Fundado a 5 de Abril de 1922 por Silva Neves, Santos Oleiro, Alberto Araújo, Cunhas e irmãos Grilo o Ramaldense F.C. é atualmente um pequeno clube da cidade do Porto que, tal e qual os outros clubes modestos, não tem qualquer tipo de ajudas da autarquia, estando neste momento a passar uma grave crise, com o sério risco de extinção.
O Ramaldense F.C. atualmente não tem recinto desportivo onde possa treinar e jogar podendo dizer que joga em casa, como antigamente o fazia no antigo campo de jogos António Araújo que, atualmente, se encontra ao abandono. Este facto nada tem haver com o clube mas sim com os atuais donos, mais de 30 (herdeiros), como foi dito ao Etc e Tal Jornal (EcTj) na visita que este jornal fez ao clube, que impedem o clube que ali sempre treinou e jogou de entrar nas “instalações”, que neste momento estão totalmente tomadas por silvas e mato.
Clube da Freguesia de Ramalde, tal como o nome indica, o Ramaldense F.C. foi o clube que formou e lançou para o estrelato o muito conhecido jogador do S.L. Benfica e da Seleção Nacional Humberto Coelho e que detém, ainda, o maior número de títulos nacionais na modalidade de hóquei em campo está, neste momento, a lidar com uma crise financeira que poderá obrigar o Clube a desistir desta modalidade, “é incomportável para um clube desta dimensão, participar num campeonato nacional e fazer as deslocações a que somos obrigados sem ter qualquer ajuda financeira”, lamenta-se Joaquim Novais Dias presidente desta instituição de utilidade pública desde 1982.
O EeTj foi convidado a comparecer a uma Reunião de Direção no mês de Junho e ficou a saber que o Clube se vê obrigado a pagar cerca de 30€/h pela utilização do campo do Inatel, tanto para os treinos de futebol como para os jogos, no entanto estes últimos raramente acontecem, visto nunca haver agenda disponível para o Clube. Joaquim Novais Dias fez questão de nos tentar explicar a razão para nunca ou raramente haver agenda, “os calendários de jogos do F.C. Porto e do Boavista F.C. saíram primeiro do que os do Ramaldense F.C., de imediato esses clubes procederam à marcação dos respetivos jogos, deixando na maioria das vezes o Ramaldense sem agenda para jogar no Inatel”.
A Direção do Clube lamenta-se de ter de pagar contas de 2 mil ou 3 mil euros mensais para poder usufruir das instalações desportivas para o treinos de futebol e hóquei em campo o que dificulta imenso a saúde financeira do Clube. Referiu ainda que a secção de boxe do clube é auto-sustentável o que não acontece com as outras modalidades. Pelo facto de não ter campo de jogos não consegue apoios financeiros de nenhuma instituição nem mesmo para publicitária e não recebe qualquer tipo de ajuda financeira da autarquia, apenas a Junta de Freguesia de Ramalde ajuda o Clube.
O antigo Campo de Jogos do Ramaldense tinha o nome de Alberto Araújo e neste momento está ao abandono, cheio de mato, silvas e bicharada, isto num local de muito interesse imobiliário, será esta a razão para tal impedimento? Foi-nos transmitido ainda que o respetivo local está catalogado como área de espaço verde e desportivo o que impossibilita os herdeiros de venderem o local para construção.
Este facto, de se poder querer o fim do clube para assim facilitar a construção, é o maior receio dos dirigentes desportivos do Clube bem como dos seus atletas e associados, é inegável que para a autarquia seria “uma mina de ouro” na cobrança de impostos se ali fossem construidos prédios de luxo como os que lá se encontram ao redor.
A direção do Ramaldense transmitiu ao EeTj que no terreno acima do campo do Inatel estaria previsto a construção de um outro campo de futebol e que este seria entregue a este clube desportivo, para assim poderem efetuar os seus treinos de futebol e hóquei em campo sem ter de pagar os referidos alugueis, mas até à data ainda não se iniciaram as obras nem há data prevista para seu inicio.
Ficaremos a aguardar melhores noticias bem como o inicio desta respetiva obra, que tanto viria a beneficiar o Ramaldense F.C..
Texto, fotos e fotomontagem: Sérgio Silva e Sousa
01jul18








