Menu Fechar

ALUGUER DE COMBOIOS A ESPANHA É UMA DAS SOLUÇÕES QUE A “CP” ENCONTROU PARA RESOLVER (?) UMA DAS MAIORES CRISES DE SEMPRE

A Comboios de Portugal (CP) está a passar por uma crise sem precedentes nas últimas décadas. Para além do crescente número de queixas dos passeiros (24 mil, em 2017), a empresa está a reformular horários e a reduzir a oferta, devido, sobretudo, á frota envelhecida, composições avariadas e falta de pessoal.

Segundo o jornal “Público”, a CP sofre com a dramática falta de material circulante; oficinas que não têm pessoal para reparar ou manter os comboios que estão velhos “ e sujeitos a rotações maiores, o que aumenta a probabilidade de avarias”, lê-se no referido diário

Para tentar resolver o problema a empresa está a substituir comboios por autocarros ou ainda comboios por outras composições de categoria inferior.

“Alfa” das 06h00… suprimido

Foto: pG
Foto: pG

No que diz respeito à redução da oferta, a CP vai suprimir, já a partir do dia 05 de agosto, o primeiro Alfa Pendular entre Lisboa (Santa Apolónia) e o Porto (Campanhã), que partia às 06h00. Segundo a empresa, em resposta à comunicação social, “a decisão foi tomada porque o comboio em causa regista menos procura (- 46 por cento) que a média dos Alfas Pendulares, e a mais baixa taxa de ocupação média ao longo do percurso, uma vez que a sua partida de Lisboa ocorre muito cedo, motivo pelo qual uma parte significativa dos clientes viaja apenas no troço CoimbraB/Porto-Campanhã”.

Em contrapartida, haverá um Intercidades que partirá de Santa Apolónia *as 06h30 e que chegará ao Porto (se não se registar atrasos como costuma acontecer) cerca das 10 horas.

Governo reconhece problemas

Foto: pG
Foto: pG

O Governo, por seu turno, e através do ministro do Planeamento, Pedro Marques, reconhece o problema. “Há perturbações, com certeza que sim, não vale a pena dizer que não. Temo-las na Linha do Oeste, na Linha do Algarve e na Linha do Norte, por razões diferentes”.

O governante explicou que as “perturbações nas linhas que ainda estão a funcionar a diesel, estão relacionadas com o desgaste do material circulante, estando previsto o aluguer de mais material a diesel” e para o futuro “a aquisição de material bimodo, que serve tanto para as linhas eletrificadas como para as a diesel. Estamos a fazer do lado das infraestruturas, aquilo que podemos fazer com os fundos comunitários, e estamos a fazer com recurso ao orçamento de estado o que se pode fazer do lado da CP”.

EMEF vai ter mais 102 trabalhadores

Foto: pG
Foto: pG

Pedro Marques referiu ainda, em Marco de Canaveses – na altura (27jul18) em que anunciou a eletrificação em parte da Linha do Douro (Caíde-Marco de Canaveses) no valor de 10 milhões de euros -, que face aos problemas que têm vindo a afetar a CP, “vão ser contratados 102 trabalhadores para a EMEF” e que vai ser “alugado material circulante a Espanha para evitar, a curto prazo, a degradação do serviço ferroviário.

“Determinámos, em articulação com a CP, a contratação de mais 102 pessoas para a manutenção do material ferroviário. Tínhamos definido 50, percebemos a necessidade de reforçar essa capacidade e decidimos ontem, em definitivo da parte do Governo, duplicar essa contratação”, disse o ministro que quanto ao aluguer de material circulante a Espanha referiu que “em articulação com as autoridades espanholas, vamos reforçar o aluguer de material circulante elétrico e a diesel, para repor o mais depressa possível todas as condições de circulação nas nossas linhas regionais”.

Eletrificação das linhas do Douro e Minho

Estação de Valença - Foto Pedro N. Silva
Estação de Valença – Foto Pedro N. Silva

Relativamente à eletrificação de parte da Linha do Douro, num investimento de 10 milhões de euros, Pedro Marques frisou quetemos aqui cerca de 120 milhões de euros de investimento na Linha do Douro. Parece que é uma boa expressão de como nós não fazemos só investimentos na Linha do Norte ou nos corredores internacionais. Estamos a investir na espinha dorsal da nossa rede, mas também nas linhas regionais, porque acreditamos muito também no papel da ferrovia na coesão territorial.”

Já no que diz resoeito á eletrificação da Linha do Minho, mais concretamente do troço Viana do Castelo-Valença, “a empreitada de eletrificação está consignada, com um investimento de 18 milhões de euros” prevendo-se, ainda segundo o ministro que “ a obra esteja terminada ainda este ano”.

No total as obras de modernização desta linha representa qualquer coisa como 86 milhões de euros devendo estar concluídas em 2020. Finda a empreitada “é possível uma ligação por Alfa Pendular de Lisboa até Tui (Galiza), faltando, por último, e de responsabilidade espanhola, a ligação até Vigo (30 km).

Texto: EeTj

Fotos: Pedro N. Silva (Arquivo EeTj) e pesquisa Google (pG)

01ago18

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.