A Câmara Municipal de Matosinhos e a administração da conserveira Pinhais & Companhia Lda. Assinaram, recentemente, um memorando de entendimento tendo em vista a constituição, em Matosinhos, de um museu que preserve a memória da indústria conserveira local. O acordo foi assinado pela presidente da autarquia, Luísa Salgueiro, e por Jakob Glatz e João Paulo Teófilo, administradores da empresa, e prevê a criação de uma estrutura museológica viva, funcionando em simultâneo com o a atividade de uma unidade industrial conserveira de feição tradicional.
O futuro museu, diz o memorando, permitirá “mostrar às gerações atuais e vindouras o que foi a industria conserveira, designadamente no concelho de Matosinhos”, ilustrando o seu desenvolvimento “ao longo do século XX até à atualidade”. O processo que agora se iniciará deverá estar concluído entre outubro de 2019 e o início do ano de 2020, ano em que a Pinhais celebrará o seu centenário.
Luísa Salgueiro sublinhou a importância do acordo hoje formalizado, considerando que a colaboração entre as duas entidades “permitirá devolver a Matosinhos uma parte importante da sua história” e da sua cultura. Jakob Glatz afirmou, por seu lado, a coincidência de pontos de vista com a autarquia, adiantando que a empresa pretende aumentar as exportações das conservas tradicionais de Matosinhos para todo o mundo, valorizando-as através de um programa que permita que os compradores venham conhecer o método tradicional de produção.
Atividade fundamental para a economia e para a estrutura social da cidade de Matosinhos desde a construção do Porto de Leixões, a memória da indústria conserveira será, deste modo, preservada em Matosinhos, em associação com o conjunto escultórico que vai nascer na futura Praça Guilherme Pinto, atualmente em construção.
O futuro museu guardará a memória desta atividade, perenizando a sua importância cultural e social e recordando os investimentos que nela foram efetuados, a sua contribuição para o desenvolvimento do país e da cidade e os sacrifícios e esforços de várias gerações de trabalhadores e trabalhadoras, permitindo, ao mesmo tempo, uma ampla reflexão sobre a ligação da indústria conserveira ao mar e à sustentabilidade dos recursos naturais.
Ao abrigo do memorando, a Câmara Municipal de Matosinhos prestará apoio técnico ao projeto, ajudando, nomeadamente, a mobilizar fundos comunitários de apoio à requalificação urbana. Será, para o efeito, criado um grupo de trabalho composto por elementos de ambas as partes.
HASTEAR DA BANDEIRA AZUL DEU INÍCIO À ÉPOCA BALNEAR EM MATOSINHOS
A Câmara Municipal de Matosinhos assinalou na manhã do passado dia 25 de junho, o início da época balnear, hasteando na Praia da Agudela a primeira das 13 Bandeiras Azuis do concelho. A cerimónia contará com a presença da presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro, e servirá também para apresentar o programa de atividades lúdicas que decorrerá durante o verão nas praias que ostentam o galardão ambiental da União Europeia.
Matosinhos conta este ano com Bandeira azul nas praias de Angeiras Sul, Funtão, Pedras do Corgo, Agudela, Quebrada, Marreco, Memória, Cabo do Mundo, Aterro, Azul/Conchinha, Boa Nova/Senhora, Fuzelhas e Leça da Palmeira, sendo o terceiro município do país com maior número de zonas balneares com este símbolo de qualidade.
O Programa da Bandeira Azul será este ano dedicado ao tema “O Mar Que Respiramos”, uma vez que 50% do dióxido de carbono lançado na atmosfera é absorvido pelos oceanos, sendo 70% do oxigénio da Terra produzido pelo plâncton marinho. O papel das florestas marinhas é, assim, fundamental para a qualidade do ar que respiramos, sendo necessário promover ações de educação ambiental que garantam a conservação e proteção deste recurso.
As praias de Matosinhos com Bandeira Azul contarão, por isso, com jogos que ensinarão a separar os resíduos, uma roleta ambiental dedicada ao mar e à atmosfera e expedições dunares que darão a conhecer as plantas do litoral.
