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Morreu a pintora ovarense Aurora Libório (1921-2018)

Aurora de Pinho Almeida Libório que nasceu em Válega-Ovar a 8 de outubro de 1921, faleceu no dia 16 de setembro aos 96 anos, algumas semanas antes de mais um aniversário da pintora ovarense que dedicou uma vida à arte, possuidora de admirável sensibilidade artística que deixou centenas de obras a óleo, aguarela, pastel e carvão.

As cerimónias fúnebres decorreram no dia 18 na Igreja de Válega em que Aurora Libório pintou a grande tela do altar-mor deste monumento religioso, cuja arte sacra e azulejar do seu conjunto se tem destacado neste reconhecido elemento do património arquitetónico de Ovar.

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Em memória da pintora Aurora Libório recorremos ao texto publicado no “Etc e Tal jornal” (1 de outubro de 2015) com o título “Museu de Ovar homenageou Aurora Libório”, em que realçámos o momento de rara beleza que representou a cerimónia de inauguração (12 de setembro) de uma exposição de pintura desta artista ovarense, que viria a ser a sua última iniciativa pública de mostra das várias obras por si produzidas “com paixão e com o coração”, que teve a particularidade de se realizar na presença dos muitos colegas utentes do Lar da Santa Casa da Misericórdia de Ovar, em que esteve integrada durante este últimos anos da sua vida.

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Na altura, Aurora Libório ou Aurora Almeida como também chegou a assinar os seus trabalhos, disse ainda que chegou a pensar “não expor mais”, mas acabaria por corresponder ao desafio do Museu de Ovar para reunir obras que vão desde, a aguarela de 1956, “A minha tia” ou a óleo, “A minha mãe” de 1986. Integram ainda esta exposição, “Cristo” (2002), “Estudo” (1956), “Perseguição” (1981), “A dor” 2007 ou “Casa abandonada” um óleo de 2007 entre outros trabalhos que então puderam ser admirados.

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Esta artista “teve a sua primeira exposição em 1955, na cidade angolana do Lobito, e mais tarde de regresso a Portugal, para aperfeiçoar a técnica do retrato humano, teve como mestres, Joaquim Lopes e Alberto de Sousa. A segunda e última exposição individual desta artista que ao longo de meio século pintou centenas de quadros a óleo, aguarela, pastel e carvão entre outras técnicas, aconteceu em Espinho, até que, o Museu de Ovar resgatou o seu nome de um longo esquecimento a que foi votada, contribuindo assim para a obra da artista Aurora Libório voltar a ocupar o lugar que merece”, escrevemos e reescrevemos hoje em sua homenagem.

Texto e fotos: José Lopes

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