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NOITE DE FADOS SOLIDÁRIA EM OVAR PARA COM O ALUNO ANDRÉ FILIPE…

Na falta de respostas concretas das entidades competentes, como Ministério da Saúde, para corresponderem às necessidades especiais do aluno André Filipe, portador de “albinismo oculocutâneo” desde nascença, que está atualmente a frequentar o 5.º ano na Escola EB António Dias Simões.

A direção do Agrupamento de Escolas de Ovar (AEO) em que está integrada esta escola do 2.º ciclo, assumiu em mão este processo devidamente sinalizado e caraterizado no âmbito das Necessidades de Educação Especial (NEE), através de um primeiro evento solidário junto da comunidade educativa e local, como foi a realização de uma Noite de Fados no dia 30 novembro, para angariar contributos decisivos para ajudar ao financiamento da compra dos óculos com lentes especiais, indispensáveis para o aluno poder ver melhor ao longe e ao perto e reduzir significativamente a fobia à luz.

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Ao desafio lançado pela direção do AEO corresponderam as comunidades escolares, educativas e comunidade local com uma moldura humana que encheu o Auditório da Escola Secundária José Macedo Fragateiro (Sede do AEO), para uma sessão de Fados de Coimbra interpretados pelo Grupo “Capas Negras”, de Esmoriz, que, como afirmou Alfredo Oliveira, um dos seus elementos e docente nesta escola, “apesar de ser um grupo heterogéneo, quanto a idades e profissões, tem duas coisas em comum: Gosta de Fados de Coimbra, e, está sempre disponível para colaborar em causas sociais”.

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Foi assim numa Noite de Fados Solidários com o aluno André, que Cecília Oliveira, diretora do AEO, anunciou uma primeira e animadora meta atingida com as receitas do evento (1.800 euros), para o objetivo da compra dos óculos com lentes especiais, cujo elevado custo poderá ainda vir a obter apoio de outras instituições sensibilizadas para tal causa. Ficou assim a esperança, de com tal sensibilidade solidária, se encurtar o tempo adiado por falta de resposta atempada das entidades competentes, para a melhoria da qualidade de vida e de saúde do André, que vinha aguardando parecer positivo, pelo menos há dois anos, para o apoio solicitado por prescrição médica. Uma insensibilidade burocrática ou economicista perante uma criança que convive e sofre as consequências de ser portador de albinismo, “um distúrbio de natureza genética em que há redução ou ausência congénita do pigmento melanina”, para além de problemas de pele, segundo relatórios médicos.

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Segundo a caraterização deste distúrbio, “os albinos são praticamente incapazes de transformar a tirosina em melanina. Consequentemente têm a pele muito clara, cabelos brancos ou claros, os olhos são vermelhos, pois a luz refletida atravessa os vasos sanguíneos dos olhos, ou, ainda, azul-esverdeados, se houver formação de algum pigmento na íris. Possuem fotofobia, astigmatismo, miopia, além de outros distúrbios visuais”. Dificuldades manifestadas no André ao longo da sua fase de crescimento, em que vem sendo acompanhado no Hospital Pediátrico de Coimbra, que já algum tempo precisa de substituir os atuais óculos e lentes com filtros dada a intolerância à luz do sol.

A Noite Solidária foi então animada musicalmente pelos “Capas Negras”, que, sem querem imitar ninguém, como afirmaram, “fazemos a nossa própria interpretação, dando o nosso cunho pessoal”, aos Fados de Coimbra com que preencheram o serão em duas partes, divididas em temas que, começaram por definir, “a Cidade de Coimbra com os seus encantos, tradições e património” e numa segunda parte em que realçaram, “os sentimentos, a nostalgia, o amor e a intimidade”.

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Assim cantaram com alma no silêncio que se fez sentir, temas deste património cultural, entre quais: Coimbra é uma lição; Coimbra, Menina e moça; Fado do Estudante; Balada da despedida do 5.º ano jurídico; Samaritana; Quando passas nos meus olhos; Feiticeira; Canção da Lágrima; As nossas Capas; Coimbra tem mais encanto e Serenata. Foram alguns dos Fados que preencheram e encheram corações à luz de velas num ambiente acolhedor, contemplando o momento proporcionado pelo grupo composto pelos seguintes elementos: Guitarra Portuguesa – Maria de Lurdes; Guitarra Clássica e Voz – Agostinho Fardilha; Guitarra Clássica – Mário Luís e Casimiro; Voz – Rui Lemos e Alfredo Oliveira. Orientador/Ensaiador Musical – Artur Jorge Ribeiro.

Texto e fotos: José Lopes (*)

(*) Correspondente EeTj em Ovar – Aveiro

01jan19

 

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