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Escola Pires de Lima – Ministério da Educação exterminador implacável

Não. Não me vou referir ao descongelamento das carreiras nem às greves. As escolas tinham uma identidade própria, uma autonomia pedagógica, administrativa e com os seus órgãos de gestão eleitos pelos seus pares, professores, pessoal não docente e alunos. A autonomia das escolas foi uma conquista da liberdade, exterminada pelos sucessivos Ministérios da Educação. A Escola Pires de Lima, tal como outras, tinha uma bandeira, um hino, um jornal (Arco-íris), contabilidade própria, gestão de recursos humanos. Tudo isto foi exterminado pelos sucessivos Ministérios da Educação!

Uma escola com personalidade foi destruída pelos ministros da educação destes últimos anos. Tudo isto para quê? Para transformar cada escola num aglomerado, chamado “Agrupamento Escolar”, sem identidade, sem alma, governado burocraticamente por um director burocrata nomeado pelo Ministro, obedecendo subservientemente às normas impostas, transformando os professores e funcionários escolares em meras máquinas cumpridoras de formulários, impedindo a maioria dos professores de serem autênticos pedagogos, desautorizando os mesmos, transformando os pais e encarregados da educação em controladores da escola, com prejuízo da maioria dos alunos. O “senhor director” está-se borrifando para o património material e imaterial da escola.

A propósito do encerramento da Pires de Lima (PL), neste local há 38 anos, convém recordar que existe um património material e imaterial, que inclui painéis de azulejos, grupos escultóricos, documentos preciosos na biblioteca, etc.

Bem-haja a Região Autónoma dos Açores, que manteve autonomia e os conselhos executivos eleitos pela própria escola.

Uma boa perspectiva para futuro: vai surgir, nos escombros da PL, um hotel de 5 estrelas intitulado: “Hotel da Escola Maluca”…

José Manuel Tavares Rebelo (leitor)

Foto: pesquisa Google

01ago18

 

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