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DE LAMEGO A MARCO DE CANAVESES COM O DOURO POR COMPANHIA – PARADISÍACAS PAISAGENS PARA JAMAIS ESQUECER…

Mais cómodo e mais barato, principalmente para quem conduz, é participar, de quando em vez, numa excursão, e se a mesma reunir amigos e conhecidos, nada melhor. Este jornal realizou, no passado dia 15 de julho, o seu 27.º passeio, tendo como destino central a cidade de Lamego na paradisíaca região do Douro. Por 18 euros fez-se a festa, em termos de transporte… está claro!

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E valeu a pena visitar Lamego, e ainda Caldas de Aregos, o altaneiro Penedo de S. João (na aldeia de Freigil), a albufeira de Ribadouro, e já no final, a cidade de Marco de Canaveses, que se encontrava em festa….

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José Gonçalves   Fernando Neto (*)

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Duas dezenas e meia de excursionistas (muitos dos habituais estavam comprometidos com outras festas e não puderam ir) concentraram-se, como é habitual, junto à Estação de Metro do Heroísmo, no Porto, para, pelas 08h00, ser dado o tiro de partida para mais um passeio com a chancela “Etc e Tal”.

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Manhã fresquinha mas soalheira e passados 45 minutos estavam já os “viajantes” se encontravam em Amarante para uma curta paragem, destinada ao tradicional “cafezinho” da manhã e ao satisfazer de certas necessidades (fisiológicas) porque até à próxima e central paragem (Lamego) ainda distavam alguns quilómetros.

Sempre de registar, quando nos deslocamos para Trás-os-Montes ou, como foi o caso, para a região do Douro, a passagem pelo Túnel do Marão (sem muito trânsito na altura), e depois por uma das pontes mais altas sobre o Rio Douro, e que une a Régua ao concelho de Lamego. Até lá, fez-nos companhia a maravilhosa e imponente cordilheira do Marão…

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E foi com uma temperatura agradável (dizem que o mês de julho foi frio, em vez de fresco. Seja como for, tivemos o “quadro meteorológico” mais agradável para quem quer passear) que chegamos ao nosso primeiro ponto de paragem de referência, ou seja, o Santuário da Nossa Senhora dos Remédios (a sua construção iniciou-se em 1750 e só terminou em 1905). Ao cimo dos 930 degraus, que a distam da Avenida Alfredo de Sousa, em pleno coração de Lamego, ergue-se a capela.

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Castanheiro com mais de 700 anos, classificado de "interesse público" junto ao Santuário
Castanheiro com mais de 700 anos, classificado de “interesse público” junto ao Santuário

No dia desta excursão, o  seu interior estava repleto de gente (batizado) pelo que nos foi impossível tirar fotos no seu interior. Cá fora, umas barraquinhas vendiam o famoso presunto da região, assim como cerejas (Resende), diversos tipos de mel e artesanato da terra.

Foi altura, então, de nos deslocarmos para o centro da cidade, numa curta viagem até perto da Sé Catedral, onde nas suas traseiras, precisamente na Rua Trás da Sé, fomos à Adega Matos almoçar.

Aconselhamos quem nos lê a lá saborear um cabritinho “à maneira”, ou então, um arroz de salpicão, umas enguiazinhas, ou o maravilhoso bacalhau que lá se confeciona. Tudo bem regadinho (para quem puder) com um maduro da região. Depois peça um leite-creme e um espumante da terra (Raposeira, de preferência) para acompanhar. O preço é acessível a qualquer bolsa.

Composto (e de que maneira!) o estômago demos cordas aos sapatos (sapatilhas é mais aconselhável) e partimos, a pé, à descoberta de Lamego, terra do distrito de Viseu, onde terá sido aclamado, nas suas famosas Cortes, D. Afonso Henriques, rei de Portugal.

Além da Sé Catedral, fomos ao Castelo e passamos por outros monumentos de referência como a Basílica de São Pedro de Balsemão, Igreja do Espírito Santo, vimos o Relógio do Sol e as esculturas que embelezam todo o centro da cidade.

