Joaquim Castro
1.Em 28 de julho de 2018, um professor, que também escreve uns livrinhos para crianças, formado na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, publicou no Facebook o seguinte: “Em setembro, fazem seis anos sobre a minha primeira publicação. Estes são os 18 rebentos da minha safra…”.
2.Achei estranha, aquela expressão “fazem seis anos”, enviando um alerta ao autor, anexando um texto que fazia luz, sobre a forma correta de escrever a frase, que dizia o seguinte: Faz ou fazem? Isto significa que “Fazem quantos anos…” está errado.
3.Após esta minha diligência, o professor escreveu que o erro se deveu à pressa com que escreveu. Depois, foi escrevendo, até chegar ao ponto de considerar a minha chamada de atenção sobre a frase incorreta foi inoportuna, e não sei que mais. Ora se foi por falta de tempo, o certo é que a publicação continua, tal como começou, em vez de ser corrigida para: Em setembro, faz seis meses sobre a minha primeira publicação…
4.Afinal, estas conjugações pregam partidas no cidadão comum, mas também em pessoas que não podem cometer estes erros: jornalistas, escritores e professores.
5.Isto, porque quando o verbo fazer se refere a um tempo transcorrido, ele é um verbo impessoal. O verbo não tem sujeito, com quem concordar. Neste caso, deve ser escrito no singular.
6.Mas o mais extraordinário foi o facto de alguns “amigos” do escritor, sobretudo professores (?), terem saído em defesa do colega professor. Mas, para isso, houve recurso a publicações soezes, com faltas de respeito e, até, alusões à idade do “corretor”. Lamentável.
Em conclusão
Também já exerci a função de docente, durante muitos anos, como formador profissional, dando sempre primazia ao rigor da Língua Portuguesa. Por isso, vejo com muita preocupação a fraca qualidade de muitos professores, no que diz respeito à Língua de Camões. Pior que isso é errar e deixar estar. Neste caso, o autor não quer dar a mão à palmatória!
Nota: Por vezes, o autor também erra!
Foto: pesquisa Google
01set18
