Menu Fechar

Feira do Livro do Porto: cumprida a tradição em 16 dias de plena atividade cultural…

De sete a 23 de setembro, a avenida das Tílias, no Palácio de Cristal (Porto) foi palco para mais uma edição da Feira do Livro, este ano com um total de 130 pavilhões e com uma vasta programação que incluiu música, cinema exposições, debates, conversas, oficinas e animação diversa, servindo a mesma para homenagear os 50 anos de carreira do cantautor portuense, José Mário Branco.

feiralivro (10)-18-jg

feiralivro (01)-18-jg

jg
jg

feiralivro (06)-18-jg

jg
jg

feiralivro (08)-18-jg

feiralivro (09)-18-jg

Nomes como Leila Slimani, Daniel Chon Bendit Mia Couto, António Mega Ferreira, Mário de Carvalho, João Ribas, Eduardo Cintra Torres, André Tentúgal ou Francisco José Viegas destacaram-se pela presença no certame que, tal como no ano passado, foi inaugurado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

miguel nogueira
Foto: Miguel Nogueira
Miguel Nogueira
Foto: Miguel Nogueira
Foto: Miguel Nogueira
Foto: Miguel Nogueira
Foto: Miguel Nogueira
Foto: Miguel Nogueira
Foto: Miguel Nogueira
Foto: Miguel Nogueira

Marcelo, acompanhado pelo presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, visitou praticamente todos os pavilhões durante cerca de três, levando consigo 25 obras, e esteve antes na exposição “Musonautas, Visões & Avarias: 1960-2010 / Cinco Décadas de inquietação musical no Porto”.

O Chefe de Estado mostrou-se satisfeito, entre outras coisas, com a organização do espaço da Feira – “está cada vez melhor”, disse -, destacando os acessos mais amplos de acesso às bancadas e o espaço destinado à alimentação que “convida a ficar mais tempo”.

O cantautor

jose mario branco (00)

José Mário Branco abriu a lista de nomes destacados da área cultural da Feira do Livro do Porto. A Avenida das Tílias e os Jardins do Palácio de Cristal – presença importantíssima no imaginário de José Mário Branco, como o próprio afirmou – ostentaram o nome do célebre autor, músico, cantor e produtor. A tília que lhe foi atribuída pela Câmara do Porto situou-se, não por acaso, em frente à Concha Acústica, enfatizando assim também a dimensão musical de José Mário Branco, o primeiro autor ali homenageado que não é estritamente do domínio das letras.

José Mário Branco afirmou o seu orgulho humilde por “de repente, ver uma árvore com o meu nome na companhia de pessoas mais importantes” (Vasco Graça-Moura, Agustina Bessa-Luís, Mário Cláudio e Sophia de Mello Breyner Andresen) e justificou ser essa uma das duas razões que o levou a aceitar o “convite irrecusável” do presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, para estar pela primeira vez fisicamente presente numa homenagem a si próprio. A outra razão foi o facto de a Avenida das Tílias ser, desde a infância, “mítica para mim: era a Feira Popular, os carrosséis, os carrinhos, o algodão doce e as farturas”. E recordou mesmo: “Quando vinha cá, eu já fazia a avenida a salivar”.

Por seu lado, o presidente da Câmara recordou a infância de José Mário Branco no Porto e sublinhou a ação social, política e artística, que viriam a colocar desde cedo “a música no centro de uma ação política, no centro da sua vida”. Apontou, por isso, as facetas do compositor, poeta, cantor, ator e produtor musical e, entre “muitos momentos possíveis”, lembrou a sua primeira música após o 25 de Abril, relacionada com a luta dos moradores dos bairros camarários, designadamente do Bairro de São João de Deus.

Rui Moreira recordou ainda alguns outros episódios que, nos 50 anos de carreira de José Mário Branco, evidenciaram a utilização da “palavra eloquente como arma”, e concluiu ser por tudo isso que “humildes e honrados, nós os portuenses o homenageamos na sua cidade, no contexto da Feira do Livro 2018, onde a palavra escrita, dita, sussurrada, cantada e gritada tem o valor de um testemunho em prol da liberdade, em prol da autodeterminação de todas as mulheres, de todos os homens”. (porto.)

Mais de dois mil manuais escolares levantados sem custos na Feira do Livro

Foto: Filipa Brito
Foto: Filipa Brito

O balanço da presença do Serviço Municipal de Apoio à Reutilização dos Livros Escolares – SMARLE, na Feira do Livro do Porto é francamente positivo. Durante as três semanas em que o evento decorreu nos jardins do Palácio de Cristal, registou-se o levantamento de 2.101 manuais, que vão ser reutilizados neste ano escolar. Já o volume de depósitos suplantou mesmo este número, tendo sido disponibilizados 2.543 manuais escolares. O serviço regressa agora ao Gabinete do Munícipe.

A atividade do pavilhão 17 da Feira do Livro do Porto foi intensa. Passaram pelo SMARLE cerca de 3.500 pessoas e mais de 1.000 quiseram ficar registadas no serviço municipal que promove a reutilização de manuais escolares.

No início de mais um ano letivo, altura em que adensam as despesas dos agregados familiares com crianças em idade escolar, a medida procura contribuir para a redução de custos e poupança das famílias. Por outro lado, através da reutilização promove a sustentabilidade, pilar orientador da atuação deste Executivo municipal.

“Reutilizar antes de reciclar”, lema da campanha do SMARLE, também surtiu efeito do lado de quem, voluntariamente, depositou manuais de que já não precisa, assim indicam os números (2.543). Um verdadeiro ato de cidadania, incentivador também da economia circular.

No entanto, o fim da Feira do Livro não significa o fim da atividade do SMARLE, que mantém o serviço ativo durante o ano inteiro, no Gabinete do Munícipe (Praça General Humberto Delgado, 266), de segunda a sexta-feira feira, à exceção dos feriados, entre as 9 as 17 horas. (porto.)

Textos: EeTj e Porto.

Fotos: José Gonçalves (jg), Miguel Nogueira (Porto.) e Filipa Brito (Porto.)

01out18

Partilhe:

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.