tua paixão, perseverança e
    dedicação aos teus princípios artísticos, tema muito difícil e contraditório na nossa obsoleta e hipocrita sociedade cultural!!!
    Natália Cabral

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