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BARCELOS: A FEIRA, O ARTESANATO, AS SUAS GENTES, A GASTRONOMIA… UMA CIDADE APAIXONANTE!

Dia 06 de junho de 21018. Oito menos um quarto da “matina”. Hora marcada para encontro da equipa de reportagem “EeTj” na Estação de Campanhã. Tudo para às 08h20 apanharmos o comboio rumo a Braga com paragem em Nine, e, daí, embarcarmos num outro até… Barcelos. É verdade, desta vez, fomos à cidade do famoso Galo, um verdadeiro ícone de Portugal além-fronteiras, da artesã popular Rosa Ramalho e, claro está, de Gil Vicente, o primeiro dramaturgo português, muito conhecido através dos seus “Autos”.

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Mas, a cidade banhada pelo rio Cávado representa muito mais que o símbolo que lhe serve de “bandeira” turística. Ir a Barcelos, estar lá umas horas e em dia de feira (sempre às quintas), é entrar num mundo diferente, que só aquela nobre gente sabe transmitir, bem à maneira minhota, região da qual faz parte e – como vimos – com muito orgulho…

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José Gonçalves      Pedro N. Silva

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Eram, precisamente 08h20, quando o comboio da CP, sem atrasos e lugares para nos sentarmos, chegou à linha 01 da Estação de Campanhã, procedente da vizinha, esbelta e centro de atração turística constante, a nobre S. Bento. Custo da viagem até Barcelos: €04,20, bilhete normal – individual.

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Com a maioria dos passageiros a caminho dos seus trabalhos – as férias, para grande parte deles, tinham acabado há dias – eram muitos os que com custo abriam os olhos e os que faziam, a maioria, só mesmo para se agarrem aos smartphones, telemóveis ou coisas do género. Ah, havia, perto de nós, duas pessoas a lerem jornal em papel. Coisa rara de se ver hoje em dia!

Com paragens em Ermesinde, Trofa e Famalicão, chegámos a Nine às 09h00, para mudarmos de comboio e, quatro minutos depois partirmos, rumo a Barcelos, numa automotora daquelas que vão para Valença e para Vigo. Já viajámos nelas, em reportagens (idas e voltas) por seis vezes, e com uns “Deus nos acuda” constantes.

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Surpresa agradável: parte da Linha do Minho está já pronta a receber comboios elétricos (não se sabe é quando, tendo em conta aquilo que toda a gente sabe: a crise que afeta a CP). E isto pelo menos, por aquilo que vimos na Estação de Barcelos, cidade onde desembarcamos às 09h17. Fizeram o mesmo, umas dezenas de pessoas. Motivo para a maioria delas, e pelos saquinhos que levavam: a realização da secular Feira semanal (às quintas) na cidade que começámos a descobrir.

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Uma feira diferente… até pelos (apelativos) aromas!

Fomos, então, pela, relativamente longa e profusa em confeitarias, Avenida Alcaides de Faria (frontal à estação), para desembocarmos no Largo da Feira, que é como quem diz no coração de Barcelos, passando antes pela Igreja de Santo António, pelo Largo dos Capuchinhos.

Interessante esta zona de novas urbanizações, algumas das quais perto do estádio Adelino Ribeiro Novo (que espera voltar, em breve, a receber os barcelenses para verem o seu Gil Vicente a atuar na I Liga do futebol português), onde é visível a organização e a… limpeza da área.

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Igreja de Santo António
Igreja de Santo António

E eis, então, que surge uma multidão, cheia de sacas e sacolas, à procura dos produtos da terra que a terra dá; do artesanato de que Barcelos se diz capital;, de roupas e calçado ao “desbarato”, tudo o que uma feira pode ter e que as imagens podem documentar, faltando somente – e isso terá você mesmo que ir lá – os diferentes aromas… das hortaliças, dos doces, enfim… coisas que aqui (ainda) não podemos reportar e que “invadem” o local.

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Caminhámos, então, um pouco pela Avenida da Liberdade, com o seu belo jardim, mas antes não podíamos deixar de saborear os doces da terra, com especial destaque para os “sonhos”…

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Mas, ainda quanto aos “sonhos” diz respeito, atenção, que tem de se esperar pelas fornadas, pois estas obedecem a horas específicas – para serem vendidos e consumidos, a nossa estava marcada para as 11 horas -, e que eles devem ser saboreados horas depois da compra, de modo a que a canela neles polvilhada se dilua e, por assim dizer, o “sonho” se transforme num verdadeiro sonho…

Antes dos sonhos, a equipa provou outras delícias da terra

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Era, então, chegada a altura de visitarmos a Igreja do Senhor do Bom Jesus da Cruz, cuja origem está associada ao “milagre da Cruz”, ocorrido em meados de 1504, ou seja ligado ao surgimento de uma Cruz Negra no carvalhal do Campo da Feira. Para proteger essa cruz foi, então, erguida esta pequena mas bonita igreja de estilo Barroco, e da autoria do arquiteto, João Antunes, que durou cinco anos a ser construída, sendo inaugurada em 1710.

