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PASSEIO À SERRA QUE É ESTRELA ENTRE AS SERRAS DE PORTUGAL! DO FRIO E VENTO NA TORRE ÀS AMENAS (E SABOROSAS) PARAGENS NO SOPÉ DA MONTANHA…

O ponto mais alto de Portugal continental, a Torre (1993 metros), na Serra da Estrela, foi o principal destino da 29.ª Excursão realizada pelo “Etc e Tal jornal” no passado dia 14 de outubro, e que reuniu – devido a diversos fatores – o mais reduzido número de passageiros (17), num passeio em que se estreou a empresa unipessoal de transportes AC Leonel, com um minibus confortável e que acabou por satisfazer todos quanto visitaram, além da Torre, cidades como a Covilhã e Seia e à vila de Nelas.

Na Torre...
Na Torre…

Dia solarengo – como é já tradicional em todas as iniciativas do género realizadas por este jornal, e já lá vão 29 –, mas com previsão de vento forte, nevoeiro e frio no ponto mais alto de Portugal continental, a excursão realizada no passado dia 14 de outubro tratou-se, por assim dizer, de um regresso, quatro anos depois, à Serra da Estrela, num quadro climatérico muito menos adverso que o que encontramos nessa viagem.

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José Gonçalves      Fernando Neto

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O facto de muitos dos habituais companheiros e companheiras de jornada se encontrem nas vindimas das suas terras natais; de alguns – no dia anterior – se terem deslocado ao Santuário de Fátima e da Junta de Freguesia do Bonfim realizar um outro passeio a preço, extremamente, convidativo (que aconteceu no passado dia 26 de outubro) originaram diversos condicionalismos à organização em termos de adesão, o que levou a reunirmos um grupo de somente 17 pessoas (duas ausências de última hora), nada tendo a ver, assim, esta reduzida afluência, com a tempestade Leslie, que se fez sentir em certas regiões do país na madrugada do dia 13.

Foto: Pedro N. Silva
Foto: Pedro N. Silva

O reduzidíssimo número de passageiros, levou a organização a alugar um “mini-minibus” (19 lugares) à AC Leonel, conduzido pela dona Alda (excelente profissional), muito confortável e que, como atrás referimos, foi do agrado geral. Assim sendo, e pela primeira vez nos últimos três anos, fomos como que “obrigados” a prescindir dos serviços da Avintestour, os quais serão retomados já no próximo passeio, e sobre o qual daremos pormenores mais à frente.

A "família Leonel", com a senhora motorista, ao centro (Foto: Pedro N. Silva)
A “família Leonel”, com a senhora motorista (dona Alda), ao centro (Foto: Pedro N. Silva)

Explicada a situação – que depressa foi esquecida pelos excursionistas-, todos apresentaram-se com os exigíveis agasalhos, mais destinados para a visita à Torre do que, propriamente, para o périplo que fizeram pela Covilhã, Seia e Nelas, uma vez que as temperaturas foram (como estava previsto) bastante agradáveis para esta época do ano (média de 15º).

A primeira paragem para o habitual “chichizinho e cafezinho” (terminologias já populares nas nossas excursões) verificou-se na Área de Serviço de Antuã que, por acaso, se encontrava liberta da multidão que normalmente frequenta o local. Isto depois da partida do Porto às 08h00, e lá termos dado umas voltinhas pouco habituais, devido à realização de uma prova de atletismo junto ao Estádio do Dragão.

Área de Serviço de Antuã
Área de Serviço de Antuã

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Cumpridas as necessidades em Antuã, rumámos para uma outra Área de Serviço (Viseu) e isto porque a viagem era longa até à Covilhã. Durante o percurso foi possível observar algumas consequências da já referida tempestade (queda de árvores) mas nada de significativo. Registados foram também os danos provocados por incêndios, com largas dezenas de árvores queimadas, ainda de pé…

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A cidade da Guarda, ao fundo
A cidade da Guarda, ao fundo

Passando ao largo de Viseu e depois pela Guarda, que de perto avistamos e que no próximo ano visitaremos, continuamos a viajem rumo à Covilhã, numa estrada (Nacional 18) que, bem conservada, rasga um paradisíaco planalto, onde placa indicativa de Belmonte despertou curiosidade (como que um pedido indireto para ponto de paragem num futuro passeio).

