Joaquim Castro
1.Ao que parece, o facebook é a rede social, onde mais intensamente se verifica quão mal os internautas tratam a Língua Portuguesa.
“Começa-mos”, “disse-mos”, “consegui-mos”, em vez de: começamos, dissemos e conseguimos. Este tipo de erros é muito frequente.
“Á dias”, “há dois anos atrás”, em que, no primeiro caso, em vez de Á, deveria ser escrito Há; no segundo caso, o problema está no dispensável “atrás”. Nunca poderia ser “há dois anos à frente”!
A palavra “então”, usada indiscriminadamente nos diretos televisivos, está muito na moda, especialmente, por parte dos repórteres mais jovens. Dir-se-ia, que esse “então”, que numa peça, de um ou dois minutos, pode ser pronunciado uma dúzia de vezes, serve para encher chouriços!
2.No futebol, muitos narradores e comentadores, mostram bem a sua incompetência em Língua Portuguesa. Há um comentador que passa o tempo a pronunciar, “quer dizer”, entre duas frases. Treinadores e jogadores, salvo honrosas exceções, são também um desastre na Língua de Camões. Em vez do está e do estou, ouço dizer “tá” e “tou”.
E que dizer de um jornalista, que afirma: a bola ganhou velocidade, após ter tocado na relva molhada do campo de futebol? Se isso acontecesse, esse aumento da velocidade, seria um milagre da física!
O nosso primeiro-ministro, António Costa, e o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, costumam andar de candeias às avessas. Mas ambos, têm uma particularidade comum, a de pronunciar “precaridade”, em vez de precariedade. E não mudam!
Nota: Por vezes, o autor também erra!
Foto: pesquisa Google
01ago18