Sé Catedral
Sé Catedral

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lamego - ruas (02)

lamego - rua castelo

lamego - castelo (01)

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Foto: Lurdes Pereira
Foto: Lurdes Pereira
Foto: Lurdes Pereira
Foto: Lurdes Pereira

Com o calor a começar a “apertar” preparamo-nos, então, para rumar a Caldas de Aregos, passando por Resende (não fizemos paragem, pois será ponto central de futura reportagem a publicar neste jornal), e logo pela – disseram-nos – mais longa e, por certo, mais bonita (são ésses atrás de ésses) Estrada Nacional, a 222, que liga Vila Nova de Gaia a Vila Nova de Foz Coa, pela margem esquerda do Rio Douro, num total aproximado de 230 quilómetros.

E eis que, uma hora depois de termos saído de Lamego, chegámos, então, à bonita, acolhedora e tranquila Caldas de Aregos, localidade que destaca as suas termas e que é beijada com ternura pelo Rio Douro. Da outra margem do rio (direita), encontra-se a estação de caminho-de-ferro da Linha do Douro (situada no concelho de Baião), tendo que se atravessar de barco (um euro a passagem) para lá chegar. Espetacular as paisagens que se desfrutam tanto do rio, como da “marina” ou cais… Por sinal, quando lá chegamos, estava também a chegar um comboio oriundo do Porto…

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José Gonçalves e Lurdes Pereira
José Gonçalves e Lurdes Pereira

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Dois euros (ia e volta)...
Dois euros (ia e volta)…
Foto: Lurdes Pereira
Foto: Lurdes Pereira

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Bonita, mesmo muito bonita esta Aregos que nos deixou saudades. E de lá partimos para um local que poucas pessoas conhecem e que fica sobranceiro a… Aregos. O Penedo de S. João, que se situa na aldeia/freguesia de Freigil, vizinha de uma outra, a de Miomães, que, quem vos escreve já conhecia há muitos anos.

E esta foi, sem dúvida, a atração do dia. Subir o monte demorou cerca de 45 minutos, mas lá de cima, do Penedo de S. João, as paisagens foram (são) deslumbrantes.

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Os acessos ao Penedo não são os melhores, principalmente depois de passar a aldeia de Freijil, mas vale a pena o sacrifício do motor da viatura em que se desloque, ou se for a pé, a força anímica que terá para calcorrear verdadeiros caminhos para cabras.

Nem todos os excursionistas foram ao Penedo, pois preferiram ficar num café da aldeia de Miomães a assistir aos derradeiros minutos do jogo da final do Campeonato do Mundo de futebol. Ficaram arrependidos (não com o resultado futebolístico, mas pelo facto de não terem contemplado as maravilhosas paisagens por nós observadas a olho nu – ninguém levou um binóculo)… mas, paciência!

Ribadouro
Ribadouro

E depois foi o regresso ao Porto, com paragem em Ribadouro, já na margem direita do rio, para “escalamos” as montanhas até à cidade de Marco de Canaveses que se encontrava em festa, tendo no seu jardim central muitas barraquinhas de comes-e-bebes, com alguns companheiros e companheiras de viagem a não perderem a ocasião para saborearem uns quentinhos e fresquinhos pães com chouriço.

E estava terminado o passeio, conduzido pelo motorista da Avintestour, João Oliveira, que connosco se estreou nestas andanças, e fez um excelente trabalho.

Quanto a mais passeios… vamos, para já, fazer uma pausa, mas em setembro, em dia a anunciar, Vidago será o ponto central de uma excursão.

SE, NAS SUAS FÉRIAS, ESTÁ INTERESSADO EM CONHECER A REGIÃO DE RESENDE, LEIA TUDO SOBRE A “ROTA DO ROMÂNICO” NESSA BELA REGIÃO, EM TRABALHO PUBLICADO NA PRESENTE EDIÇÃO, NA SECÇÃO REGISTOS, RUBRICA “OLHARES DA SERRA“… fica a sugestão para um apaixonante passeio

(*) Com Lurdes Pereira.

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