Covilhã… bonita como sempre!

Covilhã a dar-nos as boas-vindas
Covilhã a dar-nos as boas-vindas

E, depois de alguns quilómetros, eis que, ao fundo, surge imponente, e em cascata, a cidade da Covilhã, considerada a capital dos lanifícios, trabalho sobre o qual há registo há 800 anos. A urbe serrana, dinamizada pela existência da Universidade da Beira Interior, continua bonita e, como acontece na maioria localidades que visitamos, com uma invejável limpeza nas suas estreias e, relativamente, íngremes artérias e pequenas mas airosas praças.

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Depois de umas voltinhas pela cidade, chegámos à praça junto à Câmara Municipal, onde perto estacionamos a viatura, para nos deslocarmos para o restaurante que iria receber a “comitiva”. Contemplada a Igreja da Misericórdia dirigimo-nos, então para o “Zé do Sporting”, como era sugestão da organização.

O “Zé do Sporting”: onde “comer bem” é regra obrigatória

Então... e o Zé? Onde está?
Então… e o Zé? Onde está?

Com o Arroz à Valenciana como prato de referência, o restauranteZé do Sporting ganha, desde logo, fama pela simpatia extrema do seu proprietário José Manuel (homónimo de quem vos escreve), mas mais conhecido (tal como o “escriva”) por “Zé Manel”.

Quando chegámos, a mesa (em “L”) já por nós esperava, mesmo sem se saber ao certo se todos os companheiros e companheiras de viagem aceitariam a sugestão da organização, mas como, normalmente, aceitam, o restaurante preparou-se a tempo e horas para nos receber.

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E então foi começar a “dar ao dente”, depois de um salutar “dar à língua” enquanto se esperava pelos “pratos” escolhidos, na sua maioria de arroz… à valência. Mas havia mais, e outros foram escolhidos:.. cabrito assado, bacalhau, tudo bem “regadinho” com os maduros da terra, sempre com a devida e exigível moderação.

Arroz à Valenciana
Arroz à Valenciana
O cabritinho... à maneira
O cabritinho… à maneira

Vieram, então, as sobremesas, com destaque (pelo menos essa destaco eu) para a deliciosa tigelada da beira (que pode não ser servida, como foi o caso, em tigela), mas havia outras e deliciosas sugestões…

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Barriguinha cheia, depois de um café e de um bagacinho (para quem o pôde beber) lá nos despedimos do Zé Manel que tem na sua casa uma referência gastronómica da Covilhã, e onde também – destaque-se – possui apartamentos e quartos destinados a quem visita a cidade e a Serra da Estrela.

Fica a recomendação (e olhe que nós somos exigentes na matéria): Restaurante “Zé do Sporting”, na Covilhã. Não se esqueça!

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E devagar, devagarinho dirigimo-nos para a camioneta, aproveitando sol e a temperatura amena que se fazia sentir. Conversa aqui, conversa acolá… estavam criadas as condições para uma tarde de salutar convívio, e, acima de tudo, para uma “escalada” até à Torre, viagem que alguns dos nossos companheiros iriam efetuar pela… primeira vez.

Paisagens únicas…

Covilhã ia ficando para trás. De curva em contracurva, começamos a subir a estrada que nos conduziu à Torre, desfrutando-se de paisagens únicas e que deixaram em silêncio (não pelo medo de precipícios ou enjoos casuísticos) os nossos viajantes.

Antigo Sanatório
Antigo Sanatório

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Mil novecentos e noventa e três metros de altitude, o ponto mais alto de Portugal continental. O maior do País, situa-se na ilha do Pico, nos Açores.

A “escalada” da Serra da Estrela que, quem vos escreve, já fez por diversas vezes, ora acompanhando – em trabalho de reportagem – a caravana da Volta a Portugal em bicicleta, ora reportando um grande incêndio verificado há anos.