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A lenda do Galo

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E esta é uma terra onde há lendas muito populares, como a do Galo de Barcelos que, praticamente toda a gente conhece, mas para quem a desconhece, aí vai ela:

“Um dia, os habitantes de Barcelos andavam alarmados com um crime, do qual ainda não se tinha descoberto o criminoso que o cometera. Certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo, apesar dos seus juramentos de inocência, que estava apenas de passagem em peregrinação a Santiago de Compostela, em cumprimento duma promessa. Condenado à forca, o homem pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado, que nesse momento se banqueteava com alguns amigos. O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa e exclamou:

– “É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem!

O juiz empurrou o prato para o lado e ignorou o apelo, mas quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo já assado ergueu-se na mesa e cantou. Compreendendo o seu erro, o juiz correu para a forca e descobriu que o galego se salvara graças a um nó mal feito. O homem foi imediatamente solto e mandado em paz” (registo: Wikipédia). Pronto, para quem não sabia, ficou a saber …

Os jardins, o cruzeiro e a ponte

Regressemos, então, à Barcelos do século XXI, cidade com cerca de 20.600 habitantes (Census 2011) e que é sede de município com 61 freguesias, situado na sub-região do Cávado, o rio que a banha. E foi para lá, para a marginal do Cávado que caminhamos, já o calor (29º) se fazia sentir logo ao final da manhã.

Passámos pelo Jardim das Barrocas , pela Igreja Matriz

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O permanente cuidado pelos jardins
O permanente cuidado pelos jardins

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As flores que Barcelos "oferece"
As flores que Barcelos “oferece”

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… até chegarmos à Ponte Medieval sobre o Cávado, que liga Barcelos a Barcelinhos, com um trânsito automóvel constante, e ao Cruzeiro do Senhor do Galo.

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Ponte medieval sobre o Rio Cávado
Ponte medieval sobre o Rio Cávado

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Paço dos Condes
Paço dos Condes

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Havia que caminhar mais um pouco, passando pelo Teatro Gil Vicente, e pela comercial Rua Barjona de Freitas até uma vez mais ao Largo da Feira e, para apanharmos a fresca antes do almoço, pelo Parque Municipal de Barcelos, é que o restaurante (de eleição) onde fomos almoçar fica ali logo à beira….

Casa dos Vilas Boas
Casa dos Vilas Boas

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Parque Municipal
Parque Municipal

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Restaurante Vera Cruz: a excelência da gastronomia local

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Chegada a hora do almoço (meio dia em ponto), esta equipa de reportagem foi a um dos mais antigos restaurantes sediados no centro de Barcelos, o Restaurante Vera Cruz. Perto do Largo da Feira e junto ao Parque Municipal. Toda a gente conhece o “Vera Cruz”, com mais de quatro décadas de existência.

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Recebidos pela simpática dona Isabel, a verdade, é que não foi por acaso que escolhemos este restaurante, já que, em uma das excursões organizadas por este jornal, já la tínhamos ido e, além de termos sido atendidos com profissionalismo e simpatia… comemos “a bom comer” – como se diz aqui pelo Porto.

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No passado dia 06 de setembro, a simpatia foi a mesma, o profissionalismo o mesmo, e a “comidinha”, essa (?)… estava muito, mas muito, boa.

Escolhemos Bacalhau à Vera Cruz e Vitela à Vera Cruz. Bacalhau saboroso, assim como a vitela que se “derretia” na boca. Divinais! Não bebemos vinho, mas sabemos que o que a casa tem (verde) é de qualidade, e, prescindindo da sopa, fomos para umas deliciosas (de chorar por mais) mini-sobremesas de leite-creme e baba de camelo (caseiras) e que nos levaram ao céu.

Acredite, que não estamos a exagerar! Fica o conselho: quando for a Barcelos experimente o Restaurante Vera Cruz, e depois diga-nos qualquer coisa.

Entretanto, e para lhe abrir o apetite, seguem-se algumas imagens do que nos foi servido…

Entrada...
Entrada…

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O bacalhau...
O bacalhau…

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A vitela...
A vitela…
Sobremesas
Sobremesas

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Abre, ou não, o apetite? Claro que abre…

De partida

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Com o calor a apertar, e os bancos do Parque Municipal de Barcelos a servir de “refugio” para muitas pessoas, preparamos a partida, não sem que antes apontássemos tudo aquilo que Barcelos nos ofereceu, a começar pela simpatia das pessoas que nos atenderam (em serviços comerciais, com especial destaque para os do Restaurante Vera Cruz) e com algumas que nos cruzamos, ficando registada uma situação não muito habitual, a de, por exemplo, passarmos por uma varredora de rua – que não nos conhecia de lado algum – e ela saudar-nos com um simpático e sorridente…“Bom Dia”.

É este, como outros pequenos registos, que nos fazem compreender as pessoas das diferentes terras por onde passamos.

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Até já… Barcelos

 

Consulta (registos); Wikipédia

 

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