Ainda sem se saber qual será a empresa que em Matosinhos substituirá a Resende em termos de concessão de transporte rodoviário público no concelho, eis que mais uma viatura desta empresa incendiou-se, desta feita, em Valongo, na manhã do passado dia 30 de novembro, ficando a viatura parcialmente destruída, isto sem causar vítimas.
Este é o 18.º registo do género em autocarros da “Resende” num espaço de 18 meses, depois de casos idênticos terem acontecido a 24 de abril deste ano (em Matosinhos), a 11 de maio, também deste ano (na Maia) e em 2017, o mesmo se ter verificado em Matosinhos e Valongo, nos dias 7 e 12 de julho, respetivamente.
Presidente da Câmara de Valongo apela à AMP para resolver rapidamente problemas relacionados com a “Resende”
Entretanto, o presidente da Câmara Municipal de Valongo, José Manuel Ribeiro, considera que a operadora de transportes Resende não tem condições para continuar a prestar o serviço de transporte coletivo de passageiros no concelho. Dia 30 de novembro registou-se mais um incêndio, num autocarro da Resende, que circulava na Estrada Nacional 15.
“A população de Valongo tem sido muito afetada pelos acidentes frequentes que envolvem esta operadora privada de transportes, que comprovadamente não tem condições para continuar a prestar o serviço. O acidente que se registou hoje felizmente não causou vítimas, mas não podemos tolerar mais esta situação”, considera o autarca.
“A Área Metropolitana do Porto (AMP) tem de resolver rapidamente este assunto, no âmbito das competências que lhe foram delegadas enquanto autoridade de transportes”, frisa o autarca, lembrando que a concessão provisória atribuída à Resende pela AMP termina a 31 de dezembro.
Texto: EeTj com Lúcia Pereira (CM Valongo)
Foto de destaque: “Jornal de Notícias”
Foto; “Arquivo EeTj”
01dez18”