Passado o antigo Sanatório das Penhas da Saúde, hoje transformado em Pousada (desde abril de 2014), depois de vários anos botado ao abandonado, descobrimos as paisagens – parecem ser sempre diferentes – de uma cordilheira de montanhas verdadeiramente fantástica…

O nevoeiro, o vento e o frio… na Torre

Foto: José Gonçalves
Foto: José Gonçalves
Foto: José Gonçalves
Foto: José Gonçalves
Foto: José Gonçalves
Foto: José Gonçalves

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Naquilo a que chamamos de “Portas para a Torre”, o tempo modificou-se de forma acentuada: surge um intenso nevoeiro, e regista-se a temperatura de seis graus, isto à mistura com fortes rajadas de vento que se fizeram sentir, principalmente na Torre, onde conseguimos chegar, ao contrário do que aconteceu há quatro anos, devido à neve, que desta vez não fez questão de nos aparecer.

Foto: José Gonçalves
Foto: José Gonçalves

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Com maior ou menor custo, toda a gente conseguiu sair da camioneta, mas em grupo devido ao intenso nevoeiro e há hipotética hipótese de alguém se perder. Destino: o pequeno (?!) centro comercial, local de eleição para a venda de artigos e produtos da região, desde o famoso queijo da serra, passando pelos licores e pelas muito caraterísticas roupas de lã.

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Foto: José Gonçalves
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Foto: José Gonçalves

Mesmo a bater o dente, não se pode dizer que, pelo frio, fosse insuportável se estar na Torre, o pior, nesse dia, foi mesmo o vento e as fortes rajadas que se fizeram sentir e que abanavam, assustadoramente, a nossa camioneta.

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Quarenta e cinco minutos foi o suficiente para os companheiros e companheiras de viagem comprarem o que quiseram levar para casa, e ainda beberem alguma coisinha para aquecerem, ou até mesmo provarem as carnes fumadas ou pedaços de queijo à disposição do freguês, e oferecido pelos comerciantes.

Seia: a terra dos museus… vivos

Era, então, hora de partir rumo a Seia. Parar na Lagoa Comprida… nem pensar, devido às condições atmosféricas. Quanto ao Sabugueiro, a passagem foi mais lenta para podermos observar o desenvolvimento daquela pequena localidade, que agora é vila, e onde os cães da Serra estão sempre em plano de destaque, com a sua venda a efetuar-se mesmo junto à estrada. Seia estava perto…

Como que nos saudando, o sol voltou a fazer-nos companhia quando passávamos já pelo Museu do Pão, que abriu ao público em setembro de 2002 e, daí para cá, atrai muitos visitantes a… Seia, assim como o Museu do Brinquedo e ainda o Museu Natural da Eletricidade.

Chegávamos, então, a Seia, considerada a maior cidade da Sub-Região da Serra da Estrela e a segunda maior do distrito da Guarda pertencente à Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela.

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Passeámos um pouco pela cidade, com visita obrigatória à igreja da Misericórdia, praticamente no centro, e à da Nossa Senhora da Assunção…

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E Nelas seria o próximo e penúltimo destino deste 29.º passeio com a chancela “Etc e Tal”.

Estivemos relativamente pouco tempo naquela simpática vila do distrito de Viseu, com os seus cerca de cinco mil habitantes, mas prometemos, para uma próxima, visitar com mais calma a região.

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Aproveitamos a ocasião, destinada essencialmente ao lanche, para tirarmos uma foto em conjunto – melhor, duas de modo a que o Fernando Neto de uma delas fizesse parte – e depois seguimos para o Porto, sem que antes parássemos, uma vez mais na Área de Serviço de Antuã.

Foto em família. Fomos poucos, mas bons...
Foto em família. Fomos poucos, mas bons…

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E, pronto. Agora que venha a excursão já marcada oara o dia 11 de novembro, com destino a Penafiel (onde passaremos a tarde), em dia de Festejos em honra de S. Martinho (castanhas e bom vinho), com paragens ainda em Paços de Ferreira e Lousada (almoço livre). Mais pormenores sobre esse passeio têm-nos neste jornal, mas também no facebook.com/Excursões ETC E TAL

Até lá…

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