ANA LUÍSA AMARAL LEVOU POESIA ÀS RECULSAS DE SANTA CRUZ DO BISPO
Na biblioteca, no mercado ou atrás das grades, o subtil poder da palavra andou, em junho, à solta por Matosinhos. A segunda edição do Plano Municipal de Leitura, iniciada em março, tem várias iniciativas previstas para os próximos dias, com destaque para a sessão que, a 21 de junho, levou a poetisa Ana Luísa Amaral até ao Estabelecimento Prisional Feminino de Santa Cruz do Bispo.
Madrinha da Plano Municipal de Leitura e autora já distinguida por alguns dos mais importantes prémios literários nacionais, Ana Luísa Amaral esteve à conversa com as reclusas e procurou levar a revoada das palavras para dentro dos muros da cadeia, procurando, deste modo, descentralizar a promoção do livro e da leitura em busca de públicos novos para o encanto, tantas vezes libertador, da poesia e da prosa.
Concebido para promover e disseminar os hábitos de leitura entre os matosinhenses de todas as faixas etárias e extratos sociais, o Plano Municipal de Leitura assume-se como uma estratégia integrada de promoção do livro e da leitura, incluindo um vasto conjunto de iniciativas. No dia 23 de junho, os declamadores Isaque Ferreira e João Rios levaram, por exemplo, a “Poesia Mal dita” aos comerciantes e clientes do Mercado Municipal de Matosinhos, animando a compra das sardinhas para a noite de São João com a inusitada presença da palavra dos poetas.
No dia 28, foi a vez de o diseur Alberto Serra realizar uma oficina de leitura e oralidade junto dos utentes da Associação Social e de Desenvolvimento de Guifões. No mesmo dia, no Museu da Quinta de Santiago, regressou o ciclo “Salvé a Língua de Camões”, desta vez dedicado ao texto teatral “Frankenstein, Fragmentos da Guerra”, do brasileiro Sérgio Roveri.
Também em junho, e todos os dias úteis, a Biblioteca de São Mamede de Infesta acolheu o “Avental contador de histórias”, uma iniciativa especialmente vocacionada para o público mais jovem, mas capaz de envolver participantes de todas as idades com as histórias de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, Anke de Vries e Brigitte Luciani.
A PRIMEIRA VEZ NUM KART PARA JOVENS DA OBRA DO PADRE GRILO
Doze crianças e jovens alunos do lar da Obra do Padre Grilo, com idades compreendidas entre os 12 e os 18 anos, puderam experimentar, dia 13 de junho, as emoções do karting. O batismo deu-se no Kartódromo do Cabo do Mundo, em Perafita, resultando de uma parceria estabelecida entre a Câmara Municipal de Matosinhos e a direção daquele equipamento desportivo.
A iniciativa, integrada na política de responsabilidade social do Kartódromo Cabo do Mundo, tem proporcionado experiências de condução de veículos de competição a jovens do concelho provenientes de famílias socioeconomicamente vulneráveis, captando e potenciando o seu interesse pelo karting, e permitindo-lhes vivenciar uma experiência nova, apelativa e capaz de promover a sua integração social.
No âmbito deste programa, recorde-se, mais de uma dezena de grupos de crianças e jovens tiveram já, nos últimos três anos, o seu batismo de karting, em sessões que contaram com a participação de destacadas figuras do desporto nacional, como o ex-guarda-redes Helton ou o piloto Tiago Monteiro.
Os lares de infância e juventude da Obra do Padre Grilo têm como objetivo primordial o acolhimento de crianças e adolescentes que se encontram em situação de risco, proporcionando-lhes um ambiente familiar onde possam desenvolver-se integralmente, uma rede de suporte emocional e um quadro referencial de valores e modelos. Esta resposta social assegura condições que permitem a educação, formação profissional, cuidados de saúde, atividades desportivas e de ocupação de tempos livres dos jovens, visando a sua integração social associada à sua reintegração familiar ou à sua autonomização na idade adulta.
Textos: Jorge Marmelo (CMM) / EeTj
Fotos: pesquisa Google
01jul18


